NOTA SOBRE O INCÊNDIO NO MUSEU NACIONAL DA UFRJ

O Centro de Preservação Cultural, órgão da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária da USP, manisfesta sua consternação pela tragédia que se abateu sobre o patrimônio cultural brasileiro em consequência do incêndio que consumiu o edifício monumento do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

As perdas havidas são incomensuráveis e irreparáveis: acervos e coleções, patrimônio edificado, referências culturais. Certamente a hora é de diagnóstico, aprendizado e planejamento. Mas é também de lembrar que imensos acervos permanecem intactos em outros conjuntos edificados do Museu Nacional e que a força instalada em termos de recursos humanos obviamente continua a ser da mais alta capacitação científica e técnica. O nosso querido Museu Nacional segue firme na sua trajetória de instituição pública, dinâmica e insubstituível, de ensino, pesquisa e educação, central na formação da brasilidade. Urgem disposições que garantam a preservação e salvaguarda dos acervos que lá continuam e o prosseguimento dos trabalhos de pesquisa, ensino e difusão do conhecimento.

Marcos Tavares e Martha Marandino
Diretor e Vice-diretora
Técnicos e funcionários do CPC–USP

 

CENTRO DE PRESERVAÇÃO CULTURAL — CASA DE DONA YAYÁ

O Centro de Preservação Cultural da USP colabora no reconhecimento, preservação, salvaguarda e difusão dos bens culturais da Universidade de São Paulo — uma rica variedade de edifícios, monumentos, lugares, acervos, coleções e referências culturais.

Acompanhe nossa programação (cursos, oficinas, seminários, exposições, entre outras atividades) e conheça o patrimônio cultural da USP.

A Casa de Dona Yayá

Desde 2004 o CPC tem sua sede na Casa de Dona Yayá, imóvel reconhecido como patrimônio cultural em níveis municipal e estadual e lugar de memória das questões de gênero e saúde mental em São Paulo. No local viveu reclusa por cerca de quatro décadas a senhora Sebastiana Mello Freire, carinhosamente chamada pelos amigos e familiares como “Dona Yayá”. Tendo sido precocemente diagnosticada pela medicina de sua época como portadora de transtornos mentais, Dona Yayá foi interditada e alojada pelos seus curadores no imóvel que hoje leva seu nome. O CPC procura manter viva sua memória e trajetória por meio da preservação e uso qualificado do imóvel.

Patrimônio cultural na Universidade de São Paulo

Fundada em 1934, a Universidade de São Paulo vem ao longo de seus mais de 80 anos reunindo um enorme patrimônio cultural, expresso em bens de natureza material e imaterial. Tais bens são portadores de referência à memória, identidade e ação dos vários grupos que compõem o cotidiano universitário: estudantes, servidores docentes e técnico-administrativos, frequentadores e entusiastas. Seus sítios, edifícios e monumentos documentam a trajetória da universidade e se constituem de lugares relevantes para práticas culturais diversas. Seus acervos reúnem objetos nos mais variados suportes e recortes temáticos: obras de arte, peças de pesquisa científica, documentos de arquivo, entre outros. Suas referências culturais se manifestam em práticas e rituais próprios da vida acadêmica: festas, atividades políticas e culturais, tradições acadêmicas. É missão do CPC colaborar no reconhecimento, proteção e valorização desse enorme conjunto de bens culturais.

Programação

Conversa com pesquisadores (4/9/2019): Cotidiano e sociedade no acervo do Museu Paulista

Como se formam e se ampliam os acervos de museus históricos? Como eles se articulam às atividades de pesquisa nessas instituições? Que representam esses acervos e que disputas em torno deles se estabelecem? Discutiremos essas e outras questões com o pesquisador Leonardo da Silva Vieira na próxima conversa com pesquisador promovida pelo CPC na Casa …

CPC-USP/Casa de Dona Yayá na Jornada do Patrimônio 2019

O Centro de Preservação Cultural da USP abrirá a Casa de Dona Yayá nos próximos dias 17 e 18 de agosto, das 9h às 17h, para participar de mais uma edição da Jornada do Patrimônio, que tem como tema “Memória Paulistana”. O CPC-USP, como órgão da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão da Universidade de São Paulo que tem como papel promover …

Caminhar, experimentar, compartilhar: construindo o patrimônio andando pela cidade

Caminhar pode significar mais do que uma mera atividade automática. Ao contrário, ela pode ser assertiva: como dizia Michel de Certeau, “existe uma retórica da caminhada. A arte de moldar frases tem como equivalente uma arte de moldar percursos.” Como explorar a potência sensível e poética da caminhada? Como ela nos ajuda a perceber memórias, …