Conversa com pesquisadores (4/9/2019): Cotidiano e sociedade no acervo do Museu Paulista

Cotidiano e sociedade no acervo do Museu Paulista

Como se formam e se ampliam os acervos de museus históricos? Como eles se articulam às atividades de pesquisa nessas instituições? Que representam esses acervos e que disputas em torno deles se estabelecem? Discutiremos essas e outras questões com o pesquisador Leonardo da Silva Vieira na próxima conversa com pesquisador promovida pelo CPC na Casa de Dona Yayá, dia 4 de setembro, quarta-feira, às 19h.

Esta é uma atividade paralela à exposição Museus e acervos da USP, atualmente em cartaz na Casa de Dona Yayá.

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CPC-USP/Casa de Dona Yayá na Jornada do Patrimônio 2019

O Centro de Preservação Cultural da USP abrirá a Casa de Dona Yayá nos próximos dias 17 e 18 de agosto, das 9h às 17h, para participar de mais uma edição da Jornada do Patrimônio, que tem como tema “Memória Paulistana”. O CPC-USP, como órgão da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão da Universidade de São Paulo que tem como papel promover ações e reflexões sobre a preservação do patrimônio cultural da Universidade, apoia e participa do evento incentivando reflexões a respeito da arquitetura do imóvel, da história do bairro e da personagem Dona Yayá. Inscrita  na categoria “Imóveis históricos”, a Casa está situada no bairro da Bela Vista e é sede do CPC-USP desde 2004. O imóvel, conhecido como Casa de Dona Yayá, é um dos últimos remanescentes do antigo cinturão de chácaras que circundava a região central da cidade, e hoje constitui um documento material da transformação da cidade de São Paulo em metrópole. Assumiu importância histórica ainda maior por ter sido local de clausura de sua proprietária mais famosa, Sebastiana de Mello Freire. Com base nessa rica história material e imaterial, a Casa foi tombada pelo Estado de São Paulo, em 1998, e pelo Município, em 2002.  

Programação CPC-USP

Visitação: Casa de Dona Yayá

17 e 18/08, das 9h às 17h – visitas mediadas às 12h

A Casa de Dona Yayá, tombada como patrimônio his­tórico de São Paulo, guarda a memória de sua ilustre moradora, Sebastiana de Mello Freire, e do bairro da Bela Vista. Visitas mediadas às 12h. Mediação: Maria Del Carmen Hermida Martinez Ruiz (educadora).

Exposição: Museus e Acervos da USP

17 e 18/08, das 9h às 17h

A mostra apresenta, por meio de painéis fotográficos, os acervos e coleções dos museus, centros de memó­ria e documentação, centros de divulgação cultural e científica da Universidade de São Paulo. Realização: CPC/PRCEUReitoria da Universidade de São Paulo

Música: CoralUSP Dona Yayá

A música do Bixiga e de São Paulo

17/08, às 15h

O coral apresenta “A música do Bixiga e de São Paulo”.sob a coordenação de Mauro Aulicino, O repertório vai de Adoniran Barbosa a compositores atuais, como Kiko Dinucci e Bruno Brasil. Regência e coordenação de Mauro Aulicino.

Música: Grupo Ô de Casa

Sarau caipira

18/08, às 11h

O grupo, dedicado à pesquisa e divulgação da cultu­ra tradicional brasileira, interpreta canções, textos e poemas que representam a cultura caipira.

Oficina: Caminhar, experimentar, compartilhar – contruindo o patrimônio andando pela cidade

18/8, das 14h às 17h

A oficina pretende explorar uma das mais potentes ferramentas de percepção e exploração das referências culturais urbanas: o mero ato de caminhar, propondo a descoberta da cidade numa experiência subjetiva e compartilhada. Mediação: Gabriel Fernandes. Inscrições em forms.gle/VvdXe3ugd41boGWRA

Caminhar, experimentar, compartilhar: construindo o patrimônio andando pela cidade

oficina caminhar, experimentar, compartilhar

Caminhar pode significar mais do que uma mera atividade automática. Ao contrário, ela pode ser assertiva: como dizia Michel de Certeau, “existe uma retórica da caminhada. A arte de moldar frases tem como equivalente uma arte de moldar percursos.”

Como explorar a potência sensível e poética da caminhada? Como ela nos ajuda a perceber memórias, referências e traços do outro? Que tipo de experiência de aprendizagem com o espaço da cidade ela nos propicia?

Esta oficina integra o conjunto de atividades do Centro de Preservação Cultural da USP na Jornada do Patrimônio de 2019, promovida pelo Departamento do Patrimônio Histórico da Prefeitura Municipal de São Paulo.

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O lugar da natureza nas políticas de preservação do patrimônio cultural no Brasil

O lugar da natureza nas políticas de preservação do patrimônio cultural no Brasil

Qual o lugar da natureza nas políticas de identificação, preservação e valorização do patrimônio cultural promovidas por órgãos como o Condephaat e o Iphan? Este curso pretende apresentar um panorama das ações destas instituições no âmbito do patrimônio natural, entendendo-o como parte constituinte das reflexões e ações sobre o patrimônio cultural. Será discutida sua conceituação, trajetória de atuação e casos paradigmáticos, bem como será apresentada uma leitura crítica da bibliografia disponível.

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PROGRAMAÇÃO DE FÉRIAS

A equipe do Educativo do CPC-USP preparou para o mês de julho atividades para crianças e adultos.  A programação é aberta a toda a comunidade,  com participação  gratuita, sem necessidades de inscrição.

INFANTIL

TARDE NA YAYÁ
11 de julho, das 14h30 às 16h30
Os monitores do CPC receberão a garotada para uma sessão de filme de animação infantil seguidas de brincadeiras em grupo, como  caça ao tesouro com o tema Dona Yayá.

OFICINA BRINQUEDOS E BRINCADEIRAS
14 de julho, das 10h às 13h
Juntamente com os monitores do CPC, crianças e adultos poderão confeccionar seus próprios brinquedos, como caleidoscópio, catavento, dobraduras, participar de jogos e brincadeiras em grupo. A proposta é que, a partir da memória das brincadeiras do final do século XIX e início do século XX, todos possam vivenciar diferentes modos de brincar.

ADULTOS

CINE DEBATE  “Quem mora lá?” (Brasil, 2018)
26 de julho, das 19h às 21h30
Estabelecida sobre um túnel e ao lado de um córrego, a pequena comunidade do Pocotó resiste aos avanços dos prédios no abastado bairro de Boa Viagem, em Recife. Surpreendidas por uma ordem de despejo, as famílias – que vivem no local há mais de quinze anos – se veem na iminência de ficarem sem casa. O documentário “Quem mora lá?” (Brasil, 2018) conta a história desses moradores enquanto planejam a ocupação de um prédio abandonado, trazendo à tona a luta pelo direito à moradia nas cidades brasileiras. Após a exibição será promovido um debate com os diretores do filme, César Vieira, Conrado Ferrato e Rafael Crespo.

ITINERÁRIO YAYÁ
28 de julho, das 10h30 às 13h
Caminhada pelo centro de São Paulo organizada pelos educadores e monitores do CPC-USP. Partindo da Casa de Dona Yayá, localizada na Rua Major Diogo, na Bela Vista, o itinerário pretende contar um pouco da história de Sebastiana de Mello Freire, a Dona Yayá, do bairro do Bixiga e da cidade de São Paulo.

EXPOSIÇÃO Museus e Acervos da USP
Visitação: dia 14 e 28 de julho, das 10h às 13h
Até fevereiro de 2020, segunda a sexta-feira, das 9h às 17h
A exposição convida o público a conhecer, por meio de painéis fotográficos, os objetos, obras de arte, documentos de arquivo e materiais de apoio didático que formam os diversos acervos e coleções da USP. Tem por objetivo a divulgação de museus, arquivos, bibliotecas, centros de memória e documentação, centros de divulgação cultural e científica da Universidade que atuam como disseminadoras do conhecimento e da cultura.

Conversa com pesquisadores (10/7/2019): Cidade cantada

Cidade cantada

Existem muitas maneiras de estudar e compreender as cidades em que vivemos: por um lado, elas são um acúmulo de edifícios, ruas, construções — um acúmulo, portanto, de trabalho, de formas, de arquiteturas. Por outro, são resultado da ação de legisladores, empreiteiros, incorporadores e outros agentes com interesses econômicos e políticos. Cidades, então, podem ser estudadas a partir das práticas e dos discursos daqueles diretamente envolvidos em sua produção e na formulação de seus aspectos físicos.

Contudo, cidades também são, afinal, um espaço de vida: são nelas que não só as pessoas trabalham, como é nelas que as pessoas cantam, dançam, fazem poesia, fazem arte, criam representações de suas próprias vidas e de seus lugares.

Será possível estudar as cidades a partir dessas representações? Que informações novas elas trazem? Como elas nos ajudam a compreender melhor esse fenômeno urbano com o qual lidamos todos os dias? Discutiremos esses e outros assuntos no próximo dia 10 de julho, às 19h, na Casa de Dona Yayá, quando conversaremos com o pesquisador Marcos Virgílio da Silva sobre seu livro Debaixo do “Pogréssio”: sambistas e urbanização paulistana nas décadas de 1950 e 1960, publicado recentemente a partir de sua tese de doutorado.

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Domingo na Yayá (junho de 2019): Conversa com pesquisadores sobre o bairro do Bixiga

Domingo na Yayá — Conversa com pesquisadores sobre o bairro do Bixiga

O bairro do Bixiga é dos mais plurais da cidade de São Paulo, ainda que não exista formalmente nos mapas oficiais da cidade: normalmente associado a algumas regiões no interior do distrito da Bela Vista, o Bixiga é palco para muitas manifestações culturais e memórias de grupos diversos. Marcado pela já centenária herança africana e italiana, o Bixiga também reúne imigrantes de origem de outras regiões do país, como o Nordeste, bem como de levas mais recentes de imigração (haitianos, palestinos, entre outros). Impossível de ser reduzido a um único rótulo, o Bixiga apresenta também desafios para a implementação democrática de políticas públicas que reconheçam a riqueza de sua diversidade cultural e promovam a valorização de suas muitas memórias.

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Domingo na Yayá (19/5): Sons e Fúrias de 1968 — tempos de guerra entre nós

Com seu novo espetáculo “Sons e Fúrias de 1968 – Tempos de Guerra Entre Nós”, o Grupo Ô de Casa apresenta canções, poemas e textos em prosa dos  anos  1960 que representam a resistência à ditadura millitar que se instaurou no Brasil naquele período.  A montagem, em formato de sarau, evidencia a multiplicidade de riquezas culturais e políticas da época, assim como as lutas contra a repressão, articuladas com o momento que vive hoje o Brasil. Canções de Tom Jobim, Chico Buarque, Caetano Veloso e Gilberto Gil, juntamente com textos de Carlos Drummond de Andrade, João Cabral de Mello Neto e Gonçalves Dias, farão parte da apresentação.

O Grupo Ô de Casa foi fundado na década de 1990 e tem por objetivo produzir e divulgar manifestações no campo da cultura popular, com ênfase em música e poesia. Sediado na Zona Norte de São Paulo, aborda em suas produções e apresentações assuntos que remetam ao Brasil e à sua atualidade crítica.

Data:
19/05/2019

Local:
Casa de Dona Yayá

Horário:
Apresentação às 11h
Abertura da Casa de Dona Yayá excepcionalmente das  9h às 17h

Endereço:
Rua Major Diogo, 353
Bela Vista – São Paulo – SP

Entrada gratuita

Abertura da exposição Museus e acervos da USP na Casa de Dona Yayá

O CPC informa que decidiu por manter a abertura da exposição Museus e acervos da USP no dia 15/5, com a mesa redonda Acervos e museus universitários: relevância, desafios e diálogos, na qual serão discutidas questões ligadas aos museus universitários. Compreendemos que o evento se soma à mobilização nacional contra os ataques à educação pública impostas pelo governo atual, notadamente com o corte do orçamento das universidades federais, contingenciamento de bolsas de fomento da CAPES e diminuição de recursos para a educação básica. Entendemos que o evento representa uma oportunidade de valorizar a universidade e seu papel de diálogo com a sociedade, já que as discussões da mesa e a exposição serão formas de revelar a riqueza e a importância do patrimônio universitário e de debater sobre sua relevância e seus desafios.

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