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	<title>Revista Espaço Aberto 170 &#187; comunidade usp</title>
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	<description>A USP e a cidade de São Paulo</description>
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		<title>Revista Espaço Aberto 170</title>
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	<itunes:summary>Vida entre o asfalto e o concreto</itunes:summary>
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	<itunes:author>Revista Espaço Aberto 170</itunes:author>
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		<title>A importância do raciocínio científico</title>
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		<pubDate>Wed, 06 May 2009 15:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Revista Espaço Aberto</dc:creator>
				<category><![CDATA[comunidade usp]]></category>

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		<description><![CDATA[José Roberto Castilho Piqueira, Professor titular da Escola Politécnica O dia a dia das sociedades ocidentais ou orientais depende, de maneira crescente, dos avanços tecnológicos, hoje presentes em praticamente todas as ações individuais ou coletivas. Trabalho, entretenimento, saúde pública, produção cultural, educação, produção de alimentos, transporte, produção de medicamentos e preservação das riquezas naturais são [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2009/05/piqueira2.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-3896" title="piqueira2" src="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2009/05/piqueira2-300x225.jpg" alt="" width="180" height="135" /></a><br />
José Roberto Castilho Piqueira,<br />
Professor titular da Escola Politécnica</p>
<p>O dia a dia das sociedades ocidentais ou orientais depende, de maneira crescente, dos avanços tecnológicos, hoje presentes em praticamente todas as ações individuais ou coletivas. Trabalho, entretenimento, saúde pública, produção cultural, educação, produção de alimentos, transporte, produção de medicamentos e preservação das riquezas naturais são exemplos de ramos de atividades fortemente dependentes da tecnologia e, consequentemente, do avanço da ciência.<br />
<span id="more-3893"></span><br />
Entretanto, não é difícil perceber que o cidadão comum do mundo ocidental tem pouco incentivo para se interessar por assuntos científicos, e os jovens preferem não abraçar carreiras de pesquisa e desenvolvimento, mesmo quando têm o talento necessário para isso. Enfim, parece haver uma acentuação gradativa de um paradoxo: cada vez mais o homem depende da ciência e cada vez menos se interessa por ela.Todos ficam indignados quando um político erra a concordância ou quando alguém se engana a respeito da localização do Equador. Mas pouca gente em postos-chave da administração pública ou privada sabe dividir 1 por 0,4 sem máquina de calcular ou tem noção dos motivos pelos quais enxergamos o céu azul.</p>
<p>Imagine nesse quadro que alguém saísse por aí insistindo em que a concentração de radônio em certo lugar é alta e que isso é atípico. Você iria querer saber o que é radônio? Prestaria atenção se o papo continuasse com o radônio classificado como um gás nobre, muitas vezes mais denso do que o ar?</p>
<p>Claro que não. Que papo de nerd!</p>
<p>Mas e se o “nerd” fosse tagarela e dissesse que, como o radônio é muito denso, encontrá-lo nessas concentrações por aqui pode ser sinal de movimentos de placas tectônicas e da iminência de terremoto grave? Provavelmente, no Brasil as pessoas não prestariam muita atenção nessa conversa e, na melhor das hipóteses, ficariam um pouco ressabiadas com o perigo de terremoto.<br />
Na Itália, que é país desenvolvido e sério, o físico Giampaolo Giuliani avisou sobre o perigo de terremoto em Áquila, com o mesmo argumento, e foi denunciado à polícia pela prefeitura da cidade por alarmar a população. O resultado o mundo já sabe: centenas de mortos e milhares de desabrigados. Agora alguns dizem que nem sempre as altas concentrações de radônio redundam em terremotos, confundindo causalidade com correlação. Os eventos aumento de concentração de radônio e ocorrência de terremotos não são um par causa-efeito, mas são correlacionados.</p>
<p>Deveriam ser feitas medições acuradas de outras grandezas físicas, para confirmar ou descartar a hipótese. É assim que se faz em ciência. Processar aquele que formula hipóteses, jamais. Maior que o analfabetismo científico que essa prefeitura demonstrou, só mesmo a prepotência de autoridades que recusam ajuda internacional numa situação como essa, comparando-a a um acampamento de fim de semana.<br />
Tudo isso me fez lembrar de um professor de Filosofia que tive no terceiro científico. Sou do tempo do científico, da escola pública, que, dizem, era muito boa. Pois é, meu professor de Filosofia, tido como grande intelectual, pontificava: “Estatística é a arte de dizer mentira com números exatos”.</p>
<p>Essa frase de efeito expressa uma ignorância científica imensa. Comecei a descobrir isso na Escola de Engenharia, na disciplina dada pelo Departamento de Engenharia de Produção. A Estatística, o Teorema do Limite Central e as Distribuições de Probabilidade eram a essência do “Controle de Qualidade e dos Tempos e Métodos da indústria”.<br />
Um pouco depois, ainda na graduação, ao estudar processamento de sinais em telecomunicações, aprendi que os métodos estatísticos formam a base da detecção de sinais expostos aos inevitáveis ruídos. No mestrado e na atividade profissional dos primeiros anos de formado, trabalhei com os chamados multiplexadores estatísticos, equipamentos capazes de aumentar o aproveitamento da capacidade de transmissão de informação dos canais fazendo uso das regularidades estatísticas dos dados.</p>
<p>Passado algum tempo, passei a lecionar Processos Estocásticos, disciplina que sistematiza a Teoria de Probabilidades e os Processos Aleatórios, aplicando-os às diversas áreas do conhecimento humano: Mecânica Quântica, Economia, Processamento de Sinais, Mecânica Estatística, Sistemas Complexos, Biologia e Saúde Pública.<br />
Enfim, aprendi que Estatística faz parte do conhecimento científico, procurando a verdade nos mais diversos fenômenos naturais e sociais. Fico pensando nos meus colegas da época, que seguiram outros caminhos: será que eles se lembram da frase do professor de Filosofia? Tomara que não.</p>
<p><span style="color: #c0c0c0;"><span style="color: #808080;">O prof. dr. José Roberto Castilho Piqueira possui graduação em Engenharia Elétrica pela Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo (1974), mestrado em Engenharia Elétrica pela Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo (1983), doutorado em Engenharia Elétrica pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (1987) e livre-docência em Controle e Automação pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (1997).  Entre 1973 e 1999 lecionou Física no ensino médio e em cursos pré-vestibulares. Atualmente é professor titular da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Concurso Público em 1999), tem cerca de cem artigos publicados em periódicos e congressos e é bolsista de produtividade em pesquisa do CNPq.</span></span></p>
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		<title>Yoga como filosofia</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Mar 2009 14:25:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Revista Espaço Aberto</dc:creator>
				<category><![CDATA[comunidade usp]]></category>

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		<description><![CDATA[Por professor Marcos Rojo Rodrigues* Yoga é um antigo sistema de filosofia indiano que acredita na importância do corpo como estratégia para a aquisição de estados meditativos ou estados elevados da consciência. Destaca a constante inter-relação entre corpo e mente, ressaltando que a mente interfere no corpo num grau maior do que o corpo pode [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2009/03/yoga.jpg"><img class="size-full wp-image-2382 alignleft" title="yoga" src="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2009/03/yoga.jpg" alt="" width="350" height="250" /></a></p>
<p><strong>Por professor Marcos Rojo Rodrigues*</strong></p>
<p>Yoga é um antigo sistema de filosofia indiano que acredita na importância do corpo como estratégia para a aquisição de estados meditativos ou estados elevados da consciência. Destaca a constante inter-relação entre corpo e mente, ressaltando que a mente interfere no corpo num grau maior do que o corpo pode interferir na mente. Ou seja, um padrão mental alterado é refletido imediatamente no tônus muscular, na postura e na condição respiratória, mas para que a mente seja influenciada pelo corpo o caminho é mais longo, leva mais tempo. Por este motivo, sugere a prática diária de posturas e de exercícios respiratórios que, até pouco tempo, eram bastante estranhos para um ocidental.<span id="more-2380"></span></p>
<p>Antes de comentar sobre esta relação mente e corpo, textos antigos de Yoga abordaram a questão do comportamento e do estilo de vida, entendendo que ninguém pode pensar em boa saúde, controle de atividade da mente e qualidade de vida, sem questionar prioridades e valores.  Começa destacando a importância da não-violência, da verdade e do desapego como forma de se manter uma boa relação com o mundo e, posteriormente, ressalta a importância da disciplina, do contentamento e do autoestudo, para que cada um tenha uma boa relação consigo mesmo.</p>
<p><strong>Prática e benefícios</strong></p>
<p>O Yoga afirma que não adianta vestir roupa dos monges e conhecer com profundidade todos os textos antigos se você não coloca os ensinamentos em prática. Prática em Yoga significa 24 horas por dia, é a constante busca de um estado mental saudável, que visa ao bem comum.</p>
<p>Contudo, aqui no Ocidente, sempre que pensamos em prática de Yoga, pensamos em alguém de cabeça para baixo ou numa posição exótica, recitando mantras e sons que não pertencem ao nosso vocabulário. As posturas de Yoga, ou os asanas, são reconhecidamente exercícios que melhoram a flexibilidade e a boa postura, re-equilibrando o tônus muscular, tonificando os mais flácidos, alongando os mais encurtados e facilitando a aquisição da capacidade de relaxamento.</p>
<p>Hoje em dia, damos muito valor ao condicionamento físico e ao desenvolvimento de habilidades extraordinárias e nos esquecemos da importância do relaxamento para a manutenção da saúde. Para o Yoga, boa parte das doenças tem um fundo emocional e o relaxamento é o grande antídoto ao stresse.</p>
<p>Os exercícios respiratórios, ou os pranaiamas, têm como principal foco a interferência nos impulsos que determinam o ritmo da respiração, levando o praticante a respirar cada vez menos, mas sem que isto provoque falta de ar. É uma eficiente técnica de meditação, dizem os textos de Yoga. Como não podemos interferir diretamente no controle da atividade da mente, devemos interferir no controle do ritmo respiratório, porque estão intimamente ligados.<br />
Tudo no Yoga é meditação e meditação pode ser entendida de várias maneiras. Entre elas a de que “é um estado hipometabólico sem sono”, ou seja, um estado de profundo relaxamento, mas consciente. Outros a definem como “um relaxamento de pensamentos e sentimentos”, ou seja, deixar que emoções e pensamentos venham à tona, sem analisá-los, sem censurá-los nem provocá-los, deixar que passem pela mente.</p>
<p>A quem diga que meditação é “um silêncio momentâneo que às vezes aparece”. Seja como for, são muitas definições para o mesmo estado. Estado que até pouco tempo atrás era considerado exclusivo dos místicos e hoje sabemos que é acessível a todos que praticarem com determinação.</p>
<p><strong>Yoga no Cepeusp</strong></p>
<p>O Yoga é oferecido como prática no Cepeusp ( Centro de Práticas Esportivas) há quase trinta anos. As aulas seguem a regularidade de duas vezes por semana e têm a duração de um semestre. Atualmente são oferecidos cursos com componentes teóricos para os que desejam se aprofundar no assunto. Temos vagas para alunos, funcionários, professores e seus dependentes. Temos também vagas específicas para a 3ª idade e para a comunidade externa.</p>
<p>Ao todo, são cerca de 500 vagas oferecidas semestralmente para as aulas práticas e mais 100 vagas para os cursos teóricos. Para a nossa alegria, Yoga é um dos cursos mais procurados.  As inscrições para este semestre já estão encerradas, maiores informações,no site do CEPEUSP. (<a href="http://www.cepe.usp.br/">http://www.cepe.usp.br/</a>)</p>
<p><em>* Marcos Rojo Rodrigues &#8211; Professor de Educação Física pela USP, especialista em Yoga pela escola de Kaivalaydhama (Índia), mestre pela Faculdade de Medicina da USP. Professor de Yoga do Cepeusp desde 1982.</em></p>
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