Nota de adiamento do Seminário Debatendo os territórios de interesse da cultura e da paisagem

Nota de adiamento do seminário

É com imenso pesar que informamos o falecimento de José Soró, importante parceiro na concepção e construção dos Territórios de Interesse da Cultura e da Paisagem. Soró era comprometido com causas sociais e ativista da arte e cultura.

Em função de nosso luto pela perda de tão importante parceiro, o segundo dia do Seminário Debatendo os territórios de interesse da cultura e da paisagem foi adiado para 14 de novembro, em local e condições a serem divulgadas.

Conversa com pesquisadora (6/11/2019). Museu de arte, setor educativo e seus públicos: encontros com artistas

Conversa com pesquisadora (6/11/2019)

Que estratégias de comunicação e educação os museus de arte promovem para construir o contato e diálogo de um público de não-especialistas com o mundo da arte?

Na próxima edição de nossa série de Conversas com pesquisadores, o CPC recebe a educadora Andrea Amaral Biella, que apresentará e discutirá com o público sua tese de doutorado, recentemente defendida na Faculdade de Educação da USP, sobre a ação educativa promovida no Museu de Arte Contemporânea da USP.

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Debatendo os territórios de interesse da cultura e da paisagem

Seminário Debatendo os territórios de interesse da cultura e da paisagem

O atual Plano Diretor do Município de São Paulo prevê a implementação de um instrumento urbanístico chamado “Território de interesse da cultura e da paisagem” (TICP). Os TICPs preveem a articulação de pautas relacionadas à educação, cultura e meio-ambiente, entre outras, no planejamento local de determinadas regiões da cidade, reconhecendo as práticas culturais e seus agentes aí localizados, bem como características peculiares de paisagem e ambiente. De especial interesse ao campo do patrimônio cultural, os TICPs potencializam um entendimento do território que pode virtualmente superar, por exemplo, fronteiras entre o patrimônio material e imaterial e entre os bens culturais e seus detentores e habitantes.

O presente seminário pretende apresentar práticas e reflexões que colaborem com a implementação adequada dos TICPs — seus limites, potenciais e desafios — oriundas dos campos da educação, da cultura e do meio ambiente. Além disso, haverá reflexões específicas a respeito da implementação do instrumento nos territórios já definidos pelo Plano Diretor: Jaraguá–Perus e Paulista–Luz.

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O mundo natural nos museus. Exposições em museus de história natural como representação cultural

Curso de difusão: O MUNDO NATURAL NOS MUSEUS EXPOSIÇÕES EM MUSEUS DE HISTÓRIA NATURAL COMO REPRESENTAÇÃO CULTURAL

Como o mundo natural é representado por museus de história natural? Como suas exposições mobilizam narrativas sobre a natureza e o que elas dizem sobre a maneira como nossa sociedade lida com o mundo natural? Como se constituem os acervos desses museus e como eles são tratados?

Os museus de história natural abrigam as maiores coleções científicas e suas exposições figuram entre as mais visitadas. A análise historiográfica sobre a constituição arquitetônica destes espaços e da representação do mundo natural em suas exposições visa contribuir para o debate e compreensão do sistema de comunicação estabelecido por essas instituições na sociedade contemporânea.

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Conversa com pesquisadores (4/9/2019): Cotidiano e sociedade no acervo do Museu Paulista

Cotidiano e sociedade no acervo do Museu Paulista

Como se formam e se ampliam os acervos de museus históricos? Como eles se articulam às atividades de pesquisa nessas instituições? Que representam esses acervos e que disputas em torno deles se estabelecem? Discutiremos essas e outras questões com o pesquisador Leonardo da Silva Vieira na próxima conversa com pesquisador promovida pelo CPC na Casa de Dona Yayá, dia 4 de setembro, quarta-feira, às 19h.

Esta é uma atividade paralela à exposição Museus e acervos da USP, atualmente em cartaz na Casa de Dona Yayá.

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Caminhar, experimentar, compartilhar: construindo o patrimônio andando pela cidade

oficina caminhar, experimentar, compartilhar

Caminhar pode significar mais do que uma mera atividade automática. Ao contrário, ela pode ser assertiva: como dizia Michel de Certeau, “existe uma retórica da caminhada. A arte de moldar frases tem como equivalente uma arte de moldar percursos.”

Como explorar a potência sensível e poética da caminhada? Como ela nos ajuda a perceber memórias, referências e traços do outro? Que tipo de experiência de aprendizagem com o espaço da cidade ela nos propicia?

Esta oficina integra o conjunto de atividades do Centro de Preservação Cultural da USP na Jornada do Patrimônio de 2019, promovida pelo Departamento do Patrimônio Histórico da Prefeitura Municipal de São Paulo.

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O lugar da natureza nas políticas de preservação do patrimônio cultural no Brasil

O lugar da natureza nas políticas de preservação do patrimônio cultural no Brasil

Qual o lugar da natureza nas políticas de identificação, preservação e valorização do patrimônio cultural promovidas por órgãos como o Condephaat e o Iphan? Este curso pretende apresentar um panorama das ações destas instituições no âmbito do patrimônio natural, entendendo-o como parte constituinte das reflexões e ações sobre o patrimônio cultural. Será discutida sua conceituação, trajetória de atuação e casos paradigmáticos, bem como será apresentada uma leitura crítica da bibliografia disponível.

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Conversa com pesquisadores (10/7/2019): Cidade cantada

Cidade cantada

Existem muitas maneiras de estudar e compreender as cidades em que vivemos: por um lado, elas são um acúmulo de edifícios, ruas, construções — um acúmulo, portanto, de trabalho, de formas, de arquiteturas. Por outro, são resultado da ação de legisladores, empreiteiros, incorporadores e outros agentes com interesses econômicos e políticos. Cidades, então, podem ser estudadas a partir das práticas e dos discursos daqueles diretamente envolvidos em sua produção e na formulação de seus aspectos físicos.

Contudo, cidades também são, afinal, um espaço de vida: são nelas que não só as pessoas trabalham, como é nelas que as pessoas cantam, dançam, fazem poesia, fazem arte, criam representações de suas próprias vidas e de seus lugares.

Será possível estudar as cidades a partir dessas representações? Que informações novas elas trazem? Como elas nos ajudam a compreender melhor esse fenômeno urbano com o qual lidamos todos os dias? Discutiremos esses e outros assuntos no próximo dia 10 de julho, às 19h, na Casa de Dona Yayá, quando conversaremos com o pesquisador Marcos Virgílio da Silva sobre seu livro Debaixo do “Pogréssio”: sambistas e urbanização paulistana nas décadas de 1950 e 1960, publicado recentemente a partir de sua tese de doutorado.

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Domingo na Yayá (junho de 2019): Conversa com pesquisadores sobre o bairro do Bixiga

Domingo na Yayá — Conversa com pesquisadores sobre o bairro do Bixiga

O bairro do Bixiga é dos mais plurais da cidade de São Paulo, ainda que não exista formalmente nos mapas oficiais da cidade: normalmente associado a algumas regiões no interior do distrito da Bela Vista, o Bixiga é palco para muitas manifestações culturais e memórias de grupos diversos. Marcado pela já centenária herança africana e italiana, o Bixiga também reúne imigrantes de origem de outras regiões do país, como o Nordeste, bem como de levas mais recentes de imigração (haitianos, palestinos, entre outros). Impossível de ser reduzido a um único rótulo, o Bixiga apresenta também desafios para a implementação democrática de políticas públicas que reconheçam a riqueza de sua diversidade cultural e promovam a valorização de suas muitas memórias.

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