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O Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas (IPq) realizou pela primeira vez na América Latina um procedimento para resseção de tumor cerebral, que permite em tempo real monitorar o processo cirúrgico, mostrando com exatidão as estruturas cerebrais relacionadas com a lesão.
A neurocirurgia com uso de ressonância magnética intraoperatória (RMI) possibilita a realização de intervenções cirúrgicas menores e mais econômicas, otimizando os procedimentos e proporcionando alguns benefícios, como um rápido diagnóstico de complicações que poderão ser tratadas de imediato; prevenção de danos neurológicos e maior grau de resseção com menor grau de manipulação, sem lesão do tecido sadio.
A primeira cirurgia com o uso da RMI a retirada de tumor de hipófise, realizada em março deste ano pelo neurocirurgião Valter Cescato, e pelos especialistas Rodrigo de La Cortina, otorrinolaringologista, Nina Musolino, neuroendocrinologista, Amaro Junior, neuroradiologista e do professor Manoel Jacobsen Teixeira, neurocirurgião e titular do Departamento de Neurologia da Faculdade de Medicina (FM). Além da colaboração da equipe de enfermagem, coordenada pela enfermeira Sandra Soares.
O segundo e terceiro procedimentos, também realizados em março, consistiram de microcirurgia para resseção de neoplasia, e foram feitos pelos neurocirurgiões Manoel Jacobsen Teixeira e Hector Cabrera Navaro. Todas as cirurgias tiveram sucesso e os pacientes passam bem.
Através de imagens feitas por um equipamento de ressonância magnética, instalado dentro do centro cirúrgico, é possível saber a extensão do tumor, a proporção removida e quanto falta para concluir a cirurgia. Com o método tradicional, cerca de 30 pacientes saem da cirurgia com restos do tumor no organismo e chances de recidiva.