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	<title>Revista Espaço Aberto 170 &#187; comunidade usp</title>
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	<description>A USP e a cidade de São Paulo</description>
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		<title>Revista Espaço Aberto 170</title>
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	<itunes:summary>Vida entre o asfalto e o concreto</itunes:summary>
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		<title>Espelho, espelho meu&#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 30 Sep 2010 18:18:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Revista Espaço Aberto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Proposta inédita reúne dermatologia e psiquiatria para estudar o aumento da demanda de adolescentes por tratamentos estéticos Por Márcia Scapaticio   Em seu consultório de dermatologia, Luciana Conrado percebeu que estava sendo requisitada por pessoas bem mais jovens. Adolescentes acompanhados das mães procuravam, por vezes, tratamentos estéticos desnecessários. Sua tese de doutorado foi desenvolvida pelo [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em><a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/09/72586335.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-12576" src="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/09/72586335-228x300.jpg" alt="" width="228" height="300" /></a>Proposta inédita reúne dermatologia e psiquiatria para estudar o aumento da demanda de adolescentes por tratamentos estéticos<br />
</em></p>
<p><strong>Por Márcia Scapaticio</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Em seu consultório de dermatologia, Luciana Conrado percebeu que estava sendo requisitada por pessoas bem mais jovens. Adolescentes acompanhados das mães procuravam, por vezes, tratamentos estéticos desnecessários. Sua tese de doutorado foi desenvolvida pelo Departamento de Dermatologia da Faculdade de Medicina e une as áreas de dermatologia e psiquiatria. “Além do aumento da demanda, os pacientes entravam na clínica e elencavam, como numa lista de supermercado, as coisas que incomodavam no corpo. Depois de muitos casos parecidos comecei a pensar em como tratar essas questões”, explica. A médica é pioneira em estudos sobre o Transtorno Dismórfico Corporal (TDC), ligado à obsessão que as pessoas têm em relação à beleza, uma preocupação exagerada que acaba interferindo na vida cotidiana. Quem sofre desse distúrbio não tem uma percepção real da sua imagem, transformando uma pequena imperfeição no centro de sua vida, preocupando-se em superá-la.</p>
<div id="attachment_12573" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/09/Luciana-Archetti-Conrado-259-10-cbr-13.jpg"><img class="size-medium wp-image-12573 " title="Cecilia Bastos" src="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/09/Luciana-Archetti-Conrado-259-10-cbr-13-300x198.jpg" alt="" width="300" height="198" /></a><p class="wp-caption-text">Luciana Archetti Conrado</p></div>
<p>Segundo a dermatologista, o TDC eclode mais na adolescência, “porque é justamente quando se está definindo identidade e imagem corporal”. Também acostumada a lidar com esse período importante na formação do ser humano, Leila Salomão Tardivo, do Instituto de Psicologia, ressalta o aspecto da formação da identidade como crucial nesse distúrbio: “Quando o jovem é inseguro e valoriza o lado estético de modo desmedido, canaliza os seus impulsos todos no corpo, causando uma insatisfação consigo mesmo”.</p>
<p>Para Luciana, a questão mais complexa do transtorno é a sua identificação. “É um transtorno secreto, pois o adolescente não conta para ninguém. Esconde da família, dos amigos e sente vergonha desse sofrimento, achando que é um tipo de vaidade ou futilidade. Entre o primeiro sintoma e o diagnóstico pode se passar dez anos, então é importante prestar atenção nos sinais: Uma preocupação exagerada com um defeito corporal mínimo ou inexistente é uma característica forte para reconhecimento do TDC”, alerta.</p>
<div id="attachment_12574" class="wp-caption alignright" style="width: 209px"><a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/09/Leila-Tardivo-427-05-cbr17.jpg"><img class="size-medium wp-image-12574" title="Cecilia Bastos" src="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/09/Leila-Tardivo-427-05-cbr17-199x300.jpg" alt="" width="199" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Leila Tardivo </p></div>
<p>Ambas as especialistas concordam que todas as solicitações dos adolescentes devem ser consideradas e analisadas pela família. “Há reclamações que são válidas, por exemplo, o tratamento de acnes e até procedimentos cirúrgicos, como a correção da orelha de abano. Afinal, os médicos estão aí para ajudar e em muitas situações os resultados são positivos”, afirma Leila.</p>
<p>Além da boa formação do profissional e da relação de confiança estabelecida, “é fundamental que pais e filhos estejam abertos ao diálogo. O respeito às angústias dessa fase pode encurtar o caminho entre os primeiros sintomas e o diagnóstico. Lógico que temos várias nuances, mas a atenção ao diagnóstico e a humanização da relação médico paciente são necessárias para estabelecermos quais as queixas normais e quais os pontos distintos que caracterizam a doença”, conclui Luciana, que mudou o jeito de cuidar dos pacientes que frequentam seu consultório.</p>
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		<title>Um dia após o outro: o caminho para se libertar do vício</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Sep 2010 13:39:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Revista Espaço Aberto</dc:creator>
				<category><![CDATA[comunidade usp]]></category>
		<category><![CDATA[Alcoolismo]]></category>
		<category><![CDATA[Antropologia]]></category>
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		<description><![CDATA[Por Clara Roman “Virei alcoólatra e descobri que tenho uma doença que é física, mental, emocional (&#8230;). Virei alcoólatra e deixei de ser bêbada, cachaceira, mau-caráter, sem vergonha, fraca, vagabunda (&#8230;)&#8230; enfim, deixei de ser todos os personagens que havia criado para mim e que todos acreditavam – ou fingiam acreditar.” Depoimento de Sílvia, publicado [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_11972" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/09/Edmilson-Antunes-Campos-fala-sobre-sua-pesquisa-nos-Alcoólicos-Anônimos.jpg"><img class="size-medium wp-image-11972" title="Francisco Emolo" src="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/09/Edmilson-Antunes-Campos-fala-sobre-sua-pesquisa-nos-Alcoólicos-Anônimos-300x198.jpg" alt="" width="300" height="198" /></a><p class="wp-caption-text">Edmilson Antunes Campos fala sobre sua pesquisa nos Alcoólicos Anônimos</p></div>
<p><strong>Por Clara Roman</strong></p>
<p>“Virei alcoólatra e descobri que tenho uma doença que é física, mental, emocional (&#8230;). Virei alcoólatra e deixei de ser bêbada, cachaceira, mau-caráter, sem vergonha, fraca, vagabunda (&#8230;)&#8230; enfim, deixei de ser todos os personagens que havia criado para mim e que todos acreditavam – ou fingiam acreditar.” Depoimento de Sílvia, publicado na <em>Revista Vivência</em>, do Alcoólicos Anônimos.</p>
<p>Segundo dados do II Levantamento Domicilar sobre o Uso de Drogas Psicotrópicas, realizado pelo Cebrid da Unifesp, aproximadamente 12% da população brasileira é dependente do álcool. Além dos danos físicos, o alcoolismo também destrói a saúde psicológica e espiritual do dependente.</p>
<p>O Alcoólicos Anônimos é uma irmandade que tem ajudado muitas pessoas a saírem da situação danosa que o alcoolismo proporciona. Surgiu nos Estados Unidos, calcada na doutrina protestante e possui uma inserção monumental no Brasil. São 5.000 grupos no País, 200 deles na cidade de São Paulo.  Edemilson Antunes de Campos, autor do livro <em>Nosso Remédio é a Palavra </em>(Fiocruz, R$ 25,00) e docente do curso de Obstetrícia da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH), atribui esses números à flexibilidade da metodologia do AA  para se inserir em contextos diferentes, além dos baixos custos de realização dos encontros.</p>
<p>O processo de tratamento da irmandade se baseia em reuniões semanais com aqueles que se consideram alcoólatras. Reunidos em espaços cedidos, como paróquias, os membros trocam experiências. Não há acompanhamento psicológico profissional. “O grupo Alcoólicos Anônimos tem apresentado ótimos resultados na melhoria de dependentes alcoólicos. Nem sempre é necessário tratamento médico para a recuperação,”  comenta Ricardo Amaral, médico do Progrea (Programa Interdisciplinar de Estudos de Álcool e Drogas) do Instituto de Psiquiatria do HC. O Progrea atende pacientes com todo tipo de dependência química, mas seu maior público é de alcoólatras.</p>
<p>Uma das principais ideias do grupo é a da conquista diária da sobriedade. Os alcoólatras do AA não prometem que nunca mais vão beber e sim que não darão nenhum gole de álcool nas próximas 24 horas. Assim, não frustram as expectativas de familiares, de amigos e de si mesmos.</p>
<p>O professor da EACH Edelminson Antunes de Campos enveredou-se pela antropologia para analisar a irmandade. Ele desejava realizar um estudo de campo etnográfico e o tema possibilitava esse tipo de pesquisa. Dessa forma, passou  a coletar experiências dos AAs em grupos da zona leste de São Paulo, em especial no grupo de Sapopemba, que é bastante desenvolvido.</p>
<p>Os núcleos estão espalhados por toda cidade, inclusive em regiões ricas. Segundo Campos,  a partir desse dado é possível constatar que a dependência alcoólica atinge todas as classes sociais e mesmo gêneros, pois são muitas as mulheres que procuram a instituição. Mesmo assim, o contexto social dos frequentadores ajuda a compreender o processo.</p>
<p>Segundo o AA, o alcoolismo é uma doença da família, ou seja, não é prejudicial apenas a quem bebe, mas a todos que convivem diretamente com ele. E é justamente no ambiente familiar que o homem se reconhece como pai, esposo, chefe de família. O alcoolismo atinge diretamente esse vínculo, pois torna o sujeito incapaz de se manter como provedor do lar. Essa perda é recobrada no momento em que ele controla o alcoolismo e volta a exercer o papel de sujeito trabalhador, que sustenta  a casa. Esse processo ocorre também com as mulheres, que se veem destituídas do papel de mãe. “Não é algo que a pessoa possa controlar pelo desejo dela. Muitas vezes, depois de sofrer modificações no organismo as pessoas ficam com dificuldade para decidir o que consumir e perdem o controle”, afirma Amaral, especialista do Progrea.</p>
<p>A associação considera que a dependência alcoólica é uma doença incurável. O alcoólatra é um doente que precisa de tratamento constante. Segundo Amaral, a dependência pode estar associada a outras patologias, multas vezes de caráter emocional, como transtornos de personalidade (depressão, ansiedade, etc). Uma vez diagnosticadas, elas perdem todos os estigmas que a bebida lhe fornecia até então: cachaceiro, irresponsável, etc. É nesse momento que se tornam capazes de recobrar seu papel social.</p>
<p>“O AA nega qualquer vínculo religioso, mas utiliza-se de seu código. Os evangélicos pentecostais, por exemplo, acreditam que o alcoolismo é fruto de uma força demoníaca, ” diz Campos.  O AA trabalha com a ideia de força superior. O indivíduo que se entregar a ela conseguirá se libertar do consumo do álcool.</p>
<p>Apesar de colocar na pessoa o peso da escolha de procurar o AA, de se assumir alcoólatra e de continuar frequentando, a irmandade atribui muita força ao grupo.  “As reuniões constroem uma memória coletiva, da sociabilidade perdida com o álcool e restituída com a sobriedade.” Paradoxalmente, a alta aceitação cultural da bebida,  os preços baixos e a grande disponibilidade e acessibilidade são os fatores apontados pelo Progrea para os altos níveis de alcoolismo no Brasil. Dessa forma, ao mesmo tempo que a bebida é um elemento altamente social, a dependência destrói a convivência do indivíduo com outras pessoas.</p>
<p>Esse fator coletivo e anônimo dos núcleos, somado à presença da força divina e superior, evita o egocentrismo do alcoólatra depois da superação. Sua  vitória é conquista de um todo, não é apenas sua.</p>
<p>Campos destaca que o modelo é seguido para outros tipos de vícios como os Narcóticos Anônimos e as Mulheres que Amam Demais Anônimas. “O indivíduo contemporâneo não dá conta da liberdade concedida a ele e se descontrola,” aponta Campos como uma das razões da proliferação dessas irmandades, em especial do AA. Em contrapartida, o grupo restituirá a dimensão do coletivo perdida na modernidade. “A irmandade é uma possibilidade de encontro.”</p>
<p><strong>Alcoólicos Anônimos</strong></p>
<p>Site oficial:<a href="www.alcoolicosanonimos.org.br/" target="_blank"> www.alcoolicosanonimos.org.br/</a></p>
<p>Site com localização dos grupos em São Paulo:</p>
<p><a href="www.aa-areasp.org.br/portal/" target="_blank">www.aa-areasp.org.br/portal/</a></p>
<p><strong>Progrea</strong></p>
<p>-Para atendimento, o paciente deve ligar no número 3069-6960, das 8h às 16h</p>
<p>-Condições: maior de 18 anos e morador de São Paulo-SP</p>
<p>-Os serviços são oferecidos de acordo com as vagas disponibilizadas para as pesquisas</p>
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		<title>Semana a semana, tardes sóbrias e agitadas</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Sep 2010 12:30:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Revista Espaço Aberto</dc:creator>
				<category><![CDATA[comunidade usp]]></category>
		<category><![CDATA[grea]]></category>
		<category><![CDATA[narcóticos anônimos]]></category>
		<category><![CDATA[recuperação]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Clara Roman Às terças à tarde, o Progrea, ou Grea, possui bastante movimento, pois é o período do ambulatório. Os  pacientes são atendidos em sessões individuais e coletivas. Medicamentos são recomendados e revistos e os frequentadores anunciam mais uma semana sem nenhuma recaída. Às 13h, é realizado um encontro do grupo Alcoólicos Anônimos em [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/09/drinks2.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-11951" title="Reprodução" src="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/09/drinks2-300x269.jpg" alt="" width="300" height="269" /></a>Por Clara Roman</strong></p>
<p>Às terças à tarde, o Progrea, ou Grea, possui bastante movimento, pois é o período do ambulatório. Os  pacientes são atendidos em sessões individuais e coletivas. Medicamentos são recomendados e revistos e os frequentadores anunciam mais uma semana sem nenhuma recaída. Às 13h, é realizado um encontro do grupo Alcoólicos Anônimos em uma das salas do instituto.</p>
<p>Matheus (nome fictício) frequenta o hospital há dois anos, mas está sem beber há apenas cinco meses. “Minha vida está começando a entrar no eixo de novo. Os meus colegas de trabalho estão recuperando a confiança em mim. A cada recaída é necessário iniciar o processo novamente.”</p>
<p>Aos 15 anos já bebia. Quando começou a trabalhar, aos 25, ia ao bar todos os dias depois do expediente. Nunca havia tido problemas, até perder o controle, aos 34 anos. Não conseguia consumir apenas cerveja, nem se moderar. Faltava ao trabalho. “Um dia, voltava para casa completamente embriagado e perdi o controle da direção do carro. Bati em um poste. Quase morri.”</p>
<p>Hoje, ele está sob medicação, como muitos outros pacientes do instituto. Os remédios são utilizados para combater a ansiedade, os sintomas da abstinência e outros problemas de ordem químico-física dos dependentes. “Beber enquanto se está tomando remédio gera um mal-estar muito grande. Isso me faz pensar duas vezes antes de tomar um gole”, conta.</p>
<p>Matheus já frequentou mais de um grupo do AA. “É bastante parecido com os grupos do Grea, mas tem mais gente. Cada um conta sua história, reparte sua vivência.”</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Narcóticos anônimos: mais um dia limpo</strong></p>
<p>A casa grande, com uma praça arborizada aos fundos, abriga diversos grupos da irmandade dos AA. Localizada em bairro nobre de São Paulo, a construção não aparenta ser palco de tantos conflitos e superações. À primeira vista, emana tranquilidade.</p>
<p>Uma placa na entrada indica os horários das sessões de cada núcleo. São realizadas reuniões dos Alcoólicos Anônimos, Familiares Anônimos, Mulheres que Amam Demais Anônimas e Narcóticos Anônimos.  Todos eles possuem os mesmos princípios.</p>
<p>O Narcóticos Anônimos, em especial, reúne dependentes de álcool e outras drogas.        Os<a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/09/Montagem_narcóticos-diversos.jpg"><img class="size-full wp-image-11993 alignright" title="Montagem_narcóticos diversos" src="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/09/Montagem_narcóticos-diversos.jpg" alt="" width="222" height="199" /></a> encontros duram duas horas e são  coordenados por qualquer membro do grupo  que esteja “limpo” (gíria que significa “sem usar  drogas”) há no mínimo 90 dias. Os presentes  dizem seu nome e há quanto tempo não  consomem tóxicos.  Então, proferem a Oração da  Serenidade: Deus, conceda-me Serenidade para  aceitar as coisas que não posso modificar,  Coragem para modificar aquelas que posso e  Sabedoria para reconhecer a diferença, Só por  Hoje.</p>
<p>Por meio de votação, decidem qual será a  literatura da sessão, que é lida em voz alta por alguns membros. São vários textos, como <em>Bem-vindo aos Narcóticos Anônimos</em>,<em> Sou um adicto? </em>(adicto é sinônimo de viciado), entre outros. A palavra é então franqueada e um membro começa a falar voluntariamente. A única condição para participar do grupo é não estar portando nenhuma droga durante o encontro. Caso a pessoa tenha se drogado naquele dia, é sugerido que ela converse com alguém no fim da sessão.</p>
<p>Os participantes não comentam seus “baratos”, nem que tipos de tóxico consumiam. Falam de seu dia, de sua semana, de sua vida. O que tem feito para lidar com seus problemas. A maioria encontra uma grande dificuldade em solucionar imprevistos que aparecem na rotina. “O que possuímos é uma grande inabilidade de viver a vida”, disse uma adicta, durante seu depoimento.</p>
<p>“Eu não sei o que eu quero. Sei  que não quero continuar usando drogas. Mas também não quero encarar a realidade como ela é”, disse um membro. O “fundo do poço” é um momento bastante comentado. É quando eles percebem que não querem mais aquela vida e procuram ajuda no NA. “Não gosto de lembrar como eu estava há quatro  meses, jogado em meu apartamento depois de um “baque”.  Sou muito agradecido ao grupo.”</p>
<p>A maioria encontra dificuldades para se relacionar, optando por permanecer só até estágios mais avançados da recuperação. No entanto, alguns conseguem vencer barreiras e namorar. “Minha namorada já sabe que frequento  o  grupo e que sou adicto. Mesmo assim, já fazemos planos juntos.” A recuperação dos laços sociais e familiares é um elemento importante para o restabelecimento de uma vida sem drogas.</p>
<p>O retorno à profissão também é um passo crucial. O grande problema é a dificuldade de lidar com as frustrações. Muitas vezes, as falhas no trabalho são fatores de impulsão para o consumo de entorpecentes. “Eu não me descontrolo, mesmo sabendo que sou explorado.”</p>
<p>Algumas pessoas vão ao grupo há mais de 15 anos, mas não perdem a conta do total de tempo que estão limpos. Geralmente, tornam-se padrinhos ou madrinhas, auxiliando participantes novos. O grupo partilha seus contatos e muitas vezes telefonam uns aos outros para pedir ajuda.</p>
<p>“Hoje, eu planejo minha recuperação. Antes de qualquer viagem vou duas vezes antes e duas vezes depois à sala. E frequento grupos nos locais que eu vou.” A gratidão ao NA é total. Há um autorreconhecimento constante no discurso alheio. Assim, a experiência do outro ajuda na superação de sua própria problemática.</p>
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		<title>Médicos temem realizar procedimentos relacionados ao aborto</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Nov -0001 00:00:00 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Profissionais correm o risco de ser estigmatizados Por Clara Roman O aborto é previsto em lei pelos artigos 124 a 128 do Código Penal, na seção “crimes contra a vida” (homicídio, infanticídio, suicídio e aborto). Nos casos em que é espontâneo, a mulher foi vítima de estupro ou não há outro meio de salvar a [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em><a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/08/gravida.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-11209" title="Zak Moreira" src="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/08/gravida-214x300.jpg" alt="" width="214" height="300" /></a>Profissionais correm o risco de ser estigmatizados</em></p>
<p><strong>Por Clara Roman<br />
</strong></p>
<p>O aborto é previsto em lei pelos artigos 124 a 128 do Código Penal, na seção “crimes contra a vida” (homicídio, infanticídio, suicídio e aborto).  Nos casos em que é espontâneo, a mulher foi vítima de estupro ou não há outro meio de salvar a vida da gestante, o aborto é permitido. Nos demais, ele é punido, com reclusão de até 10 anos. Segundo Alex Leutério, advogado, pós-graduando do Departamento de Direito Penal, Medicina Forense e Criminologia da Faculdade de Direito, se provado que o procedimento foi feito pela mulher ou com o seu consentimento (incluindo a cumplicidade de seu marido ou do médico), ela é condenada.<br />
Segundo a doutora em antropologia social Sílvia de Zordo, autora da pesquisa qualitativa “Experiências e representações dos profissionais de saúde acerca do aborto legal e ilegal em dois hospitais maternidade de Salvador da Bahia”, apresentada na Faculdade de Saúde Pública em 24 de junho deste ano e aprovada pela Columbia University (NY, USA), do ISC-UFBA Universidade Federal da Bahia e do Conep (Comissão Nacional de Ética em Pesquisa )– 2009, a lei brasileira gera uma situação paradoxal. Ao mesmo tempo em que o Sistema Único de Saúde, o SUS, oferece serviços de planejamento familiar e contracepção, existe a proibição do aborto .“Se por um lado as mulheres brasileiras podem legalmente escolher não ter mais filhos ligando as trompas, por outro elas não podem legalmente interromper uma gravidez indesejada. Por isso muitas mulheres, sobretudo as mais jovens, pobres e negras, morrem de aborto clandestino.”<br />
Dados da PNA, Pesquisa Nacional do Aborto, feita pela ong Anis e pela UnB (Universidade de Brasília), atestam que mais de uma em cada cinco mulheres realizam o aborto voluntário durante a idade reprodutiva. Prova disso é que a curetagem pós-aborto, cirurgia realizada após complicações decorrentes do aborto clandestino, foi a cirurgia mais realizada pelo SUS entre 1995 e 2007 (levantamento do InCor, com base em dados do Datasus, do Ministério da Saúde). Nos países onde a prática é legalizada, a aspiração manual (Amiu) é o procedimento mais utilizado para o aborto. Essa técnica é muito segura e apresenta taxas baixas de complicações, menores do que o parto.  “No Brasil, como na maioria dos países onde o aborto é ilegal, essa técnica é acessível só a mulheres de classe média-alta que podem facilmente ter acesso às clínicas clandestinas, onde elas são bem tratadas e bem cuidadas”, diz Sílvia. “Falta, me parece, integrar seriamente a saúde reprodutiva das mulheres nas políticas do governo brasileiro que visam a combater as desigualdades sociais, de gênero e raciais, para que nenhuma mulher brasileira seja discriminada e morra em decorrência de abortos”.</p>
<div id="attachment_11134" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/08/Dra.-Sílvia-de-Zordo.jpg"><img class="size-medium wp-image-11134" title="Reprodução" src="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/08/Dra.-Sílvia-de-Zordo-300x224.jpg" alt="" width="300" height="224" /></a><p class="wp-caption-text">Dra. Sílvia de Zordo</p></div>
<p>Leutério afirma que a melhor defesa para a mulher que é acusada de ter cometido aborto em condições ilegais é atestar o caráter involuntário da interrupção da gravidez. Caso tenha ingerido um remédio para parar o desenvolvimento do feto, por exemplo, a mulher pode afirmar que desconhecia tais efeitos. Segundo a PNA, 48% das mulheres que fizeram aborto utilizaram algum medicamento para interromper a gravidez. O misosprostol, remédio contra gastrite, popularizou-se nos anos 90 devido a seus efeitos abortivos. Apesar de sua venda ser proibida no Brasil, ele recebe destaque pela grande quantidade de mulheres que o ingerem.<br />
Segundo a pesquisa de Sílvia, realizada em dois hospitais públicos de Salvador, muitos médicos temem a acusação de cumplicidade no aborto. Nos documentos hospitalares, esclarecem que o aborto foi provocado por algo, mesmo que isso possa prejudicar a paciente mais tarde. No entanto, uma minoria de médicos afirma que a denúncia não é seu papel: “médico nao é policial”, afirma um dos entrevistados pela pesquisadora. O professor de Bioética da Faculdade de Medicina da USP Reinaldo Ayer de Oliveira diz que a paciente deve ser atendida do ponto de vista da prática médica, ou seja, o médico deve cuidar da saúde da mulher antes de qualquer outro procedimento. “O médico é preso ao sigilo da prática médica. Se o aborto é criminoso ou espontâneo, ele não deve se manifestar.” Outro medo muito comum que os médicos têm ao cuidar de  mulheres com complicações pós-aborto é o estigma de “aborteiros”, caso demonstrem familiaridade com a Amiu (aspiração manual), técnica  geralmente associada ao aborto realizado em clínicas clandestinas. A pesquisadora coloca a hipótese de que a resistência dos médicos mais velhos a aprender novas técnicas e dos profissionais das maternidades públicas à humanização do atendimento, além do medo de ser estigmatizados pelos colegas contribuem para explicar por que a curetagem é usada muito mais do que a Amiu.<br />
Mesmo em casos de aborto legal, quando a gravidez foi resultante de estupro, a mulher encontra dificuldades para ser atendida. De acordo com norma técnica do Ministério da Saúde, a palavra da mulher já é suficiente para que o médico interrompa a gravidez. Se depois for provado que a mulher não falava a verdade o médico não pode sofrer punição. “É isento de pena quem, por erro plenamente justificado pelas circunstâncias, supõe situação de fato que, se existisse, tornaria a ação legítima (…)”(Artigo 20, § 1º  do Código Penal). No entanto, a pesquisa de Sílvia constatou que muitos profissionais não têm conhecimento disso e exigem ordem judicial ou análise de diversos setores do hospital. Tais processos burocráticos acarretam demora do atendimento, o que é danoso quando a gravidez é de risco ou encontra-se em estágios avançados. Segundo Alex Leutério, a mulher vítima de violência sexual deve realizar um boletim de ocorrência relatando o fato.<br />
Sílvia, em sua pesquisa, encontrou muitos médicos que encaram o aborto como uma negação do papel maternal da mulher. “As mulheres continuam se considerando e sendo consideradas social e moralmente as principais responsáveis pelo cuidado das crianças, pela contracepção e pelas suas falhas.” Essa circunstância auxilia na estigmatização da mulher que realizou ou pretende fazer aborto. Muitos profissionais de saúde consideram as pacientes grávidas como as únicas pacientes legítimas no hospital, ao contrário das pacientes com aborto incompleto, mesmo reconhecendo as causas para a sua realização.<br />
A pesquisa de Sílvia observou que muitos médicos acreditam que o aborto de fetos anencéfalos (que morrem logo após o nascimento) deveria ser legalizado. Leutério afirma que a lei não oferece proteção para as mulheres com esse tipo de gravidez. Ainda assim, muitas gestantes conseguem recursos para interromper o desenvolvimento desses fetos, através de um salvo-conduto por meio de habeas corpus.</p>
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		<title>Os benefícios de um sono tranquilo</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Jul 2010 18:02:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Revista Espaço Aberto</dc:creator>
				<category><![CDATA[comunidade usp]]></category>
		<category><![CDATA[Distúrbios do sono]]></category>
		<category><![CDATA[Faculdade de Medicina USP]]></category>
		<category><![CDATA[Instituto do sono Unifesp]]></category>
		<category><![CDATA[IPq USP]]></category>

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		<description><![CDATA[Pesquisas confirmam que a qualidade do sono interfere em nossa saúde Por Márcia Scapaticio Há algum tempo o ato de dormir vem ganhando importância em nosso cotidiano, pois a má qualidade do sono interfere diretamente na saúde de muitos brasileiros. Por esse motivo, o sono nosso de cada dia é objeto de estudo de importantes [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em><a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/07/como_dormir_melhor.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-10687" title="Reprodução" src="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/07/como_dormir_melhor-300x227.jpg" alt="" width="300" height="227" /></a>Pesquisas confirmam que a qualidade do sono interfere em nossa saúde</em></p>
<p><strong><em>Por Márcia Scapaticio</em></strong></p>
<p>Há algum tempo o ato de dormir vem ganhando importância em nosso cotidiano, pois a má qualidade do sono interfere diretamente na saúde de muitos brasileiros. Por esse motivo, o sono nosso de cada dia é objeto de estudo de importantes instituições de ensino da cidade de São Paulo; USP e Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) possuem centros que, além de desenvolver pesquisas, prestam atendimento à população.</p>
<p>O Laboratório do Sono do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas (IPq-HC) funciona desde 1990 como um centro de estudos sobre distúrbios do sono e assistência aos pacientes que procuram o local. Exames de polissonografia, que monitoram o período em que a pessoa dorme para descobrir todos os fatores que influenciam o sono, e outro, que pode medir o tempo que o paciente leva até dormir, são disponibilizados. Segundo o dr. Flávio Aloé, um dos coordenadores do laboratório, “o diagnóstico mais frequente é o transtorno respiratório durante o sono, os conhecidos roncos e apneias”; já a temida insônia “pode ser relacionada com ansiedade, depressão e dor muscular”, completa.</p>
<div id="attachment_10688" class="wp-caption alignright" style="width: 208px"><a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/07/Entrada_Instituto-do-Sono.jpg"><img class="size-medium wp-image-10688" title="Reprodução" src="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/07/Entrada_Instituto-do-Sono-198x300.jpg" alt="" width="198" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Entrada do Instituto do Sono</p></div>
<p>O Instituto do Sono da Unifesp foi fundado em 1992 e também desenvolve trabalhos relevantes na área, como diagnósticos, pesquisas e aprimoramento profissional, através de cursos de especialização. A doutora Luciana Palombini participa há seis anos do instituto e diz que a “maior preocupação é a apneia (ronco com paradas respiratórias no meio da noite), pois está associada a complicações cardiovasculares e metabólicas, como hipertensão e derrame cerebral, diabetes e obesidade”, explica.</p>
<p>De acordo com dados do Laboratório do IPq, as mulheres entre 30 e 50 anos de idade são as que mais sofrem com a insônia; já o ronco e apneia atingem, em sua maioria, homens em torno dos 45 anos. Tal distúrbio pode afetar as mulheres, mas é comum que isso ocorra no período da menopausa.</p>
<p>Uma pesquisa feita pela Unifesp constatou que os moradores da cidade de São Paulo estão dormindo meia hora a menos por noite. Esse dado foi evidenciado num período de 20 anos, mostrando que o tempo médio na cama durante os dias de semana é de sete horas e meia, já aos finais de semana há um acréscimo de uma hora nesse período.</p>
<p>Sobre esse fato, Luciana reforça que o importante é acordar bem disposto para enfrentar o dia: “Não existe um horário ideal fixo, a maior parte das pessoas precisa de sete a oito horas, mas a necessidade de sono é uma predisposição genética. Há indivíduos que dormem cinco horas por dia e se sentem bem e outros que precisam de mais tempo”. Como uma pequena dica, a médica afirma que “o sono normal é a associação da quantidade (número de horas) certa e qualidade adequada”.</p>
<div id="attachment_10689" class="wp-caption alignleft" style="width: 208px"><a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/07/Luciana-Paombini-apresenta-quartos-dos-pacientes-do-Instituto-do-Sono.jpg"><img class="size-medium wp-image-10689" title="Reprodução" src="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/07/Luciana-Paombini-apresenta-quartos-dos-pacientes-do-Instituto-do-Sono-198x300.jpg" alt="" width="198" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">A doutora Luciana Palombini apresenta quartos dos pacientes</p></div>
<p>Um alerta comum dos dois profissionais é a necessidade de conscientização da população sobre o assunto. Para Aloé, é importante que as pessoas durmam o tempo adequado, procurem deitar e levantar em horários regulares e não usem a cama para ler, ver televisão ou alimentar-se.</p>
<p>Luciana também alerta para a medicação sem receita médica. “É fundamental procurar orientação médica. Todo remédio para insônia, se tomado por muito tempo, causa algum efeito colateral. Então, quando algum sintoma relacionado aos distúrbios do sono é percebido, é imprescindível que se procure o tratamento adequado através de um especialista em medicina do sono.”</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Serviço:</strong></p>
<p><strong>Laboratório do Sono do Instituto de Psiquiatria (IPq-HCFMUSP)<br />
</strong><br />
Rua Dr. Ovídeo Pires de Campos, 785<br />
<strong>Fone:</strong> (11) 3069-6518</p>
<p><strong>Instituto do Sono da Unifesp</strong><br />
Rua Napoleão de Barros, 925<br />
<strong>Fone:</strong> (11) 2149-0188/5908-7222</p>
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		<title>Vacina pode tratar câncer de colo de útero</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Jun 2010 14:33:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Revista Espaço Aberto</dc:creator>
				<category><![CDATA[comunidade usp]]></category>
		<category><![CDATA[HPV]]></category>
		<category><![CDATA[ICB]]></category>
		<category><![CDATA[Vacina de DNA]]></category>

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		<description><![CDATA[Laboratório no ICB desenvolve produto que age diretamente nas células cancerígenas O grupo de pesquisa do professor Luiz Carlos Ferreira, do Laboratório de Desenvolvimento de Vacinas do ICB-USP , tem avançado no processo de desenvolvimento da vacina contra lesões malignas causadas pelo papiloma vírus humano (HPV), tipo 16. O produto final seria essencial no combate [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em><a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/06/comp-ICB_-Vacina_-Fto-Cecilia-Bastos-02.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-10341" title="Cecilia Bastos" src="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/06/comp-ICB_-Vacina_-Fto-Cecilia-Bastos-02-150x150.jpg" alt="" width="199" height="199" /></a>Laboratório no ICB desenvolve produto que age diretamente nas células cancerígenas</em></p>
<p>O grupo de pesquisa do professor Luiz Carlos Ferreira, do Laboratório de Desenvolvimento de Vacinas do ICB-USP , tem avançado no processo de desenvolvimento da vacina contra lesões malignas causadas pelo papiloma vírus humano (HPV), tipo 16. O produto final seria essencial no combate ao câncer de colo de útero, que mata anualmente 400 mil mulheres no mundo e é causado, em 99% dos casos, pelo patógeno (agente biológico capaz de causar doenças).</p>
<p>O HPV é transmitido por contato sexual e possui mais de 200 variantes. Estima-se que 600 milhões de pessoas já foram infectadas. A maior parte dos casos se concentra em países em desenvolvimento, totalizando, nesses locais, 80% das mortes por câncer cervical. No Brasil, entre 60% e 75% da população teve contato com alguma variedade do vírus. O exame de Papanicolau é o procedimento mais utilizado no diagnóstico da doença, que, se detectada no início, é curada na maioria dos casos.</p>
<p>Atualmente, existem no mercado duas vacinas profiláticas que impedem a infecção por alguns tipos virais. A vacina bivalente (previne os tipos 16 e 18),<ins datetime="2010-05-24T14:45" cite="mailto:Carolina"> </ins>é produzida pelo laboratório Glaxo Smith Kline (GSK) e a quadrivalente (previne os tipos 6,11,16,18) é produzida pelo laboratório Merck Sharp e Dohme, ambos norte-americanos. A Anvisa já aprovou o uso dos dois produtos em meninas e mulheres entre 9 e 26 anos. Porém, caso a infecção já tenha ocorrido, a vacina torna-se ineficaz contra o tipo de vírus detectado na paciente. Além disso, ambas estão disponíveis apenas na rede particular, com um custo total de R$ 1.200,00 (três doses de R$ 400,00, administradas ao longo de seis meses). Considerando que muitos casos estão associados a populações de baixa renda, essa vacina tem pequena abrangência populacional.</p>
<div id="attachment_10342" class="wp-caption alignright" style="width: 194px"><a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/06/comp-Francisco-Cariri_-Vinicius-Santana_-Bruna-Maldonado_-Fto-Cecilia-Bastos.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-10342 " title="Cecilia Bastos" src="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/06/comp-Francisco-Cariri_-Vinicius-Santana_-Bruna-Maldonado_-Fto-Cecilia-Bastos-150x150.jpg" alt="" width="184" height="184" /></a><p class="wp-caption-text">Francisco Cariri, Vinicius Santana e Bruna Maldonado pesquisadores  do Laboratório de Desenvolvimento de Vacinas </p></div>
<p>Os pesquisadores do ICB buscam desenvolver uma vacina de DNA que agirá nos organismos já infectados pelo vírus e que possuam algum tipo de lesão induzida por ele. Esse tipo de vacina é alvo de pesquisas no mundo todo, para prevenção de diversos patógenos, como herpes e HIV. Elas estimulam as células do sistema imunológico a reconhecer as células-alvo e destruí-las.</p>
<p>“O grande problema é que muitas pessoas já estão infectadas pelo vírus”, afirma Vinicius Santana, pós-graduando do ICB e pesquisador do Laboratório de Desenvolvimento de Vacinas. “Fazer uma vacina profilática não seria suficiente para curar pessoas que já possuem a doença.”</p>
<p>Assim, desenvolveu-se a ideia de produzir uma vacina de DNA, que estimulasse os linfócitos T no combate às lesões malignas das pessoas já portadoras da doença. Como o HPV 16  é responsável por 60% dos casos de tumor, a pesquisa centrou-se no combate aos efeitos desse vírus.</p>
<p>O grupo recebe financiamento da Fapesp, Capes, CNPq e Ministério da Saúde. Testes laboratoriais, aplicados em camundongos, estão sendo realizados com sucesso. A próxima fase será testar o produto em animais maiores e, depois, passar para experimentos com seres humanos. “Todo cuidado é necessário para se observar os efeitos colaterais, desde toxicidade na pele a alterações sistêmicas”, afirma Bruna Maldonado, pós-graduanda e componente do grupo de pesquisa.</p>
<p>A vacina seria indicada, especificamente, para portadores do vírus devidamente diagnosticados. Dessa forma, não seria necessário realizar campanhas de vacinação abrangentes. A princípio, o produto seria destinado a mulheres, já que os casos de câncer de colo de útero são muito mais expressivos em relação ao câncer peniano, que ataca os homens também em decorrência do HPV. A discussão, no entanto, ainda é necessária, pois os homens funcionam como reservatórios da doença, auxiliando a transmissão.</p>
<p>Outra vantagem da vacina de DNA é o seu baixo custo de produção, o que a tornaria mais acessível para a população. Além disso, sua implantação inicial seria feita como complemento aos tratamentos de câncer de colo de útero já existentes hoje.</p>
<p>Além de Vinicius Santana e Bruna Maldonado, participam do grupo Francisco Cariri e Mariana Diniz. Todos eles estão na pós-graduação do Instituto de Ciências Biomédicas da USP.</p>
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		<title>O exercício do amadurecimento</title>
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		<pubDate>Wed, 05 May 2010 19:19:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Revista Espaço Aberto</dc:creator>
				<category><![CDATA[comunidade usp]]></category>
		<category><![CDATA[Atividades Físicas]]></category>
		<category><![CDATA[Cepe USP]]></category>
		<category><![CDATA[Egídeo Dórea]]></category>
		<category><![CDATA[Hospital Universitário]]></category>
		<category><![CDATA[Tai Chi Chuan]]></category>
		<category><![CDATA[terceira idade]]></category>

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		<description><![CDATA[Como as atividades físicas podem ser uma boa opção para a terceira idade Por Márcia Scapaticio Para encontrar essa turma basta uma caminhada nas primeiras horas da manhã no Centro de Práticas Esportivas da USP (Cepe). Representantes da terceira idade aproveitam a programação do Centro, desde o exercício localizado até a prática do remo. O [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em><a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/05/Atividade-Fisica-3ª-Idade-123-10-fe26.jpeg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-9785" title="Francisco Emolo" src="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/05/Atividade-Fisica-3ª-Idade-123-10-fe26-150x150.jpg" alt="" width="228" height="228" /></a>Como as atividades físicas podem ser uma boa opção para a terceira idade</em></p>
<p style="text-align: left;"><strong>Por Márcia Scapaticio</strong></p>
<p>Para encontrar essa turma basta uma caminhada nas primeiras horas da manhã no Centro de Práticas Esportivas da USP (Cepe). Representantes da terceira idade aproveitam a programação do Centro, desde o exercício localizado até a prática do remo.</p>
<p>O professor de educação física Ricardo Linares trabalha nesta área há 16 anos e perde de vista os benefícios que a atividade esportiva regular oferece. “Além dos aspectos físicos, como a melhora da capacidade aeróbica e força muscular, é importante o contato com o grupo, a integração social que transforma a atividade em um compromisso”, salienta.</p>
<p>Um frequentador exemplar é João Engelberg. Além de ser aluno do remo, tem como hobby o violoncelo, ao qual se dedica desde a infância. Engelberg resume o remo com um sentimento, a sensação de liberdade: “É uma atividade linear, gosto de estar na água, da liberdade e do controle do meu corpo”.</p>
<p>Pode parecer contraditório, unir as sensações de liberdade e de controle, mas esse é um dos pontos interessantes de lembrar quando mencionamos a prática esportiva na terceira idade. Os jovens, na maioria das vezes, associam o exercício apenas ao bem-estar físico, supervalorizando a questão estética. “A prática do exercício físico no idoso tem que ser feita de forma mais controlada, pois boa parte deles tem doenças crônicas. Os objetivos também são diferentes: prevenção de quedas, integração social, o combate à depressão e a melhora no condicionamento vascular, explica o médico do Hospital Universitário Egídio Dórea.</p>
<div id="attachment_9786" class="wp-caption alignright" style="width: 243px"><a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/05/Ricardo-Linares_-João-Engelberg-123-10-fe60.jpeg"><img class="size-thumbnail wp-image-9786" title="Francisco Emolo" src="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/05/Ricardo-Linares_-João-Engelberg-123-10-fe60-150x150.jpg" alt="" width="233" height="233" /></a><p class="wp-caption-text">João Engelberg, pratica remo supervisionado pelo professor Ricardo Linares</p></div>
<p>Egídio Dórea é responsável pelo projeto e lançamento de um vídeo com propostas de movimentos de tai chi chuan, que está sendo distribuído gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde da região do Butantã. “Todos os exercícios são autoexplicativos e o usuário pode realizar os movimentos de acordo com o seu condicionamento e, se feitos regularmente, ajudam a melhorar as habilidades que vão sendo perdidas com o envelhecimento”, esclarece.</p>
<p>A compreensão da passagem do tempo e a vontade de aproveitá-lo da melhor maneira possível são evidentes no comportamento dos idosos que fazem do exercício físico uma prática cotidiana. O combate à depressão e o convívio em grupo são um dos aspectos fundamentais para essa faixa etária, tanto que o grupo que se exercita no Cepe também realiza passeios fora da Cidade Universitária. Setuko Missaka, além de aluna do Centro, é a organizadora dos passeios: “Quando a sala quer fazer algo diferente, nós programamos uma visita ao museu e até à praia, além das festas em data comemorativas, como no Dia do Professor”.</p>
<p>Um ponto importante na visão de Dórea é criar locais específicos para o idoso realizar atividades, pois é difícil para esse público encontrar um lugar adequado para se exercitar. Segundo Dórea, “há poucos centros de atividades físicas direcionados para os idosos, poucos parques e áreas de caminhadas. É importante lembrar das limitações, pois o idoso tem dificuldades na visão e o tempo de reação diminui.Ele não consegue desviar de um buraco rapidamente, por exemplo. Então o risco de ter um trauma é muito maior”.</p>
<div id="attachment_9787" class="wp-caption alignleft" style="width: 179px"><a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/05/A-construção-de-um-espaço-exclusivo-para-os-idosos-se-exercitarem-está-sendo-desenvolvido-pelo-Doutor-Egidio-no-HU125-10-fe08.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-9787" title="Francisco Emolo" src="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/05/A-construção-de-um-espaço-exclusivo-para-os-idosos-se-exercitarem-está-sendo-desenvolvido-pelo-Doutor-Egidio-no-HU125-10-fe08-150x150.jpg" alt="" width="169" height="169" /></a><p class="wp-caption-text">Egidio Lima Dorea explica os benefícios da prática diária de exercícios para a terceira idade</p></div>
<p>O foco na prevenção de quedas também é mencionado por ele e o tai chi chuan é um grande aliado para recuperar o equilíbrio e fortalecer os membros inferiores, ajudando a prevenir as fraturas mais comuns nesse grupo, a de ombro e de punho.  Dórea é parceiro do <a href="http://www.fundosocial.sp.gov.br/portal.php/programas-projetos_praca" target="_blank">Fundo de Solidariedade e Desenvolvimento Social e Cultural do Governo do Estado de São Paulo</a>,que é responsável por projetos voltados aos idosos, como a criação de praças e parques exclusivos para eles.<br />
Um objetivo de Dórea é montar um Centro de Referência para quedas, no HU. “Estamos produzindo um questionário que será distribuído para a comunidade USP, para determinar os indivíduos que já caíram e quais foram as causas. A partir disso faremos uma avaliação multifatorial, com o intuito de diminuir os riscos, pois sabemos que 30% pessoas acima dos 65 anos já caíram uma vez e desses, 50% voltam a cair no ano seguinte. Um fato que inspira cuidado, pois queda é uma das principais causa de mortalidade desta população.”</p>
<p>Outra novidade é que aulas de tai chi chuan serão ministradas no HU, por Chow Chin Chien a partir da primeira semana de maio, todas às quartas-feiras, para interessados com idade acima dos 65 anos. As inscrições podem ser feitas na Enfermaria da Unidade Básica de Saúde (Ubas) e no Ambulatório de Clínica Médica do HU. Chien tem 93 anos e é praticante do tai chi há 40 décadas. É ele que ensina os movimentos do esporte no vídeo produzido pelo Hospital. Chien foi indicado por um paciente de Dórea e desde então, ministra aulas de tai Chi no HU.</p>
<p><div id="attachment_9788" class="wp-caption alignright" style="width: 160px"><p class="wp-caption-text">Alda Kruger, ao centro, Setuko Missaka e Maria Lourdes Neves, paraticam atividades diárias no Cepe</p></div><a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/05/Alda-Kruger-ao-centro-Setuko-Missaka-e-Maria-Lourdes-Neves-paraticam-atividades-diárias-no-Cepe-123-10-fe03.jpeg"><img class="size-thumbnail wp-image-9788" title="Francisco Emolo" src="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/05/Alda-Kruger-ao-centro-Setuko-Missaka-e-Maria-Lourdes-Neves-paraticam-atividades-diárias-no-Cepe-123-10-fe03-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a></p>
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		<title>A Universidade e a maternidade</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Apr 2010 13:59:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Revista Espaço Aberto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[As normas da USP favorecem as futuras mães, sejam elas biológicas ou adotivas Por Amanda Previdelli Em 2008, o presidente Luis Inácio Lula da Silva sancionou uma lei (Lei 11.770) que aumentou o tempo da licença maternidade de quatro para seis meses. A lei passou a valer neste ano, mas a USP, através da portaria [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em><a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/04/parlamentares_sao_favoraveis_a_ampliacao_da_licenca_maternidade.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-9111" title="parlamentares_sao_favoraveis_a_ampliacao_da_licenca_maternidade" src="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/04/parlamentares_sao_favoraveis_a_ampliacao_da_licenca_maternidade-300x237.jpg" alt="" width="300" height="237" /></a>As normas da USP favorecem as futuras mães, sejam elas biológicas ou adotivas</em></p>
<p><strong>Por Amanda Previdelli</strong></p>
<p>Em 2008, o presidente Luis Inácio Lula da Silva sancionou uma lei (<a href="http://www.normaslegais.com.br/legislacao/lei11770_2008.htm" target="_blank">Lei 11.770</a>) que aumentou o tempo da licença maternidade de quatro para seis meses. A lei passou a valer neste ano, mas a USP, através da <a href="http://www.usp.br/suelyvilela/arquivos/portaria_licenca_maternidade.pdf" target="_blank">portaria GR 4012</a>, de 12 de agosto de 2008 da reitoria, se adequou à nova legislação já há dois anos. Segundo Stephanie Yukie da Costa, advogada da Consultoria Jurídica da USP, “todas as servidoras da Universidade têm assegurado o período de 180 dias de licença-gestante remunerados”.</p>
<p>Mas quem arca com os custos de manter uma empregada em período de licença por seis meses? O professor Homero Batista Mateus da Silva, do Departamento de Direito Trabalhista da Faculdade de Direito da USP, explica que, para proteger as mulheres, toda a sociedade custeia esse benefício “pagando alíquotas maiores nos impostos, a fim de que a conta não recaia apenas sobre o empregador. Se fosse assim, o empregador dificilmente iria contratar mulheres”. O empregador, então, posteriormente será ressarcido pelo INSS.</p>
<p>Existem dúvidas sobre a diferença entre os direitos de uma mãe biológica e uma mãe adotiva. O professor Batista conta que há, sim, distinções: “A mãe adotiva dispõe de períodos menores, de 30 a 120 dias, de acordo com a idade da criança adotada. A criança adotada a partir de 8 anos, por exemplo, não dá direito a nenhuma licença”. De acordo com a advogada Stephanie, porém, na USP existe uma norma específica e as mães adotivas têm direito a 180 dias remunerados quando adotarem menor de até sete anos de idade ou quando obtiverem judicialmente a sua guarda para fins de adoção.</p>
<p>Elisabete Claro de Souza Paiva, secretária na Faculdade de Ciências Farmacêuticas conta como foi o processo para conseguir a licença. “Foi tudo muito tranquilo e sem a menor complicação. Para conseguir a licença, só tive de entregar os documentos expedidos pelo Fórum de guarda provisória para fins de adoção e tudo ficou resolvido”, conta.</p>
<p>O professor da Faculdade de Direito esclarece que o procedimento, para a funcionária, realmente é bastante simples, já que quem faz a maior parte do trabalho burocrático é a própria empresa. “São os departamentos de relações humanas que fazem o contato com o INSS. A empresa costuma pagar o salário normal para a empregada, na mesma folha de pagamento, e, depois, é ressarcida pela da Previdência Social. Logo, o procedimento é direto no setor de RH (Recursos Humanos), mesmo no caso da USP.”</p>
<p><a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/04/maternidade.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-9112" title="maternidade" src="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/04/maternidade-250x300.jpg" alt="" width="250" height="300" /></a> Elisabete também teve direito a outros benefícios, como o das creches na USP, mas optou por não utilizar: “tinha minha mãe para cuidar do meu filho e achamos melhor assim, mas recebo <a href="http://www.usp.br/drh/" target="_blank">auxílio-creche</a>, que ajuda muito”, conta. Para os pais que ainda têm dúvidas quanto à adoção, ela afirma que “se o casal realmente estiver preparado para receber um filho, a adoção será a decisão mais acertada e maravilhosa, pois um filho é sempre filho e as alegrias e emoções são muitas”.</p>
<p>A funcionária da USP também teve experiências com o Hospital Universitário, no atendimento a dependentes. Quando seu filho, hoje um menino de cinco anos, ficou doente, ela recorreu ao setor da pediatria do hospital. “Tive um atendimento imediato e pude contar com o carinho e o altíssimo nível de profissionais que se empenharam totalmente para salvar a vida do meu filho e me ajudaram ao longo do seu crescimento”, conta.</p>
<p>Para as futuras mães, é importante saber que os pais dos seus filhos também têm direito a uma licença do trabalho. Em alguns países ela chega a ser de até quatro meses, mas aqui no Brasil é de apenas cinco dias. O professor Homero Batista explica que a Constituição prevê uma lei, mas que essa lei ainda não foi elaborada: “Por ora, tudo o que os pais têm é o direito de faltarem por cinco dias consecutivos, incluindo o dia do parto e incluindo sábados, domingos e feriados, o que significa muito pouco. Ou seja, o pai aparentemente cuida dos documentos da criança e não da criança propriamente dita”.</p>
<p>Na USP, a legislação para os pais é a mesma, mas no caso de licença-adoção, quando ambos os cônjugues ou companheiros são servidores públicos, a licença será concedida para o servidor adotante que fizer a requisição, sendo que o companheiro terá direito, então, aos cinco dias.</p>
<p><strong>Serviços na USP para mães:</strong><br />
A Coordenadoria de Assistência Social (Coseas) realiza a seleção das vagas em creches para os filhos dos servidores da Universidade. O processo é de caráter socioeconômico e pode ser acompanhado pelo <a href="http://www.usp.br/coseas/" target="_blank">site</a>. Para concorrer, o funcionário deve comparecer à Divisão de Promoção Social munido do holerite e da certidão de nascimento da criança.</p>
<p>Caso o filho do servidor não seja contemplado com a vaga, o Departamento de Recursos Humanos (DRH) da USP oferece o auxílio-creche para custear as despesas até a idade pré-escolar. O benefício será concedido para:</p>
<p>Funcionários e docentes, ativos ou afastados por motivos de saúde, com crianças tuteladas ou legalmente adotadas, até sete anos incompletos de idade, que não estejam matriculados em creche da USP.<br />
Quando os pais das crianças forem servidores da Universidade, o benefício será cadastrado apenas a um deles.</p>
<p>Existe também o auxílio-creche, cujo valor é definido de acordo com a jornada de trabalho do servidor e recebe reajuste juntamente com os salários da Universidade:</p>
<p>R$ 422,22 por dependente, para docentes, funcionários autárquicos em jornada completa e funcionários celetistas em jornada de 36, 40 ou 12×36 horas semanais;</p>
<p>R$ 211,11 por dependente, para funcionários autárquicos em jornada parcial ou comum e funcionários celetistas em jornada de 20 ou 30 horas semanais.<br />
Para mais informações, acesse: <a href="http://www.usp.br/drh" target="_blank">http://www.usp.br/drh</a>.</p>
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		<title>A carreira profissional em primeiro lugar</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Mar 2010 12:33:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Revista Espaço Aberto</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Heloisa Buarque de Almeida]]></category>
		<category><![CDATA[mercado de trabalho]]></category>
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		<description><![CDATA[Estudo aponta uma nova fase vivida pelas mulheres, que se preocupam mais com o trabalho do que os homens Por Márcia Scapaticio O aumento da inserção das mulheres no mercado de trabalho vem se consolidando no Brasil, mesmo com a diferença salarial existente entre os gêneros masculino e feminino. O Instituto Brasileiro de Geografia e [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/03/relogio.jpg"><img class="size-medium wp-image-8248 alignright" src="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/03/relogio-181x300.jpg" alt="" width="181" height="300" /></a><em>Estudo aponta uma nova fase vivida pelas mulheres, que se preocupam mais com o trabalho do que os homens</em></p>
<p><em> </em><strong>Por Márcia Scapaticio</strong></p>
<p>O aumento da inserção das mulheres no mercado de trabalho vem se consolidando no Brasil, mesmo com a diferença salarial existente entre os gêneros masculino e feminino. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que mulheres com nível superior recebem 60% do rendimento dos homens, além de constata a maior presença feminina na área de administração pública e serviços domésticos, com 22% e 16%, respectivamente.</p>
<p>As transformações sociais do País estimulam pesquisas que auxiliem no entendimento dessa nova realidade. Formado em engenharia e com experiência em gerência administrativa de empresas, Sérgio Hideo Kubo realizou seu mestrado sobre o significado do trabalho para funcionários públicos e privados, pela Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA -USP). O mestrando entrevistou 300 pessoas, com formação superior, entre 25 e 60 anos. Após a análise das respostas, foi possível relacionar o tema da pesquisa ao gênero, estado civil e religião.</p>
<div id="attachment_8239" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/03/sergio-kubo-003-10-cbr19.jpeg"><img class="size-medium wp-image-8239" title="Cecília Bastos" src="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/03/sergio-kubo-003-10-cbr19-300x198.jpg" alt="Sérgio Hideo Kubo" width="300" height="198" /></a><p class="wp-caption-text">Sérgio Hideo Kubo</p></div>
<p>O que chamou a atenção foi algo presente em nosso cotidiano, mas que não havia sido mencionado em outra pesquisa: as mulheres são preocupadas e valorizam mais o trabalho do que os homens. Segundo Kubo, “os resultados foram obtidos a partir da divisão de três aspectos principais: o quanto a pessoa é centrada no trabalho, quais deveres sociais são estabelecidos na atuação profissional e, em contrapartida, quais são os seus direitos sociais, como a educação e saúde. O terceiro tópico refere-se aos resultados esperados, seja conseguir um salário melhor, status ou experiência”.</p>
<p>Na visão da pesquisadora do Núcleo de Marcadores Sociais da Diferença (link texto 2)(Numas) e professora de Antropologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, (FFLCH- USP) Heloísa Buarque de Almeida, tal mudança de mentalidade é lenta, afetando, principalmente, as gerações mais jovens. “Eu, por exemplo, em 1975, tinha 10 anos de idade e cresci ouvindo um discurso feminista, fato que já me diferencia da geração da minha mãe. Na sociedade brasileira, o passar do tempo mostrou a conquista da autonomia no espaço doméstico e, quando não se é mãe, a profissão torna-se um dos motivos de realização pessoal”.<br />
Kubo concorda com a professora e menciona que, em dados anteriores, mulheres tinham menor centralidade, ou seja, davam menos importância ao trabalho, porque tinham menos oportunidades no mercado ou se dedicavam integralmente ao lar. “As transformações sociais foram agentes dessa mudança, hoje as mulheres sabem o que querem e valorizam suas escolhas, até mais do que os homens, que já têm um papel social estável”, completa.</p>
<div id="attachment_8240" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/03/heloisa-buarque-006-10-cbr10.jpeg"><img class="size-medium wp-image-8240" title="Cecília Bastos" src="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/03/heloisa-buarque-006-10-cbr10-300x198.jpg" alt="Heloisa Buarque" width="300" height="198" /></a><p class="wp-caption-text">Heloísa Buarque de Almeida</p></div>
<p>O objetivo central do estudo também chamou a atenção do pesquisador, pois revelou que o caráter público ou privado da empresa interferiu nos resultados. “No setor privado o ambiente físico e o salário são muito valorizados; os funcionários levam em conta a função que desempenham. Já o funcionário público, por não ter muita mobilidade contratual, privilegia o que pode aprender no dia a dia, os relacionamentos pessoais e a conquista da autonomia”, explica.</p>
<p>Heloísa aponta que, independente do gênero, as pessoas procuram trabalhar com o que gostam, sem considerar, apenas, o aspecto financeiro, e isso pode ser um dos sinais dessa pesquisa. “Todos desejam ser bem-sucedidos financeiramente, mas, no caso das mulheres, a <a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/?p=5974&amp;preview=true" target="_blank">maternidade</a>, por exemplo, pode alterar os planos profissionais, além da relevância da classe social, faixa etária, tipo de trabalho e formação escolar.”</p>
<p>Para Kubo, estudar as várias facetas do trabalho e seu significado rendeu frutos inesperados, mas muito bem-vindos: “As conclusões da pesquisa abriram caminho para indagações que pretendo aprofundar em novos estudos sobre a situação das mulheres e o significado do trabalho em nossa época”.</p>
<p>Conheça os avanços femininos retratados pelas telenovelas e pesquisados por <a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/?p=8243&amp;preview=true" target="_blank">Heloísa Buarque de Almeida </a></p>
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		<title>O reflexo feminino na TV</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Mar 2010 12:33:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Revista Espaço Aberto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Estudo da antropóloga explora as relações entre a telenovela e a feminilização do consumo Por Márcia Scapaticio A telenovela acompanha a evolução da sociedade brasileira, por vezes retrata ou antecipa o comportamento do público. Estudar o caso específico das mulheres em relação à telenovela e ao consumo, associado a bens da cultura e produtos foi [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/03/telefonela.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-8244" src="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/03/telefonela-300x288.jpg" alt="" width="300" height="288" /></a><em>Estudo da antropóloga explora as relações entre a telenovela e a feminilização do consumo</em></p>
<p><em> </em><strong>Por Márcia Scapaticio<br />
</strong></p>
<p>A telenovela acompanha a evolução da sociedade brasileira, por vezes retrata ou antecipa o comportamento do público. Estudar o caso específico das mulheres em relação à telenovela e ao consumo, associado a bens da cultura e produtos foi o objetivo de Heloísa Buarque de Almeida, professora e pesquisadora do <a href="http://www.fflch.usp.br/da/index.php/nucleos/numas" target="_blank">Núcleo de Marcadores Sociais da Diferença</a>. O Numas compartilha trabalhos teóricos sobre a produção social da diferença por meio da articulação de categorias de raça, gênero, sexo, idade e classe.</p>
<p>O projeto sobre a indústria cultural no Brasil menciona que as construções sociais de gênero masculino e feminino são permeadas pelas construções da televisão e tem como ponto de partida a análise dos seriados Malu Mulher (1979-80) e Mulher (1997-98), exibidos pela Rede Globo. Para exemplificar esse pensamento, Heloísa aponta dois momentos históricos distintos: “O que era ser mulher de classe média no início do século 20, com escassas oportunidades de trabalho, pois elas estavam limitadas ao ambiente doméstico; e as mudanças ocorridas a partir dos anos 70, mostrando as heroínas femininas cada vez mais caracterizadas como independentes, boas profissionais e com liberdade nos relacionamentos afetivos. Alguns valores feministas entraram nessas mídias e montaram o nosso ideal de mulher”.</p>
<div id="attachment_8245" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/03/heloisa-buarque-006-10-cbr01.jpeg"><img class="size-medium wp-image-8245" title="Cecília Bastos" src="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/03/heloisa-buarque-006-10-cbr01-300x198.jpg" alt="Heloisa Buarque" width="300" height="198" /></a><p class="wp-caption-text">Heloisa Buarque</p></div>
<p>É importante pensar que ocorre a abordagem de alguns aspectos mais palatáveis. Entre os temas abordados nas telenovelas, a professora destaca que alguns vão tendo mais aceitação e outros viram tabus. “No caso da violência doméstica, por exemplo, pouco se pensa que ela tem origem na relação de desigualdade entre homens e mulheres e na naturalização do impulso e da violência masculina, fator importante a ser considerado”, completa.</p>
<p>Heloísa relembra que outros países também absorvem referências culturais. “Nos filmes clássicos de Hollywood nos anos 40 e 50 havia os grandes heróis masculinos, um valor da sociedade que permeava o cinema, não, necessariamente, de modo consciente. Já em Malu Mulher, série que fez muito sucesso entre as brasileiras, a discussão de alguns temas feministas era um objetivo e feita de modo consciente pelo seriado.”</p>
<p>O trabalho de Heloísa é pensar como certos valores aparecem na televisão e como, aos poucos, são incorporados pela sociedade brasileira. Mas a professora ressalva que “a televisão não convence as pessoas imediatamente, mas através de um processo lento com diferenças bem marcadas entre as gerações e, também, variações regionais”.</p>
<p>O importante na visão da professora é que a audiência consiga processar o que está sendo veiculado, seja na telenovela ou em um programa de auditório. “A mídia em si não é boa nem ruim e a ideia de que ela pode promover mudanças sociais que ela nem percebe é uma ideia interessante para pesquisa e posterior reflexão”, conclui.</p>
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		<title>O mal da modernidade também pode atingir crianças</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Feb 2010 11:26:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Revista Espaço Aberto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A depressão é diagnosticada em pacientes cada vez mais jovens Por Amanda Previdelli Não são raros os momentos durante a vida em que uma pessoa usa a expressão “estou deprimida”. A depressão tem um sentido coloquial bastante comum que equivale a uma série de sentimentos como tristeza e angústia. Mas passar o dia inteiro “deprimido” [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/02/shapeimage_2.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-7911" title="shapeimage_2" src="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/02/shapeimage_2-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p><em>A depressão é diagnosticada em pacientes cada vez mais jovens </em></p>
<p><strong>Por Amanda Previdelli</strong></p>
<p>Não são raros os momentos durante a vida em que uma pessoa usa a expressão “estou deprimida”. A depressão tem um sentido coloquial bastante comum que equivale a uma série de sentimentos como tristeza e angústia. Mas passar o dia inteiro “deprimido” não é a mesma coisa de se ter o transtorno depressivo.</p>
<p>Apesar de ser uma doença mais comum entre adultos, Lee Fu-I, que é médica supervisora da psiquiatria infantil no Hospital das Clínicas, conta que “há alguns estudos de iniciativa de universidades para determinar a ocorrência de depressão em crianças. Segundo essas pesquisas, feitas em cidades de médio porte, havia de 1% a 2% de crianças que poderiam ser diagnosticadas com depressão clínica. E de 8% a 15% com sintomas depressivos”.</p>
<div id="attachment_7848" class="wp-caption alignright" style="width: 208px"><a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/02/a-medica-lee-fto-cecilia-bastos32.jpeg"><img class="size-medium wp-image-7848" title="Cecília Bastos" src="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/02/a-medica-lee-fto-cecilia-bastos32-198x300.jpg" alt="A médica Lee Fu-I" width="198" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">A médica Lee Fu-I</p></div>
<p>Segundo Lee, “a depressão clínica é um termo médico que descreve um estado do qual o paciente não consegue se livrar sozinho. Ele é caracterizado por desânimo, tristeza, falta de vontade de fazer as coisas, distúrbio de sono, com o sono quebrado e apetite alterado”.  A psiquiatra explica que os sintomas e, principalmente, a intensidade de cada sintoma, variam de acordo com o paciente: “A pessoa pode chegar a achar que a vida não vale a pena e aí vem a reação suicida. Mas é sempre esse estado de humor básico que prejudica a vida cotidiana”, diz.</p>
<p>A médica explica que a doença possui uma carga genética, ou seja, algumas pessoas têm mais predisposição de desenvolver um quadro depressivo. A carga genética, porém, tem de estar aliada a um fator ambiental: “Quanto maior a carga, menor é o episódio necessário para desencadear os sintomas. Pode ser desde o divórcio dos pais até viver em um país em guerra”, conta Lee.</p>
<p>Conhecido como o “mal da modernidade”, o transtorno será a doença que causará as maiores perdas (como mortes e faltas no trabalho) para a população entre todos os problemas de saúde até 2030, de acordo com estudos do Departamento de Saúde Mental da Organização Mundial da Saúde. Lee explica que “a depressão é a segunda maior causa de falta no trabalho no mundo. Acredita-se que 30% da população adulta pode ter ao menos um episódio de depressão na vida”. No Brasil, estima-se que 17 milhões de pessoas apresentem o transtorno. Dados de um levantamento feito pelo Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) em 2007 apontam 74.418 trabalhadores naquele ano que foram afastados de suas atividades por causa da depressão.</p>
<p>No Hospital Universitário, o coordenador do serviço de psiquiatria, dr. José Luiz Pacheco, conta que “as depressões são os transtornos de maior frequência dentro do serviço psiquiátrico. Representam 48,5% do total de atendimentos. A idade média dos casos portadores do diagnóstico é de 42 anos, mas também são atendidas crianças com sintomas depressivos que, não raramente, recebem o diagnóstico de depressão”.</p>
<p>Pacheco explica que o diagnóstico do transtorno é feito principalmente a partir da fala do paciente: “É utilizado um modelo da entrevista psiquiátrica tradicional. É importante a história clínica do paciente, os antecedentes pessoais e hereditários, além de exames complementares, que ajudam no diagnóstico. A partir de então, determina-se a conduta adequada para o caso estudado”. Lee conta que “é muito importante o próprio indivíduo descrever o sofrimento emocional, que é algo subjetivo. A criança tem mais dificuldade em falar sobre isso, portanto temos de observá-la. Da mesma forma que o adulto tem uma queda de eficiência, as crianças também se mostram diferentes”.</p>
<p>“Mesmo que pareça absurdo alguém tão jovem ter depressão, a gente tem de ficar atento. Uma criança que passa o dia inteiro na frente da televisão, vendo qualquer programa desde futebol, noticiário e até desenhos, sendo que ela era alegre e gostava de brincar e também na escola tem queda de rendimento, sendo que nada lá mudou, você tem de desconfiar do que está acontecendo”, alerta a psiquiatra.</p>
<p>A depressão é um transtorno que pode ter seus sintomas agravados caso não seja tratado. O mesmo vale para as crianças. Por mais que seja difícil para os pais aceitarem que algo assim possa estar acontecendo com seus filhos, eles não podem desvalorizar comportamentos. “Ás vezes a criança sofre, mas a mãe explica que o filho é feliz quando joga bola. Mas se ele é feliz durante aquela uma hora e depois triste, aí também há um problema”, conta Lee.  A doutora também fala que muitas vezes é a professora quem repara mais nas mudanças: “Nos casos em que os pais ficam apenas poucas horas do dia com os filhos, nessas horas as crianças podem disfarçar a tristeza, ou então aqueles são momentos especiais mesmo”.</p>
<p>Uma criança que não recebe o diagnóstico e o tratamento pode ter sequelas para a vida toda. Há prejuízo no aprendizado e no crescimento dela, além de ela poder chegar a ter pensamentos suicidas. “As crianças têm a vontade de não estar nesse lugar e essa vontade pode evoluir para ideias de suicídio”, explica. De acordo com a médica “a criança tem a ideia, mas executa pouco. Já o adolescente executa mais. Ambos associam morte com algo trágico, então geralmente se eles forem tentar, buscam métodos mais violentos. Existe a suspeita de que alguns acidentes domésticos são formas de a criança se suicidar, mas eu acho que não são tentativas. Acidentes domésticos geralmente ocorrem com crianças por descuido dela, porque ela acha que não vale a pena tomar tanto cuidado. Não é um ‘eu quero morrer’, mas sim um ‘a vida não vale a pena’”, conta.</p>
<p>A psiquiatra explica que existe tratamento para as crianças e que casos de suicídio são extremamente raros: “No suicídio há o planejamento e se o paciente está com a gente nós conseguimos graduar e impedir esse aumento”, diz. Um episódio depressivo na infância pode ser tratado e o paciente pode viver uma vida normal. <a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/?p=7851&amp;preview=true" target="_blank">Veja aqui mais sobre o tratamento de depressão em crianças</a>.</p>
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		<title>Depressão infantil também tem tratamento</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Feb 2010 11:25:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Revista Espaço Aberto</dc:creator>
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		<category><![CDATA[criança]]></category>
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		<category><![CDATA[psiquiatria]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[transtorno emocional]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Amanda Previdelli “Hoje em dia a gente sabe que muitas doenças, para se manifestarem, têm de ter uma predisposição”, explica a médica Lee Fu-I, supervisora da Psiquiatria Infantil do Hospital das Clínicas. No caso da depressão, não é diferente. Uma criança que tem uma carga genética maior, com histórico do transtorno na família, tem [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/02/fobia-ii-crianca.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-7852" src="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/02/fobia-ii-crianca.jpg" alt="" width="300" height="300" /></a><strong>Por Amanda Previdelli</strong></p>
<p>“Hoje em dia a gente sabe que muitas doenças, para se manifestarem, têm de ter uma predisposição”, explica a médica Lee Fu-I, supervisora da Psiquiatria Infantil do Hospital das Clínicas. No caso da depressão, não é diferente. Uma criança que tem uma carga genética maior, com histórico do transtorno na família, tem maior chance de desenvolver o quadro da doença.<br />
“A gente sabe cientificamente que a carga genética só é expressa em determinados momentos, determinadas condições ambientais, de vida. Se estiver na guerra, se morar numa favela muito violenta, ou então se aconteceu alguma coisa. Um divórcio dos pais, também, quando é uma coisa longa”, explica a médica.</p>
<p>Segundo ela, é importante identificar os fatores externos que desencadearam a doença. “Em uma criança, a gente começa tentando ver o que ela tem, é muito importante. Além de eu ver que ela está com sintomas de depressão, dependendo da gravidade eu posso decidir ou não entrar com medicação – que inclusive são os medicamentos que se usa no adulto, mas principalmente eu tenho que saber qual é a gravidade disso para que possa intervir ao seu redor.”</p>
<div id="attachment_7853" class="wp-caption alignright" style="width: 215px"><a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/02/a-psiquiatra-lee-fu-i-fto-cecilia-bastos26.jpeg"><img class="size-medium wp-image-7853" title="a-psiquiatra-lee-fu-i-fto-cecilia-bastos26Cecília Bstos" src="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/02/a-psiquiatra-lee-fu-i-fto-cecilia-bastos26-205x300.jpg" alt="Lee Fu-I" width="205" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Lee Fu-I</p></div>
<p>Lee explica que com algumas crianças basta conversar, fazer terapia. Se tudo em seu ambiente voltar ao normal e ela aprender a lidar com as mudanças que ocorreram em sua vida, os sintomas podem ser tratados. “Você tem de tornar a condição saudável para a criança para que, uma vez tirado o sintoma, ela consiga voltar a crescer, a se desenvolver. Quanto mais ela aprende da experiência, mais isso volta positivamente como fator de proteção para ela”, explica.</p>
<p>A psiquiatra explica que a carga genética sempre existirá, mas o episódio na infância pode ser tratado de forma a ajudar o paciente a se proteger no futuro: “A questão genética é uma questão que nós falamos que a pessoa simplesmente tem. É como uma alergia, se você tem uma vez, você sabe que pode ter de novo, mas pode cuidar para que não aconteça uma nova crise”. Desse modo, é preciso criar e orientar a criança sobre um mecanismo de proteção, para que ela não seja tão frágil. “Por isso o que a gente defende, e já temos 15 anos de ambulatório, é transformar o fator de risco para que ele seja fator de proteção”, conclui.</p>
<p>De acordo com o coordenador do serviço de Psiquiatria do Hospital Universitário, José Luiz Pacheco, “é priorizado o tratamento em regime extra-hospitalar, que foi um dos principais fatores para a desestigmatização dos transtornos mentais”. No HU, os pacientes são medicados e passam por terapia, sendo que os casos de maior comprometimento são encaminhados para a internação psiquiátrica.</p>
<div id="attachment_7854" class="wp-caption alignleft" style="width: 210px"><a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/02/o-dr-pacheco-fto-arquivo-pessoal.jpg"><img class="size-medium wp-image-7854" title="O médico José Luiz Pacheco" src="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/02/o-dr-pacheco-fto-arquivo-pessoal-200x300.jpg" alt="Arquivo Passoal" width="200" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Arquivo Passoal</p></div>
<p>O mais importante, porém, é acompanhar o desenvolvimento dessa crianças e orientar os pais. “Os pais têm de saber o que é a doença que essa criança tem, e nós explicamos o que é. O alívio de um diagnóstico já faz com que os pais voltem a agir de maneira mais normal e a criança tem onde se apoiar. Na escola também é importante ter a consciência do que é essa doença, para que também possa mudar algo e tornar o ambiente melhor para a criança”, explica Lee. Para Pacheco, “a ênfase do atendimento infantil é o acompanhamento e orientação dos pais e ele pode ser feito no Ambulatório de Psiquiatria Infantil no HU”.</p>
<p>Na USP, o diagnóstico e tratamento podem ser buscados no Hospital das Clínicas, no Hospital Universitário, que atende pacientes da comunidade (70%) e tem os 30% remanescentes destinados à rede pública da zona oeste da capital, e na clínica do Instituto de Psicologia.</p>
<p><strong>Serviço</strong></p>
<p><strong>Programa de Atendimento ao Transtorno Afetivo da Infância e Adolescência do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da FMUSP</strong><br />
Rua Doutor Ovídio Pires de Campos, 785<br />
(11) 3069-6509 (ambulatório)</p>
<p><strong>Hospital Universitário</strong><br />
Av. Professor Lineu Prestes, 2.565<br />
(11) 3091-9449 (agendamento)<br />
O Ambulatório de Psiquiatria Infantil funciona no HU às quartas-feiras, no período da manhã</p>
<p><strong>Clínica Psicológica do IP</strong><br />
Av. Professor Mello Moraes, 1.721, bloco D<br />
(11) 3031-2420 (clínica)</p>
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		<title>Problemas múltiplos, riscos multiplicados</title>
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		<pubDate>Mon, 11 Jan 2010 11:16:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Revista Espaço Aberto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Alcoolismo e tabagismo são vícios que se agravam mutuamente. Remédio auxilia o tratamento concomitante dos dois Por Mariana Franco Alcoolismo e tabagismo são dependências que andam de mãos dadas. A maioria dos fumantes ingere álcool e estes têm tendência a fumar mais do que os que não bebem. É muito difícil, também, encontrar um alcoolista [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em>Alcoolismo e tabagismo são vícios que se agravam mutuamente. Remédio auxilia o tratamento concomitante dos dois</em></p>
<p><strong>Por Mariana Franco</strong></p>
<p>Alcoolismo e tabagismo são dependências que andam de mãos dadas. A maioria dos fumantes ingere álcool e estes têm tendência a fumar mais do que os que não bebem. É muito difícil, também, encontrar um alcoolista que não fume – cerca de 70% dos dependentes são considerados fumantes pesados (fumam mais de 30 cigarros ao dia).</p>
<p>As duas dependências são tão próximas por agir de modo sinérgico: o álcool é um depressor e o fumo, estimulante, portanto o efeito de um é utilizado para compensar o do outro. Os riscos para a saúde são também muito mais graves para aqueles que fumam e bebem. “Os riscos do uso de cada droga independentemente não são apenas somados – eles são somados e aumentados em 50%”, explica Danilo Baltieri, psiquiatra do Instituto de Psiquiatria (IPq) do Hospital das Clínicas (HC). Algumas doenças graves, como o câncer de laringe e de boca, são um perigo maior para essa população.</p>
<div id="attachment_7356" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2009/12/a-doutora-mayuri-hassano-do-hu-divulgacao.jpg"><img class="size-medium wp-image-7356" title="Divulgação" src="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2009/12/a-doutora-mayuri-hassano-do-hu-divulgacao-300x225.jpg" alt="A doutora Mayuri Hassano, do HU" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">A doutora Mayuri Hassano, do HU</p></div>
<p>Segundo Mayuri Hassano, psiquiatra do Hospital Universitário (HU) e coordenadora do Centro Universitário de Intervenção em Drogas e Álcool do HU (Cuida – USP), o uso concomitante das duas drogas aponta ainda para uma maior dificuldade de parar. “Os estudos mostram que os alcoolistas fumantes têm, na verdade, mais dificuldade para parar de fumar e, quando param, recaem com mais frequência. Alguns estudos indicam ainda uma tendência de se buscar outras drogas quando se para de fumar”, explica ela.</p>
<p>O resultado de pesquisa sobre tratamento da dependência alcoólica, realizada pela Faculdade de Medicina da USP, da qual participou Baltieri, encontrou inesperadamente uma medicação que auxilia na redução do alcoolismo e do tabagismo ao mesmo tempo. O topiramato atua como um diminuidor da ansiedade e impulsividade, diminuindo consecutivamente o desejo de fumar e beber.</p>
<p>A pesquisa analisou ainda se a preferência por certo tipo de bebida alcoólica influencia na aderência a tratamentos. A maioria dos pacientes tinha preferência pela ingestão de cerveja ou cachaça. Destes, os que preferiam a bebida destilada apresentavam um quadro clínico mais grave, e para eles, o tratamento foi menos eficiente.</p>
<p>Esses resultados, segundo Baltieri, estão ligados a outros fatores que não só o tipo de bebida. Uma grande quantidade dos dependentes de álcool que preferiam a pinga já havia passado por algum serviço público de saúde, e apresentava um menor nível socioeconômico. A falência de múltiplos tratamentos anteriores, a não aceitação da sociedade e os problemas profissionais e familiares decorrentes do vício acabavam por agravar a doença desse indivíduo e tornar mais difícil seu tratamento.</p>
<p>“A sociedade encara de forma diferente o consumo de cerveja e de pinga, e isso afeta a percepção dos pacientes acerca de sua doença. Se você passa num bar numa sexta-feira à tarde e vê dez garrafas de cerveja sobre a mesa, aquilo é normal. É normal tomar um chopp depois do trabalho. Mas não é a mesma coisa ver um sujeito com um litro de cachaça na mão. Cerveja é happy hour, pinga é perdição”, explica o psiquiatra.<br />
Mayuri Hassano relata que o estigma social da dependência química é percebido mesmo nos próprios pacientes: “Nos grupos antitabagismo, nem sempre o paciente admite num primeiro momento a dependência de álcool ou de outras drogas. É frequente ele negar ou minimizar o uso de outras drogas, normalmente por vergonha, medo de julgamento moral ou discriminação”.</p>
<p>Outra característica decorrente da maior aceitação social  do consumo de cerveja é que os dependentes alcoólicos com preferência pela bebida fermentada têm maior resistência a aceitar que possuem uma doença. “É bem mais difícil esses pacientes procurarem um tratamento específico. A cerveja pode ser e é um problema sério para muitas pessoas”, adverte Baltieri.</p>
<div id="attachment_7357" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2009/12/o-psiquiatra-danilo-baltieri-2-francisco-emolo.jpeg"><img class="size-medium wp-image-7357" title="Francisco Emolo" src="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2009/12/o-psiquiatra-danilo-baltieri-2-francisco-emolo-300x198.jpg" alt="O psiquiatra Danilo Baltieri" width="300" height="198" /></a><p class="wp-caption-text">O psiquiatra Danilo Baltieri</p></div>
<p>O tratamento, segundo o psiquiatra, é muito difícil, mas sem segredos. “Três fatores são fundamentais. Primeiro vem a vontade do indivíduo de parar. Muitas vezes o indivíduo não tem essa vontade, mas a desenvolve, e nós, médicos, temos que ajudá-lo a desenvolver essa vontade. O segundo, e essencial, é a família. Um tratamento no qual não se inclua o apoio dos familiares está fadado a ter um sucesso muito menor. O terceiro é ter uma equipe especializada disposta a ajudar. É preciso avaliar cada caso e oferecer apoio específico para cada um, é preciso analisar os pormenores da doença do indivíduo, da sua vida.”</p>
<p>“Muitas vezes a família abandona seu parente, não entende seu problema como doença, encara como falta de caráter, como um cara vagabundo. Mas é necessário entender que é uma doença mental e que a pessoa precisa ser tratada. Há doenças mentais em torno das quais precisamos diminuir os estigmas existentes, e uma delas é o alcoolismo”, elenca. “Dez por cento da população brasileira é dependente de álcool. Precisamos trabalhar primordialmente com o esclarecimento e prevenção.”</p>
<p>Para as pessoas que fumam e bebem, e que pretendem parar, é consenso entre os médicos que o ideal é procurar tratamento para os dois vícios, e conquistar de uma só vez uma vida mais saudável.</p>
<p><strong></strong></p>
<p><strong>Serviço:<br />
</strong><br />
<strong>Hospital Universitário</strong><br />
O HU tem dois grandes programas de tratamento. Há o tratamento para o tabagismo e o tratamento para o alcoolismo e/ou dependência de drogas ilícitas. Para participar deve-se primeiro passar por avaliação no hospital.</p>
<p><strong>Local:</strong> av. Prof. Lineu Prestes, 2.565<br />
<strong>Fone:</strong> (11) 3091-9323<br />
<strong>Valor:</strong> gratuito</p>
<p><strong>Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas<br />
</strong><br />
O IPq apresenta também diversos tratamentos para dependência química, ligados em sua maioria a pesquisas. Deve-se também passar por avaliação agendada por telefone.</p>
<p><strong>Local:</strong> rua Dr. Ovídio Pires de Campos, 785, dentro do complexo do HC (próximo à estação Clínicas do Metrô)<br />
<strong>Fone:</strong> (11) 3069-7899 ou 3069-6960<br />
Saiba mais sobre os tratamentos antitabágicos do HU e IPq <a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/?p=5344" target="_blank"></a><a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/?p=5344" target="_blank">clicando </a>aqui, e sobre os resultados de quatro meses de vigência da <a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/?p=7359" target="_blank">lei antifumo</a>.</p>
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		<title>Liberdade para respirar</title>
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		<pubDate>Mon, 11 Jan 2010 11:16:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Revista Espaço Aberto</dc:creator>
				<category><![CDATA[comunidade usp]]></category>

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		<description><![CDATA[Pesquisa do Instituto do Coração revela que ambiente livre do tabaco protege até fumantes Por Mariana Franco Após cinco meses de vigência da Lei 13.541, de Ambientes Livres de Tabaco, pesquisa realizada pelo Instituto do Coração do Hospital das Clínicas (Incor-HC),  em parceria com a Vigilância Sanitária,  acaba de concluir estudo de avaliação do impacto [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em>Pesquisa do Instituto do Coração revela que ambiente livre do tabaco protege até fumantes</em></p>
<p><strong>Por Mariana Franco</strong></p>
<p>Após cinco meses de vigência da Lei 13.541, de Ambientes Livres de Tabaco, pesquisa realizada pelo Instituto do Coração do Hospital das Clínicas (Incor-HC),  em parceria com a Vigilância Sanitária,  acaba de concluir estudo de avaliação do impacto da lei. Resultados mostram que o banimento do cigarro em ambientes fechados traz melhora incontestável para a saúde de frequentadores e funcionários, inclusive fumantes, de bares, restaurantes e casas noturnas.</p>
<p>Foram analisadas as concentrações de monóxido de carbono (CO), um dos principais componentes da fumaça do cigarro, no ar dos estabelecimentos. A concentração caiu de 5 partes por milhão (ppm), antes da lei, para 1ppm. “Isso equivale a sair de um período de horas parado em um túnel congestionado de carros, numa capital poluída como São Paulo, para o ar respirado em um parque arborizado”, compara Jaqueline Scholz Issa, cardiologista e coordenadora da pesquisa do Incor.</p>
<p>“Os resultados enterram de vez o conceito do fumódromo até mesmo em locais parcialmente fechados. Não há ambiente seguro para o ser humano se houver qualquer concentração de fumaça de cigarro no ar”, salienta a pesquisadora.</p>
<p>O estudo do Incor concluiu ainda que a melhora da qualidade do ar impacta positivamente na saúde até mesmo dos fumantes. Na medição antes de a lei entrar em vigor, o ar expelido por garçons fumantes apresentou nível  médio de 14 ppm de monóxido de carbono – extremamente danoso para a saúde cardiovascular. Doze semanas depois, esses mesmos indivíduos submetidos ao mesmo exame apresentaram média de 9 ppm.  Para garçons não-fumantes, o índice passou de 7 ppm para 3 ppm.</p>
<div id="attachment_7360" class="wp-caption alignright" style="width: 207px"><a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2009/12/a-pesquisadora-jaqueline-scholz-issa-do-incordivulgacao.jpg"><img class="size-medium wp-image-7360" title="Divulgação" src="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2009/12/a-pesquisadora-jaqueline-scholz-issa-do-incordivulgacao-197x300.jpg" alt="A pesquisadora Jaqueline Scholz Issa do Incor" width="197" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">A pesquisadora Jaqueline Scholz Issa do Incor</p></div>
<p>O Incor lembra que no organismo humano, o monóxido de carbono concorre com o oxigênio – isso significa menor oxigenação do sangue, células e tecidos e, consequentemente, maior oxidação no organismo. Aos poucos, essa condição acelera o envelhecimento da camada de células que formam a parede de vasos e artérias do corpo humano. Num processo em cascata, surgem inflamações e obstruções dessas vias de passagem, que, nessa condição, não conseguem alimentar de oxigênio e nutrientes as células, tecidos e órgãos do corpo humano. Esse processo de envelhecimento acelerado dos vasos é conhecido como aterosclerose e sua evolução leva à ocorrência de infarto do miocárdio e de acidente vascular cerebral, além de trombose em membros diversos.</p>
<p>A Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílio (PNAD) 2008, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísica (IBGE), mostra que mais da metade (52,1%) dos fumantes do País deseja parar. Se você também está dentro desta estatística, não deixe de procurar um grupo de apoio para deixar o vício.</p>
<p><strong>Serviço:</strong></p>
<p><strong>Hospital Universitário</strong><br />
<strong>Local:</strong> av. Prof. Lineu Prestes, 2.565<br />
<strong>Fone:</strong> (11) 3091-9323<br />
<strong>Valor:</strong> gratuito</p>
<p><strong>Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas</strong><br />
<strong>Local:</strong> rua Dr. Ovídio Pires de Campos, 785, dentro do complexo do HC (próximo à estação Clínicas do Metrô)<br />
<strong>Fone:</strong> (11) 3069-7899 ou 3069-6960</p>
<p>Saiba mais sobre os tratamentos antitabágicos do HU e IPq clicando <a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/?p=5344" target="_blank">aqui</a> e sobre os problemas da associação <a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/?p=7355" target="_blank">entre cigarro e álcool</a>.</p>
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		<title>Você sabe como jazz americano lutou contra o racismo no país?</title>
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		<pubDate>Sun, 10 Jan 2010 15:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Revista Espaço Aberto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Áudio]]></category>
		<category><![CDATA[comunidade usp]]></category>

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		<description><![CDATA[Clique aqui para ouvir]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.radio.usp.br/programa.php?id=82&amp;edicao=100126" target="_blank">Clique aqui para ouvir</a></p>
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		<title>Trabalho com meio ambiente e sustentabilidade serão procurados no futuro</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Dec 2009 13:08:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Revista Espaço Aberto</dc:creator>
				<category><![CDATA[comunidade usp]]></category>
		<category><![CDATA[carreiras do futuro]]></category>
		<category><![CDATA[escolha profissional]]></category>
		<category><![CDATA[fia]]></category>
		<category><![CDATA[inovação]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
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		<category><![CDATA[vestibular]]></category>

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		<description><![CDATA[As profissões ligadas à inovação e meio ambiente devem estar entre as que mais vão crescer no mercado de trabalho segundo pesquisa da FEA Por Amanda Previdelli Com o final do ano chegam os vestibulares e para muitos alunos a maior dificuldade não é a prova que têm de enfrentar, mas a escolha do curso. [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em>As profissões ligadas à inovação e meio ambiente devem estar entre as que mais vão crescer no mercado de trabalho segundo pesquisa da FEA<br />
<strong></strong></em></p>
<p><strong>Por Amanda Previdelli </strong></p>
<p>Com o final do ano chegam os vestibulares e para muitos alunos a maior dificuldade não é a prova que têm de enfrentar, mas a escolha do curso. O aluno Marcus Vinícius Pesavento, que agora cursa Publicidade e Propaganda na Escola de Comunicações e Artes (ECA), conta que a escolha da carreira é feita muito cedo “escolher com 16, 17 anos é muito complicado justamente por, em muitas vezes, só ter o lado emocional”. Marcus prestou Medicina por três anos antes de mudar para Publicidade e Propaganda, decisão que considera correta. “Atualmente eu não me vejo em outra área”, conclui.</p>
<p>Essa indecisão é muito comum entre vestibulandos. Dos critérios para se escolher uma carreira entram alguns mais subjetivos, como gosto pessoal, e outros mais racionais, como o mercado de trabalho disponível para o profissional de determinadas carreiras e o potencial delas.</p>
<div id="attachment_7027" class="wp-caption alignright" style="width: 130px"><a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2009/12/texto-1.jpg"><img class="size-medium wp-image-7027" title="Divulgação" src="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2009/12/texto-1.jpg" alt="" width="120" height="160" /></a><p class="wp-caption-text">A coordenadora Renata Spers</p></div>
<p>O Programa de Estudos do Futuro (Profuturo), da Fundação de Instituto de Administração da FEA (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade) ouviu especialistas em uma pesquisa que pode ajudar os indecisos a escolher uma carreira que será valorizada nos próximos anos. Segundo a coordenadora da pesquisa Carreiras de Futuro, Renata Spers, as “profissões do futuro” seguem a ênfase atual crescente em inovação, a busca por qualidade de vida e a preocupação com a questão ambiental.</p>
<p>Os especialistas ouvidos pela fundação apontaram que o setor que mais vai crescer é o de serviços. Além disso, as atividades com maior potencial são as ligadas a qualidade de vida, turismo e lazer, alimentação e meio ambiente.</p>
<p><strong>As carreiras do futuro<br />
</strong><br />
As carreiras escolhidas pelo grupo de especialistas são novas, mas já vêm se desenvolvendo nos últimos anos e “devem se consolidar na próxima década. Essas profissões serão as que vão ter um bom campo de trabalho e uma boa remuneração”, explica Renata Spers.</p>
<p>Dentre as profissões da próxima década, a mais citada (72%) pelos especialistas foi Gerente de Eco-Relações. Esse profissional, que ainda não existe no mercado, irá se relacionar com empresas, consumidores e agências governamentais para criar e incentivar programas ecológicos. Hoje, o mais próximo que há desse profissional é o engenheiro ambiental.</p>
<p>A segunda carreira mais citada (67%) é a Chief Innovation Officer, ou o executivo de inovação, outra carreira que ainda não existe completamente no mercado, essa consiste em, através de um trabalho em grupo, pesquisar, projetar e aplicar inovações.</p>
<p>O gerente de marketing e e-commerce, carreira citada por 46% dos especialistas, gerencia o desenvolvimento e a implementação de estratégias de websites para vender produtos e serviços. Esse cargo já existe, mas o profissional terá de se especializar ainda mais nas novas tecnologias e novas mídias on-line.</p>
<p>As outras carreiras citadas foram conselheiros de aposentadoria, responsáveis por planejar a aposentadoria; coordenador de desenvolvimento da força de trabalho e educação continuada, ou seja, o responsável por criar e gerenciar programas que irão ajudar funcionários qualificados a se aprimorar em suas áreas de especialização. Por fim, a última profissão citada como de futuro é a dos bioinformationists, cientistas que trabalharão com informações genéticas para o campo da saúde.</p>
<p><strong>Para os interessados na principal carreira do futuro, a USP possui cursos ligados ao meio ambiente. <a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/?p=7003&amp;preview=true" target="_blank"><span style="color: #0000ff;">Veja mais</span></a></strong>.</p>
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		<title>Conheça os cursos da USP ligados ao meio ambiente</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Dec 2009 13:08:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Revista Espaço Aberto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A universidade oferece diferentes graduações ambientalistas em Piracicaba, São Carlos e São Paulo Por Amanda Previdelli Quem se interessa por meio ambiente, área que contém as carreiras mais promissoras até 2020, pode encontrar opções dentro da Universidade de São Paulo. A USP oferece graduações que ajudam a formar um gerente de Eco-relações. No campus de [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em>A universidade oferece diferentes graduações ambientalistas em Piracicaba, São Carlos e São Paulo</em></p>
<p><strong>Por Amanda Previdelli</strong></p>
<div id="attachment_7023" class="wp-caption alignright" style="width: 235px"><a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2009/12/texto-2.jpg"><img class="size-medium wp-image-7023 " title="Divulgação" src="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2009/12/texto-2-225x300.jpg" alt="" width="225" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">O professor da Poli, José Carlos Mierzwa</p></div>
<p>Quem se interessa por meio ambiente, área que contém as carreiras mais promissoras até 2020, pode encontrar opções dentro da Universidade de São Paulo. A USP oferece graduações que ajudam a formar um gerente de Eco-relações. No campus de Piracicaba, por exemplo, o vestibulando pode optar por Engenharia Agronômica, Engenharia Florestal e Gestão Ambiental. Em São Carlos, assim como na Escola Politécnica, há o curso de Engenharia Ambiental. A USP Leste oferece as opções de Gestão Ambiental e Ciências da Natureza.</p>
<p>Apesar de ligadas ao meio ambiente, cada uma dessas graduações possui diferenças. O curso de Engenharia Florestal, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), segundo seu coordenador Fernando Seixas, &#8220;é bastante relacionado com natureza e preservação&#8221;. Seixas também explica que o engenheiro florestal tem de estar disposto a trabalhar em contato direto com o ecossistema florestal, &#8220;o que significa estar muito além dos centros urbanos mais desenvolvidos&#8221;, explica.</p>
<p>As principais áreas em que o profissional poderá atuar são na expansão dos plantios florestais, na implantação de projetos de manejo florestal sustentável e na recuperação de áreas degradadas. O curso não é dos mais procurados na USP, sendo que sua concorrência média fica entre 7 e 10 candidatos por vaga, segundo o coordenador. &#8220;A Universidade precisava nos dar um apoio profissional de divulgação para que mais jovens conhecessem e se interessassem pela carreira&#8221;, conclui Seixas.</p>
<p>Outra carreira ligada ao meio ambiente é a Gestão Ambiental, curso que existe na EACH (Escola de Artes, Ciências e Humanidades), além de na Esalq. De acordo com o coordenador do curso em Piracicaba, Demóstenes Ferreira da Silva Filho, a graduação visa a formar &#8220;não um especialista técnico, mas um profissional que estabelece políticas públicas e coordena grupos para resolver questões ambientais&#8221;. O professor explica que ambos os cursos da USP possuem uma agenda conjunta, mas o curso da Esalq é &#8220;mais administrativo, enquanto o da EACH é mais voltado ao saneamento&#8221;. Demóstenes Ferreira explica que &#8220;é esperado do gestor ambiental que ele trabalhe na gerência, tome decisões visando à sustentabilidade e faça políticas públicas para diminuir o impacto do homem&#8221;.</p>
<p>Na Escola Politécnica da USP, o único curso especializado em meio ambiente é o curso de Engenharia Ambiental. Segundo o professor do Departamento de Hidráulica e Sanitária, José Carlos Mierzwa, a habilitação foi criada em 2004. O aluno que quiser seguir essa área presta vestibular para a grande área de Civil, cursa os dois anos do ciclo básico e, ao final desse período, concorre pelas 50 vagas de Ambiental.</p>
<p>Mierzwa explica que o primeiro curso voltado a essa área da Engenharia foi criado em 1994, por conta de eventos ambientalistas anteriores que constataram que o nosso modelo atual de gestão era insustentável. Desse modo, foram criadas graduações para formar um profissional capaz de buscar o desenvolvimento econômico e a preservação do meio ambiente. &#8220;O engenheiro ambiental resolve problemas sem criar outros, ele lucra ao mesmo tempo e por causa do seu cuidado com o meio ambiente&#8221;, conta o professor.</p>
<p>Segundo Mierzwa, a principal diferença do engenheiro ambiental é que, diferentemente do florestal, ele não se limita apenas às áreas de floresta, podendo atuar em diferentes setores da sociedade. Em relação ao gestor, o engenheiro possui a parte tecnológica: &#8220;Ee pode avaliar e propor soluções tecnológicas para problemas ambientais&#8221;, explica. As principais colocações no mercado para esse profissional estão em órgãos ambientais, áreas estratégicas do governo e empresas privadas, além de áreas já mais antigas como tratamento, aterros e remediação.</p>
<p>Cada vez mais, grandes empresas, tanto públicas quanto privadas, abrem concursos específicos para os profissionais do meio ambiente. Os engenheiros ambientais e florestais, além dos gestores ambientais, encontram larga inserção em indústrias, áreas governamentais, consultoria e até mesmo grandes empresas privadas que possuem preocupação com o meio ambiente. Para aqueles que buscam ser os gerentes de Eco-relações do futuro, com especialização em tecnologia, florestas ou gestão, a USP traz diferentes cursos em seus campi.</p>
<p><strong>Veja mais sobre a pesquisa da FEA que indicou as <a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/?p=7026&amp;preview=true" target="_blank"><span style="color: #0000ff;">profissões ligadas ao meio ambiente</span></a> como as principais carreiras do futuro. </strong></p>
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		<title>Transtorno bipolar: o que fazer?</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Nov 2009 11:09:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Revista Espaço Aberto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A doença, que apresenta casos tardiamente diagnosticados, pode ser controlada Por Amanda Previdelli O transtorno bipolar é um distúrbio psiquiátrico que afeta cerca de 1% da população mundial em sua forma mais grave. Como em outras doenças afetivas, ele provoca uma mudança drástica na personalidade do indivíduo, que chega a afetar seu convívio social. Uma [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_6617" class="wp-caption alignleft" style="width: 249px"><a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2009/11/o-transtorno-se-caracteriza-por-mudancas-bruscas-de-humor.jpeg"><img class="size-medium wp-image-6617" title="Reprodução" src="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2009/11/o-transtorno-se-caracteriza-por-mudancas-bruscas-de-humor.jpeg" alt="O transtorno se caracteriza por mudanças de humor" width="239" height="164" /></a><p class="wp-caption-text">O transtorno se caracteriza por mudanças de humor</p></div>
<p><em>A doença, que apresenta casos tardiamente diagnosticados, pode ser controlada</em></p>
<p><strong>Por Amanda Previdelli</strong></p>
<p>O transtorno bipolar é um distúrbio psiquiátrico que afeta cerca de 1% da população mundial em sua forma mais grave. Como em outras doenças afetivas, ele provoca uma mudança drástica na personalidade do indivíduo, que chega a afetar seu convívio social. Uma pessoa com a doença alterna fases de forte depressão (inclusive chegando a alcançar momentos suicidas) com outras de momentos maníacos, de alta e incontrolável euforia. Apesar de não ter cura, o diagnóstico do distúrbio não equivale a uma sentença de morte.</p>
<p>Uma das maiores dificuldades dessa doença é que, apesar de não ser rara, ela não é facilmente diagnosticada. Como não existe nenhum exame que possa detectá-la, o diagnóstico é feito através de avaliação clínica durante entrevista com um psiquiatra. O perigo é que as pessoas com o distúrbio passem grande parte da vida não diagnosticadas ou tendo seus sintomas explicados por causas erradas – “não é rara a confusão entre o transtorno e a depressão clínica ou o uso de drogas” , afirma a psiquiatra Doris Moreno, responsável pelo ambulatório de pesquisa do Grupo de Estudos de doenças Afetivas (Gruda) do Instituto de Psiquiatria no Hospital das Clínicas. Desse modo, é importante saber reconhecer os sintomas característicos e como lidar com alguém que é portador.</p>
<div id="attachment_6618" class="wp-caption alignright" style="width: 300px"><a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2009/11/a-psiquiatra-doris-moreno-foto-arquivo-pessoal.jpg"><img class="size-medium wp-image-6618" title="Arquivo pessoal" src="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2009/11/a-psiquiatra-doris-moreno-foto-arquivo-pessoal-290x300.jpg" alt="A psiquiatra Doris Moreno" width="290" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">A psiquiatra Doris Moreno</p></div>
<p>Segundo Doris, “o transtorno bipolar não prejudica necessariamente o trabalho, mas sim o relacionamento”. O problema, de acordo com a psiquiatra, é que a irritabilidade da pessoa com o distúrbio pode comprometer seu convívio com outros durante trabalho. Para lidar com os sintomas é preciso ter paciência e compreender os seus sintomas.</p>
<p>Um indivíduo com a doença também tem propensão a ser mais distraído e interpretar a realidade à sua própria maneira. Por isso, é essencial que quem trabalha com ele confirme se tudo o que foi dito foi entendido. Da mesma maneira, a objetividade também é importante, já que não se pode dar margens para muitas interpretações.</p>
<p>Doris Moreno também reitera que os pacientes com o distúrbio tendem a hiper-reagir e são mais sensíveis a álcool, drogas e falta de rotina. Por isso, tem de haver um cuidado com as “noitadas” depois do trabalho e no próprio horário de expediente, pois essa pessoa precisa de uma certa regra de cotidiano: “São pessoas que não podem, por exemplo, dar plantão”, conta a psiquiatra.</p>
<p>Uma maneira importante de se ajudar o colega com transtorno bipolar é reparar nas possíveis mudanças de comportamento de um paciente em tratamento. “O transtorno é uma doença crônica. Ela não tem cura, mas pode ser tratada com medicamento e mudanças de hábito ajudam a controlar os sintomas”, afirma Doris. Entretanto, a doutora explica que não é raro o paciente acreditar que já está “curado” e deixar de tomar o remédio. O tratamento é assunto bastante delicado com quem tem o distúrbio, e muitos pacientes têm dificuldade de ouvir sugestões e críticas de seus próprios familiares. “Nesses casos, pode haver no ambiente de trabalho uma certa pressão para o empregado tomar remédio, manter um sono regular e uma certa rotina”, completa a psiquiatra.</p>
<p>O diagnóstico do transtorno bipolar muda a vida de uma pessoa. Por um lado, ela passa a receber o medicamento que vai controlar seus sintomas e permitir que ela conviva normalmente em um ambiente social. Entretanto, o paciente precisa se adaptar com um novo estilo de vida e, para isso, precisa de um sistema de apoio não só familiar como também em seu trabalho.</p>
<p><strong>Serviço<br />
</strong><strong><br />
Gruda – Grupo de Estudos de Doenças Afetivas</strong><br />
Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas – Faculdade de Medicina da USP<br />
(11) 3069-6648</p>
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		<title>Crianças também podem ser afetadas pelo transtorno bipolar</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Nov 2009 11:08:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Revista Espaço Aberto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Embora pouco se fale sobre a doença em jovens, o diagnóstico e tratamento já são feitos em crianças Por Amanda Previdelli Até pouco tempo não se falava em distúrbio bipolar em crianças. Estudos recentes, porém, afirmam que é possível diagnosticar essa doença em pessoas de quase todas as idades. No caso de jovens, a chance [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2009/10/bipolar-disorder-abstract.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-6393" title="Reprodução" src="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2009/10/bipolar-disorder-abstract.jpg" alt="" width="200" height="266" /></a><em>Embora pouco se fale sobre a doença em jovens, o diagnóstico e tratamento já são feitos em crianças</p>
<p></em><strong>Por Amanda Previdelli</strong><em></em></p>
<p>Até pouco tempo não se falava em distúrbio bipolar em crianças. Estudos recentes, porém, afirmam que é possível diagnosticar essa doença em pessoas de quase todas as idades. No caso de jovens, a chance de eles terem o transtorno aumenta em dez vezes se seus pais forem diagnosticados.</p>
<p>Para chegar ao diagnóstico de uma criança, é feita avaliação clínica com um psiquiatra – mesmo modo de diagnosticar um adulto. É importante, tanto para os pais quanto para os médicos, notar o momento de depressão clínica e saber diferenciar períodos normais de alegria e entusiasmo dos sintomas mais drásticos da doença. “Para isso, afirma a psiquiatra Sheila Cavalcante Caetano, do Programa de Transtorno Bipolar da Faculdade de Medicina, procura-se ver algo que atrapalhe o condicionamento e o convívio social dessa criança.”</p>
<p>Uma criança que tenha o distúrbio interrompe a aula frequentemente, tem um prejuízo na escola, é mais impulsiva e passa por mudanças bruscas entre depressão e energia. “Os sintomas atrapalham o próprio relacionamento com os pais. Ela se isola do convívio com a família ou se torna tão eufórica que não deixa os pais dormirem”, conta Sheila.</p>
<p>O projeto Estudo genético do sistema dopaminérgico em famílias de crianças com transtorno do humor bipolar está sendo desenvolvido atualmente pelos pesquisadores do Programa de Transtorno Bipolar. Os médicos irão colher amostras de sangue dos pais para realizar uma avaliação genética. A partir dessa avaliação, a psiquiatra espera entender quais genes estão ligados ao aparecimento do distúrbio nos filhos.</p>
<div id="attachment_6620" class="wp-caption alignright" style="width: 235px"><a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2009/11/a-psiquiatra-sheila-cavalcante-foto-arquivo-pessoal.jpg"><img class="size-medium wp-image-6620" title="Arquivo pessoal" src="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2009/11/a-psiquiatra-sheila-cavalcante-foto-arquivo-pessoal-225x300.jpg" alt="A psiquiatra Sheila Cavalcante" width="225" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">A psiquiatra Sheila Cavalcante</p></div>
<p>Ela explica, porém, que há um fator ambiental no aparecimento da doença, já que muitos dos afetados sofreram traumas quando pequenos. “É difícil identificar quanto é genético e quanto é ambiental. Mesmo porque uma criança que cresce com os pais tendo o transtorno, principalmente se ele não foi diagnosticado, passa por um lar mais desorganizado”, conta. Sheila também diz que é muito comum os sintomas serem desencadeados pelo uso de drogas, o que dificulta o diagnóstico.</p>
<p>O tratamento para crianças com transtorno bipolar começou a passar por uma padronização apenas recentemente. Como pouco se sabe sobre o desenvolvimento da doença no período da infância, assim que diagnosticada ela recebe o medicamento. Depois de cerca de dois anos, quando ela volta a ter o convívio social normalizado, deixa de tomar remédios.</p>
<p>Entretanto, uma vez diagnosticada, terá de ser sempre monitorada, mesmo depois de parar a medicação. A criança precisará mais do que nunca de um lar equilibrado e de um maior tempo de lazer com a família. Também é importante monitorar seus sintomas e informar seu professor do diagnóstico. “Tem de explicar para o professor o que a criança tem, porque ela tem uma capacidade de aprendizado normal, mas precisa de orientação”, conclui a psiquiatra Sheila Cavalcante.<br />
<strong></strong></p>
<p><strong>Serviço<br />
</strong><br />
<strong>O Hospital das Clínicas está com triagem aberta para crianças. Mais informações, ligar para (11) 3069-7928.</strong></p>
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		<title>Um longo tratamento</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Oct 2009 12:22:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Revista Espaço Aberto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Não há cura para a obesidade – a solução do problema vem com mudanças permanentes no estilo de vida Por Mariana Franco Diabetes. Hipertensão. Triglicéride. Colesterol. Falta de ar. Apneia noturna. Dores no corpo. Fazer exercícios físicos. Manter uma alimentação balanceada. Comer em pequenas quantidades, várias vezes ao dia. Controlar a ansiedade e os impulsos. [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em>Não há cura para a obesidade – a solução do problema vem com mudanças permanentes no estilo de vida</em><strong><br />
</strong></p>
<div id="attachment_5939" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2009/10/anete-abdo-303-09-cbr06.jpeg"><img class="size-medium wp-image-5939" title="Cecilia Bastos" src="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2009/10/anete-abdo-303-09-cbr06-300x198.jpg" alt="Anete Abdo" width="300" height="198" /></a><p class="wp-caption-text">Anete Abdo</p></div>
<p><strong>Por Mariana Franco</strong></p>
<p>Diabetes. Hipertensão. Triglicéride. Colesterol. Falta de ar. Apneia noturna. Dores no corpo. Fazer exercícios físicos. Manter uma alimentação balanceada. Comer em pequenas quantidades, várias vezes ao dia. Controlar a ansiedade e os impulsos. A maioria das pessoas sabe quais problemas de saúde o excesso de peso traz, e sabe também o que se deve fazer para emagrecer. Por que então é tão difícil conseguir?</p>
<p>O sobrepeso e a obesidade são problemas de saúde pública mundial. A porcentagem de pessoas acima do peso na população mundial está entre 50% e 60%. É uma doença crônica, que se desenvolve ao longo dos anos.</p>
<p>“Nós vivemos atualmente em um ambiente no qual é mais fácil a obesidade acontecer”, afirma Anete Abdo, endocrinologista do Projeto de Atendimento ao Obeso (Prato) do Instituto de Psiquiatria do HC. “Temos horários de trabalho que não favorecem o exercício de uma atividade física, ocupações e lazer mais sedentários, alimentação à base de industrializados. Não há uma cura, para se tratar é necessária uma mudança permanente no estilo de vida.”</p>
<p>O excesso de peso traz diariamente sofrimentos à vida de uma pessoa. Além das questões de saúde, vivemos em uma sociedade em que o padrão estético do indivíduo magro é o valorizado. Privar-se de uma praia por não querer vestir uma roupa de banho ou sentir-se constrangido ao ter de passar na catraca do ônibus são exemplos de problemas constantes, que levam ao desejo de livrar-se a qualquer custo desse tipo de sofrimento. Quantos já não pensaram “se pudesse passar uma tesoura e tirar daqui uns 5kg ou 10kg, ficaria feliz”?</p>
<div id="attachment_5940" class="wp-caption alignright" style="width: 235px"><a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2009/10/egidio-lima-dores-370-06-cbr05.jpeg"><img class="size-medium wp-image-5940" title="Cecilia Bastos" src="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2009/10/egidio-lima-dores-370-06-cbr05-225x300.jpg" alt="Egidio Lima Dores" width="225" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Egídio de Lima Dórea</p></div>
<p>“Devido a esse desejo de livrar-se do problema, sempre surgirão supostos tratamentos miraculosos para resolver tudo de forma rápida e sem sofrimentos. E sempre surgirão pessoas capazes de qualquer coisa para acreditar nesses tratamentos”, afirma Egídio de Lima Dórea, médico do Ambulatório do HU. “Se fórmulas mágicas funcionassem, só teríamos pessoas magras na face da Terra”, brinca Anete.</p>
<p>É importante lembrar que, exatamente por muitas pessoas estarem dispostas a tudo para emagrecer, muitos “tratamentos miraculosos” falsos aparecem, inclusive apresentando-se caluniosamente como tratamentos desenvolvidos pela USP ou por outras universidades de renome. “Não se faz uma cirurgia em qualquer lugar, assim como não se trata obesidade em qualquer lugar”, lembra Dórea, “o lugar certo para tratar da obesidade é no médico”.</p>
<p>A obesidade é causada não por um, mas por diversos fatores. Alimentação, genética, fatores emocionais e hábitos de vida compõem um mosaico específico para cada pessoa, que igualmente deve ser tratado de forma específica. É tentando abranger todos esses fatores, e conscientizar os pacientes de que não há cura possível, mas mudança de hábitos permanente e efetiva, que trabalha o Prato.<br />
O projeto oferece atividades que abordam questões nutricionais, físicas, psicológicas e educacionais, entre atividades abertas a qualquer pessoa e atividades fechadas somente aos participantes. “O paciente precisa conhecer-se para entender o que se passa com ele, e assim saber qual <a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/?p=5933&amp;preview=true" target="_blank">fator da obesidade</a> tem de tratar”, afirma a endocrinologista.</p>
<p>Dentre as atividades fechadas, merece atenção o Grupo Família que, além do paciente, traz para o tratamento alguém de sua família. Em geral as pessoas de uma mesma família compartilham dos mesmos hábitos de vida. Não basta então tratar apenas uma pessoa, toda a família tem de se modificar.</p>
<div id="attachment_5941" class="wp-caption alignleft" style="width: 208px"><a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2009/10/alexandre-menegaz-303-09-cbr02.jpeg"><img class="size-medium wp-image-5941" title="Cecilia Bastos" src="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2009/10/alexandre-menegaz-303-09-cbr02-198x300.jpg" alt="Alexandre Menegaz" width="198" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Alexandre Menegaz</p></div>
<p>“A obesidade aumenta também por contato social”, avisa Alexandre Menegaz, orientador de Educação Física do Prato. “Quanto mais na condição obesa você se encontra, mais você fará atividades sedentárias e mais suas companhias serão também obesas, desenvolvendo a mesma gama de atividades sedentárias”, explica. Daí a importância da ação com toda a família, e não apenas com um indivíduo.</p>
<p>Nos casos de obesidade infantil, o princípio de tratar a família é ainda mais importante, pois a criança adota os hábitos de vida que os pais lhe proporcionam. Devido a mudanças de hábitos e por questões de segurança, as crianças perderam também o hábito e os espaços para brincar. Só esta seria atividade física suficiente para um pequeno, mas as diversões que eles encontram hoje estão nos videogames, computadores e celulares.</p>
<div id="attachment_5942" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2009/10/renata-santos-pinto-303-09-cbr32.jpeg"><img class="size-medium wp-image-5942" title="Cecilia Bastos" src="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2009/10/renata-santos-pinto-303-09-cbr32-300x198.jpg" alt="Renata Santos Pinto" width="300" height="198" /></a><p class="wp-caption-text">Renata Santos Pinto</p></div>
<p>“A criança obesa é alvo fácil para o <a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/?p=4461" target="_blank"><em>bullyng</em></a>, é o bode expiatório. Ela fica mais frágil, tem seu rendimento escolar alterado e acaba afastando-se do convívio social, passando mais tempo em casa, no computador e videogame. Com os pais fora de casa acaba também comendo mais alimentos industrializados”, observa Renata Pinto, orientadora de Educação Física do Prato.</p>
<p><strong>Saiba como a percepção corporal pode auxiliar no emagrecimento clicando </strong><a title="aqui" href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/?p=5933&amp;preview=true" target="_blank"><strong>aqui</strong></a><strong>.</strong></p>
<p><strong>Serviço:</strong><br />
As atividades são abertas a qualquer pessoa interessada. Não é necessário fazer inscrição. Durante as atividades abertas, são passadas listas de interesse para ingressar nas atividades fechadas do Prato.<br />
Atividades físicas às segundas-feiras, das 10h30 às 11h30, no 4º andar, sala 3.<br />
Reuniões Psicoeducacionais, dias 19/10 e 30/11, das 14h30 às 16h, no Anfiteatro Principal do 1º andar.<br />
Reuniões de Psicodrama, dias 23/10 e 4/12, das 8h15 às 9h45, no 4º andar, sala 4.<br />
<strong>Local:</strong> Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas. Rua Dr. Ovídio Pires de Campos, 785, dentro do complexo do HC.<br />
<strong>Fone:</strong> (11) 3069-6974<br />
<strong>Mais informações:</strong> <a title="www.hcnet.usp.br/ipq/prato" href="http://www.hcnet.usp.br/ipq/prato/" target="_blank">http://www.hcnet.usp.br/ipq/prato/</a> ou prato.ipq@hcnet.usp.br</p>
<p>Prato – Projeto de Atendimento ao Obeso<br />
Atividades abertas:</p>
<p><strong>Ambulatório do Hospital Universitário</strong></p>
<p>O funcionário ativo, aposentado, seus dependentes e moradores da região do Butantã podem participar do tratamento para obesidade do HU, que conta com palestras educacionais, acompanhamento nutricional e físico. Para participar é necessário passar primeiramente por uma consulta com clínico geral no hospital, para posterior encaminhamento.</p>
<p><strong>Local:</strong> av. Prof. Lineu Prestes, 2.565, Cidade Universitária<br />
<strong>Fone:</strong> (11) 3091-9200</p>
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