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	<title>Revista Espaço Aberto 170 &#187; comunidade usp</title>
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	<description>A USP e a cidade de São Paulo</description>
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		<title>O passado está nas mãos delas</title>
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		<pubDate>Fri, 01 Oct 2010 19:04:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Revista Espaço Aberto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por Thaís Viveiro Em meio a reformas, o Museu de Arqueologia e Etnologia da USP teve, no mês de setembro, mudanças também em seu comando: Maria Beatriz Florenzano e Marisa Coutinho assumiram, respectivamente, a diretoria e vice-diretoria da instituição. É a segunda vez que um professor da casa ocupa a diretoria, que já esteve nas [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/10/Maria-Beatriz-Borba-Florenzano_-Marisa-Coutinho-Afonso-EMO_0003.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-12894" title="Francisco Emolo" src="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/10/Maria-Beatriz-Borba-Florenzano_-Marisa-Coutinho-Afonso-EMO_0003-300x198.jpg" alt="" width="300" height="198" /></a>Por Thaís Viveiro</strong></p>
<p>Em meio a reformas, o Museu de Arqueologia e Etnologia da USP teve, no mês de setembro, mudanças também em seu comando: Maria Beatriz Florenzano e Marisa Coutinho assumiram, respectivamente, a diretoria e vice-diretoria da instituição. É a segunda vez que um professor da casa ocupa a diretoria, que já esteve nas mãos de docentes da FFLCH e da FAU. Com a consolidação de seu nome, o museu viu, nos últimos anos, tamanho crescimento que agora é necessário lidar com ele – e a nova diretoria está bastante atenta.</p>
<p><span id="more-12547"></span><strong>Uma nova casa</strong></p>
<div id="attachment_12898" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/10/Acervo-indígena-em-exibição-no-MAE.jpeg"><img class="size-medium wp-image-12898" src="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/10/Acervo-indígena-em-exibição-no-MAE-300x266.jpg" alt="" width="300" height="266" /></a><p class="wp-caption-text">Acervo indígena em exibição no MAE</p></div>
<p>“Nós temos um acervo fantástico, mas, como nunca tivemos espaço, ele tem uma exposição extremamente acanhada.” Maria Beatriz relembra com gosto o material egípcio, grego, africano e indígena brasileiro que está exposto no MAE e Marisa mostra seu carinho por uma ponta de projétil que ela encontrou durante uma pesquisa de campo em São Paulo, logo no início de sua carreira. “Essa peça remete ao passado – é o vestígio de uma caça – e, ao mesmo tempo, remete ao meu próprio passado.”</p>
<p>Para comportar essa coleção, bem como para aumentar o número de salas de aula (atualmente há apenas uma para as disciplinas optativas oferecidas pelo MAE e os cursos de pós-graduação, na área da Arqueologia), a ideia é ocupar um novo prédio.</p>
<p>Há dez anos, o arquiteto e professor aposentado da FAU, Paulo Mendes da Rocha, fez um projeto para o novo prédio, que, no campus, deve abrigar, além do MAE, também o Museu de Zoologia, hoje no Ipiranga.  “Espaço já é uma demanda antiga. Agora o prédio está entrando na lista de obras prioritárias da Universidade”, conta a diretora, lembrando que o próprio reitor destacou o projeto durante a cerimônia de posse, que aconteceu dia 13 de setembro. Enquanto isso, a construção atual está sendo reformada para se adaptar às regras de acessibilidade e toda parte elétrica do prédio está sendo renovada, medida necessária também para a segurança das peças.</p>
<div id="attachment_12903" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/10/Cerâmicas-gregas-.jpeg"><img class="size-medium wp-image-12903" src="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/10/Cerâmicas-gregas--300x288.jpg" alt="" width="300" height="288" /></a><p class="wp-caption-text">Cerâmicas gregas</p></div>
<p>A diretora ressalta que, além disso, é crucial alterar o regimento interno do museu e articulação institucional que ele mantém com a Universidade. O regimento do museu data de 1989, ano em foi criado. “Desde então, crescemos muito: nosso acervo, o número de docentes e potencial de pesquisa. Precisamos ter um estatuto condizente com o nosso tamanho.<strong> </strong>Já colocamos essa demanda na Reitoria e tudo indica que ela será contemplada”, assegura.</p>
<p><strong>Quem são elas</strong></p>
<p>Maria Beatriz teve despertado seu interesse pelo passado ainda quando criança. Seu pai trabalhava nas Nações Unidas, fiscalizando a construção de hospitais. Por conta de seu cargo, a família se mudou para o Peru. “Lá, diferente do Brasil, você encontra, caminhando, montes de vestígios antigos. Nada era cercado, então você entrava e encontrava ossos, cacos de cerâmica&#8230;”, conta a diretora. Seu pai fez uma coleção com objetos arqueológicos, encontrados pelos peões de obra durante as escavações. “Eu ficava fascinada.”</p>
<p>Paulistana, Maria Beatriz decidiu fazer faculdade em sua cidade natal. Levada pelo romantismo da profissão, formou-se em História pela USP em 1973 e, na mesma universidade, fez mestrado e doutorado em Arqueologia Clássica. Especializou-se na economia do mundo grego antigo, estudando, sobretudo, as moedas antigas, e fez parte da equipe que criou, no MAE, o Laboratório de Estudos da Cidade Antiga (Labeca). Além das moedas, o grupo estuda também a forma de organização política, social e econômica da cidade grega. “Nós, arqueólogos brasileiros, somos poucos no Brasil. A gente precisa congregar, não dividir.”</p>
<div id="attachment_12904" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/10/Maria-Beatriz-Florenzano-nova-diretora-do-museu-1.jpg"><img class="size-medium wp-image-12904" src="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/10/Maria-Beatriz-Florenzano-nova-diretora-do-museu-1-300x198.jpg" alt="" width="300" height="198" /></a><p class="wp-caption-text">Maria Beatriz Florenzano, nova diretora do museu</p></div>
<p>A diretora, mãe de dois filhos adultos, acha na jardinagem e no tricô uma forma de relaxar. Além disso, mergulhou, nos últimos anos, na literatura inglesa do século 19– com interesse especial pelas autoras. “Estou lendo todas”, e conta com entusiasmo que compra todas as séries da BBC feitas a partir desses livros, revelando que elas não estão tão distantes de seu trabalho.</p>
<p>“É um determinado tipo de conhecimento. Tem uma interface entre texto e imagem, é outra linguagem com o mesmo conteúdo. Tenho assistido muito para ver como se dá essa transposição.” Ela conta que a equipe do Labeca tem trabalhado muito com arqueologia visual, produzindo DVDs e um site sobre a Antiguidade. “Heródoto, por exemplo, descreve uma parte da cidade, olhamos então os objetos e a cidade da maneira como foram escavadas e depois digitalizamos tudo isso e passamos para o virtual”, explica.</p>
<p>A vice-diretora, atraída pela pesquisa de campo, formou-se em Geologia em 1979 pela USP, onde fez também mestrado e doutorado em Geografia. Em 1984, começou a trabalhar no Instituto de Pré-História que, mais tarde, daria origem ao MAE. Marisa, no entanto, optou por investigar as origens de seu próprio país. “A ocupação do território brasileiro é muito mais antiga do que a gente aprende na escola. Interessava-me entender qual era a ocupação anterior à dos europeus: há 2 mil anos já havia uma ocupação indígena bastante densa e variada na América Latina.”</p>
<div id="attachment_12905" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/10/Marisa-Coutinho-vice-diretora1.jpg"><img class="size-medium wp-image-12905" src="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/10/Marisa-Coutinho-vice-diretora1-300x198.jpg" alt="" width="300" height="198" /></a><p class="wp-caption-text">Marisa Coutinho, vice-diretora</p></div>
<p>Marisa ressalta que é importante conhecer todas nossas origens – algo difícil em um país com muitos imigrantes e descendentes. “As pessoas nem sempre dão valor ao passado mais remoto.”</p>
<p>Viajar faz parte de seu cotidiano. Pelo menos uma vez por mês, ela parte para outras regiões do Brasil, para fazer pesquisa de campo ou participar de congressos. “Isso para mim é o bacana de nossa profissão”, conta a vice-diretora, que tem um filho que entrou na USP neste ano, em Psicologia.</p>
<p>Marisa Coutinho também encontra descanso na literatura. Atualmente tem lido muito sobre a história de Portugal, de onde vem sua família, mas confessa também uma paixão por romances policiais.</p>
<p>Apesar da distância no tempo e espaço que separa seus objetos de estudos, Maria Beatriz e Marisa veem seus trabalhos como um só: a salvaguarda do patrimônio, uma problemática encontrada em qualquer lugar do mundo. “A gente tem formação diferente, mas somos cria desta instituição”, acrescenta a diretora. “Este é um museu que surgiu de várias outras instituições em 1989 e nós brigamos para criar a configuração que ele tem hoje.”</p>
<p><strong>Conheça o acervo do MAE</strong><br />
av. Prof. Almeida Prado, 1.466 – Cidade Universitária<br />
<strong>T.</strong> (11) 3091-4905<br />
<strong>H. </strong>de terça a sexta das 8h30 às 17h30, sábado e domingo das 10h às 16h<br />
<strong>Ingressos: </strong>gratuito<br />
Visitas monitoradas e em grupo devem ser agendadas com antecedência.</p>
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		<title>Professora de São Carlos ganha prêmio internacional</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Sep 2010 13:59:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Revista Espaço Aberto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Lauralice Canale conta de suas pesquisas na Engenharia de Materiais e destaca seu apreço pela Universidade Por Clara Roman Em 1981, quando se formou na graduação, a professora Lauralice Canale era a única mulher de sua turma do Departamento de Engenharia Mecânica da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC). Quase 30 anos depois, foi [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em> </em></p>
<p><em> </em></p>
<div id="attachment_11929" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><em><em><a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/09/Professora-acaba-de-receber-prêmio-internacional.jpg"><img class="size-medium wp-image-11929 " src="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/09/Professora-acaba-de-receber-prêmio-internacional-300x224.jpg" alt="" width="300" height="224" /></a></em></em><p class="wp-caption-text">Professora acaba de receber prêmio internacional</p></div>
<p><em> </em></p>
<p><em>Lauralice Canale conta de suas pesquisas na Engenharia de Materiais e destaca seu apreço pela Universidade</em></p>
<p><strong>Por Clara Roman</strong></p>
<p>Em 1981, quando se formou na graduação, a professora Lauralice Canale era a única mulher de sua turma do Departamento de Engenharia Mecânica da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC). Quase 30 anos depois, foi a primeira mulher e a primeira sul-americana a ganhar o prêmio IFHTSE Fellowship, da Federação Internacional de Tratamentos e Engenharia de Superfície.  O prêmio reconhece aqueles que contribuíram para o desenvolvimento da engenharia de superfície e tratamento térmico.<span id="more-11928"></span>Com pai e mãe professores do segundo grau de escolas públicas de São Carlos, Lauralice sempre teve facilidade para estudar, demonstrando maior interesse pela área exata. Ao concluir o ensino superior, enveredou-se para o estudo de metais, área que possuía destaque na Engenharia de São Carlos. Em 82, já fazia parte do mestrado em Bioengenharia (<em>Utilização de Placas de Autocompressão para o Tratamento de Fraturas em Bovinos</em>), concluído em 1985.</p>
<p>Desde então, seguiu esse trilho. O aço, segundo ela, é insubstituível em vários casos. O tratamento térmico é importante no processo de produção desse metal, pois melhora as suas propriedades reduzindo, por exemplo, seu desgaste  e corrosão posterior. Entre os assuntos pesquisados na área, está a dureza invertida, um fenômeno pouco conhecido que nem mesmo é mencionado nos livros de metalurgia e que está sendo profundamente estudado pela professora e seu grupo. A  têmpera intensiva também é outro procedimento estudado por ela, e é relacionado ao processo de resfriamento intenso durante a têmpera de metais.</p>
<p>O aperfeiçoamento dos óleos vegetais para tratamento térmico de materiais (sobretudo metais) também está sendo desenvolvido por ela. Os óleos são utilizados em grande escala nos processos de  tratamento térmico de aços, muito comum nos processos industriais. “Embora os óleos de  origem mineral tenham uma melhor resistência à oxidação durante seu uso, são tóxicos e responsáveis por graves problemas ambientais. Meu trabalho é modificar os óleos vegetais,  pela adição de antioxidantes e pela transformação química, para torná-los mais estáveis.” O objetivo é despertar um interesse maior do mercado consumidor de óleos para têmpera. “Apesar disso, os vegetais, dada a sua composição química,  não alcançarão os níveis dos óleos minerais neste requisito de resistência à oxidação.”</p>
<p>As parcerias com pesquisadores internacionais foram muito importantes, segundo ela, para tornar-se mais conhecida em outros países. Ela, como brasileira, acabou por ampliar a visibilidade do Brasil. Um de seus principais parceiros é o dr. George E. Totten, pesquisador americano de Engenharia de Superfícies e materiais, também homenageado pela IFHTSE. “A pesquisa da professora está na vanguarda desse campo especializado. O prêmio é uma honra não só para a professora, respeitada por seus pares na comunidade internacional, mas para o Brasil também”, diz ele.</p>
<p>“Eu levo uma vida invejável,” diz Lauralice. “Moro a poucos quarteirões do trabalho, almoço em casa todos os dias e tive tempo, durante a vida, para criar meus três filhos, já adultos.” O estudo e formação acadêmica sempre foram muito estimulados, de forma que os três entraram no ensino superior, em psicologia, nutrição e engenharia elétrica. Além disso, seu marido, Antonio Carlos Canale, é professor da EESC. Assim, os dois costumam realizar projetos juntos. Ele a ajuda principalmente na parte de simulações.</p>
<p>“Acredito que a USP não só prepara o aluno para a profissão, mas tem um caráter de formação,” diz ela, que é professora da graduação e da pós, do Departamento de Engenharia Mecânica desde 1988, ministrando atualmente as disciplinas Tratamento térmico e Ciência e engenharia de materiais. Dar aula é uma atividade que exerce com grande prazer. Desenvolve sempre uma boa relação com seus alunos: “Gosto de disseminar conhecimento e tenho muita paciência com meus alunos”. Não é preciso ser professor para saber que essas são duas características essenciais para a função.</p>
<p>Além dos vários trabalhos realizados junto a universidade, ela realizou algumas parcerias com empresas. Ela destaca seu trabalho com a Villares Metals, Sumaré, Shell e a RassiniNHK, indústria de molas automotivas.</p>
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		<title>Energia e reconhecimento, a trajetória de José Simões Moreira</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Aug 2010 15:09:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Revista Espaço Aberto</dc:creator>
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		<category><![CDATA[José Simões Moreira]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Roberta Figueira A questão do aquecimento global é bastante polêmica e cada vez mais presente em nosso cotidiano. O gás carbônico, CO², é o responsável pelo efeito estufa, conforme já foi comprovado. Sendo assim, estudiosos como José Simões Moreira, professor da Escola Politécnica (Epusp), acreditam que o emprego de tecnologias que produzam o mínimo [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/08/CBR_0035.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-11203" src="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/08/CBR_0035-300x198.jpg" alt="" width="300" height="198" /></a><strong>Por Roberta Figueira</strong></p>
<p>A questão do aquecimento global é bastante polêmica e cada vez mais presente em nosso cotidiano. O gás carbônico, CO², é o responsável pelo efeito estufa, conforme já foi comprovado. Sendo assim, estudiosos como José Simões Moreira, professor da Escola Politécnica (Epusp), acreditam que o emprego de tecnologias que produzam o mínimo de CO² deve ser incentivado como regra geral. Isso inclui o uso eficiente da energia e processos de aproveitamento de calor residual, evitando queimas adicionais de combustível.</p>
<div id="attachment_11204" class="wp-caption alignleft" style="width: 208px"><a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/08/CBR_0003.jpg"><img class="size-medium wp-image-11204" src="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/08/CBR_0003-198x300.jpg" alt="" width="198" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">“Nossa pesquisa tem dado uma visibilidade internacional ao nosso trabalho”, afirma José Simões Moreira</p></div>
<p>Foi devido a essa visão e pelo trabalho desenvolvido no Laboratório de Sistemas Energéticos Alternativos do Departamento de Engenharia Mecânica (Sisea) da Epusp, referente a processos de liquefação de gás natural, que o professor José Simões Moreira foi convidado a participar do debate de novas tecnologias de captura de carbono, em órgão da ONU. Essa foi a primeira Reunião Global da Technology Roadmap (TRM) para discussão de rotas para Captura e Armazenamento de Carbono (CCS), realizada pela Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (Unido).<br />
Segundo o professor, o convite foi feito depois que o Sisea publicou dois artigos internacionais referentes a estudos de tecnologias de liquefação de gás natural decorrentes de orientações de mestrado, iniciação científica e projetos financiados pelo setor produtivo, dando essa visibilidade internacional nesse assunto. Em função disso, pensou-se na aplicação dessas tecnologias para liquefação ou solidificação do gás carbônico para efeitos do seu transporte e armazenamento a partir do centro industrial produtor.</p>
<div id="attachment_11205" class="wp-caption alignright" style="width: 208px"><a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/08/CBR_0008.jpg"><img class="size-medium wp-image-11205" src="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/08/CBR_0008-198x300.jpg" alt="" width="198" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">José Simões Moreira, convidado a participar do debate de novas tecnologias de captura de carbono, em orgão da ONU</p></div>
<p>O objetivo da reunião era discutir um documento, chamado de roadmap que deve fornecer indicativos e informações relevantes para ações governamentais e tomadores de decisões no setor industrial para a implantação de tecnologias de CCS. A Unido focou seus esforços no âmbito dessa reunião em cinco setores industriais: fontes de CO² de elevada pureza, indústrias de cimento e aço, setor de refinaria e setor de biomassa. “A reunião foi dividida nesses setores e especialistas discutiram tecnologias apropriadas para cada um deles”, conta o professor.<br />
A trajetória de José Simões Moreira, no entanto, vai muito além de sua atuação com tecnologias de CCS. O professor sempre gostou de engenharia desde pequeno. Aponta seu pai, um autodidata em mecânica, como grande influência em sua carreira. “Em minhas recordações, sempre o vejo acertando a regulagem de motores ou fazendo reparos mecânicos nos seus automóveis”, conta o professor.<br />
Crescendo nesse ambiente, não foi muito difícil decidir se tornar engenheiro. Só lhe bastava decidir que área da engenharia seguir. Após considerar durante a adolescência seguir para a elétrica, acabou cedendo aos encantos da mecânica. Ingressou na Escola Politécnica em 1979 e ao final do primeiro ano já sentiu vocação para a área de energia, particularmente, Termodinâmica e Máquinas Térmicas.<br />
“Ao concluir o curso trabalhei no setor industrial, porém mantive um ‘pé’ na Universidade”, conta. Fez mestrado e logo se tornou auxiliar de ensino no</p>
<div id="attachment_11206" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/08/CBR_0018.jpg"><img class="size-medium wp-image-11206" src="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/08/CBR_0018-300x198.jpg" alt="" width="300" height="198" /></a><p class="wp-caption-text">Depois de formado o professor trabalhou no setor industrial mas manteve relação com a universidade</p></div>
<p>Departamento de Engenharia Mecânica da Epusp, onde atua até hoje, agora na qualidade de professor associado. Realizou doutorado no Rensselaer Polytechnic Institute em Nova Yorque, foi professor visitante no Peru e, mais recentemente, no INSA-Lyon, na França.<br />
Após o doutoramento no exterior, iniciou suas atividadesem 1995 no Sisea. “A proposta desse laboratório é justamente explorar formas alternativas do uso e transformação da energia”, explica. Nesse sentido, tem desenvolvido vários projetos na área de gás natural, dentro do conceito de cogeração, isto é, produção simultânea das energias eletromecânica e térmica.</p>
<p>Segundo Moreira, esses projetos são muito relevantes no contexto do uso eficiente da energia química acumulada nos combustíveis. Isso tem uso prático, por exemplo, para produzir eletricidade por meio de um gerador elétrico acionado por uma turbina a gás ou motor de combustão interna, com o aproveitamento da energia térmica associada a produtos de combustão para produzir outro efeito, como o aquecimento de água ou, até mesmo, produção de ar condicionado. “Também nosso laboratório tem desenvolvido algumas outras iniciativas na área de equipamentos para produção de ar condicionado por meio de ciclos de absorção de calor, bem como outras iniciativas mais modestas na área de uso de energia solar”, conta.Todos esses projetos têm cunho aplicativo, inclusive com financiamento do setor industrial. “Nossa pesquisa mais fundamental tem dado visibilidade internacional ao nosso trabalho, com interações com instituições do exterior e publicações em periódicos bem qualificados”, afirma.</p>
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		<title>Histórias que se cruzam</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Jul 2010 18:32:40 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Por Roberta Figueira José Marques de Melo é uma figura de grande importância para a área de comunicação e especialmente para a Escola de Comunicações e Artes da USP. Um dos fundadores da escola, ele criou e estruturou os cursos de Jornalismo e Editoração, atuou por alguns anos assumindo a diretoria de 1989 a 1993 [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/07/IMG_2804.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-10696" title="Felipe Waltrick/UP" src="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/07/IMG_2804-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a>Por Roberta Figueira</strong></p>
<p>José Marques de Melo é uma figura de grande importância para a área de comunicação e especialmente para a Escola de Comunicações e Artes da USP. Um dos fundadores da escola, ele criou e estruturou os cursos de Jornalismo e Editoração, atuou por alguns anos assumindo a diretoria de 1989 a 1993 e, apesar de aposentado, continua participando voluntariamente de atividades de pesquisa.<br />
Sua trajetória se inicia aos 15 anos de idade como repórter de jornais alagoanos, prosseguindo para a imprensa pernambucana. Formou-se em Jornalismo na Universidade Católica de Pernambuco. Optou pela carreira acadêmica, fazendo pós-graduação no exterior e doutorado na USP.<br />
Iniciou a carreira acadêmica em 1966 como assistente do professor Luiz Beltrão, no Instituto de Ciências da Informação da Universidade Católica de Pernambuco, transferindo-se logo em seguida para São Paulo. Nessa ocasião, foi convidado por Octávio da Costa Eduardo para trabalhar como diretor de Pesquisas do Instituto de Estudos Sociais e Econômicos, onde começou a ganhar reputação como pesquisador comunicacional. Fundou, em 1967, o Centro de Pesquisas da Comunicação Social, mantido pela Faculdade de Jornalismo Cásper Líbero, então vinculada à Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.</p>
<div id="attachment_10698" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/07/educacao0403josemarquesdemelo1.jpg"><img class="size-medium wp-image-10698" title="Reprodução" src="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/07/educacao0403josemarquesdemelo1-300x278.jpg" alt="" width="300" height="278" /></a><p class="wp-caption-text">José Marques de Melo</p></div>
<p>Docente-fundador da ECA, ele esteve impedido de exercer a docência em universidades públicas brasileiras durante o regime militar. Anistiado em 1979, reassumiu sua cátedra na USP, exercendo-a em regime de dedicação exclusiva ao ensino e à pesquisa.<br />
Apesar de ter se aposentado voluntariamente da instituição, ele não parou de trabalhar. Seu mais recente trabalho foi a organização, ao lado do jornalista Francisco de Assis, de Valquírias Midiáticas, publicação da Editora Arte &amp; Ciência dedicada ao perfil de sete pesquisadoras brasileiras do campo da Comunicação Social.<br />
Dentre as biografadas estão duas professoras da USP: Cremilda Celeste de Araújo Medina e Maria Immacolata Vassallo de Lopes.<br />
Cremilda Medina é jornalista, pesquisadora e professora de Comunicação Social. Formada em Jornalismo e Letras na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, atua na área jornalística há mais de 40 anos. Atualmente é professora da USP, onde fez mestrado e doutorado. Iniciou suas atividades na Editora Globo, em Porto Alegre, e trabalhou em vários órgãos de imprensa em São Paulo, bem como em telejornalismo.<br />
Autora de dez livros sobre comunicação social e literatura da língua portuguesa, Cremilda Medina organizou também várias antologias ensaísticas sobre temas da atualidade. Como pesquisadora da USP coordena um projeto de livro-reportagem sobre a identidade cultural da população paulistana, e na pós-graduação coordena outro projeto integrado de pesquisa, que já editou sete documentos na série &#8220;Novo pacto da ciência: a crise de paradigmas&#8221;. Conheceu Marques de Melo ainda jovem, quando o procurou interessada na pós-graduação e acabou se tornando colaboradora da disciplina de Jornalismo Comparado da ECA.<br />
Immacolata Lopes, que foi biografada pelo próprio Francisco de Assis, formou-se em Ciências Sociais na USP, onde também concluiu o mestrado e doutorado. Realizou ainda um pós-doutorado na Universidade de Florença, Itália, e atua como professora titular da ECA. Coordena o Centro de Estudos de Telenovela e o Centro de Estudos do Campo da Comunicação, ambos da USP. Foi representante da área de Comunicação no CNPq, de 2004 a 2007, e atualmente é membro de conselhos editoriais de periódicos nacionais e internacionais.<br />
Marques de Melo conheceu Immacolata quando estava afastado da USP e a acompanhou em diversos momentos de sua carreira. “Acompanhei e incentivei sua ascensão na Intercom, bem como sua projeção na comunidade acadêmica de ciências da comunicação”, conta o professor.<br />
A trajetória completa dessas pesquisadoras está no livro que, segundo José Marques de Melo, foi uma ideia coletiva. O professor conta que há anos tem se dedicado a escrever a história e a recuperar a memória das ciências da comunicação no Brasil e no restante do continente latino-americano. Dentro dessa proposta de trabalho, ele valoriza os estudos a respeito das trajetórias intelectuais dos pesquisadores, por entender que os caminhos da ciência são, em grande parte, definidos pelos interesses das figuras humanas que compõem o espaço acadêmico.<br />
Nas disciplinas que ministra no Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social da Universidade Metodista de São Paulo – a exemplo do que fazia na USP –, o professor estimula os alunos a elaborarem perfis biobibliográficos de pesquisadores da área. No entanto, Marques de Melo nunca havia pensado em organizar uma coletânea com textos ligados a um mote até quando, no ano passado, a turma sugeriu reunir em um único livro sua produção. O professor conta que aceitou a proposta sob a condição de que as narrativas fossem redigidas de modo saboroso. Os alunos concordaram e refizeram seus textos. Cada biografada foi escolhida pelo autor do respectivo texto. “Na seleção final, ficaram apenas sete narrativas que considerei publicáveis e, curiosamente, todas focalizando as histórias de vida de mulheres. Isso foi uma feliz coincidência”, fala o professor.<br />
Selecionados os textos, Marques de Melo convidou o jornalista Francisco de Assis para organizar o livro com ele e recomendou aos autores que submetessem seus textos ao crivo das biografadas. “Primeiro, devolvemos os textos aos autores solicitando que inserissem informações que faltavam, a fim de que todos tivessem homogeneidade. Depois, solicitamos aos autores e às pesquisadoras biografadas que escrevessem textos breves a respeito desse projeto”, conta Francisco de Assis.<br />
Os autores complementaram a obra contando um pouco sobre suas próprias trajetórias e sobre o contato com as pesquisadoras, enquanto elas escreveram pequenos depoimentos sobre o processo editorial. Finalmente, Marques de Melo escreveu a introdução e pediu a dois colegas que apresentassem a obra.<br />
O título surgiu como uma homenagem a Jenny Pimentel de Borba, fundadora, na década de 1930, da primeira revista feminista do Brasil, intitulada Walkyrias, que causou grande polêmica na época por apoiar o direito de voto à mulher brasileira e incentivar a cidadania no público feminino. Essa importante personalidade da comunicação brasileira permaneceu no ostracismo até que Ana Arruda Callado publicou sua biografia, que foi tema de seu doutorado, do qual Marques de Melo fez parte da banca. Mais uma vez as histórias se cruzam.</p>
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		<title>Conheça a trajetória de Tadeu Chiarelli</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Jun 2010 14:35:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Revista Espaço Aberto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por Clara Roman O recém-nomeado diretor traça novos horizontes para o museu, antes de sua mudança para o emblemático prédio de Niemeyer O Museu de Arte Contemporânea recebe novo diretor. Tadeu Chiarelli, indicado pelo reitor João Grandino Rodas, é professor do Departamento de Artes Plásticas, de longa experiência acadêmica e curatorial. Chiarelli nasceu em Ribeirão [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em><a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/06/perfil-Tadeu-Chiarelli_-Fto-Cecilia-Bastos-5.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-10345" title="Cecilia Bastos" src="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/06/perfil-Tadeu-Chiarelli_-Fto-Cecilia-Bastos-5-198x300.jpg" alt="" width="198" height="300" /></a>Por Clara Roman</em></strong></p>
<p><em> </em></p>
<p><em>O recém-nomeado diretor traça novos horizontes para o museu, antes de sua mudança para o emblemático prédio de Niemeyer </em></p>
<p>O Museu de Arte Contemporânea recebe novo diretor. Tadeu Chiarelli, indicado pelo reitor João Grandino Rodas, é professor do Departamento de Artes Plásticas, de longa experiência acadêmica e curatorial.</p>
<p>Chiarelli nasceu em Ribeirão Preto, em 1956. Já na década de 60, começou a frequentar o curso infantil da antiga Escola de Artes Plásticas de Ribeirão Preto, pois suas irmãs mais velhas, Ophélia e Marlene Chiarelli, eram secretárias do local e permitiam seu acesso às aulas. Nesse ambiente, teve os primeiros contatos com o mundo das artes plásticas. Clandestinamente, à noite, assistia às aulas de Caminada Gismondi, teórico da arte italiano que se tornou diretor da escola de Ribeirão Preto em 1965. A família foi um estímulo para as primeiras incursões de Chiarelli.“Não posso esquecer que meus pais também sempre incentivaram o interesse intelectual de seus filhos. Apesar de humildes, sempre colocaram como ponto fundamental a nossa formação”, conta ele.<br />
<span id="more-10344"></span></p>
<p>Um pouco mais tarde, Chiarelli se interessou pelo curso de Artes Cênicas da ECA. No período do vestibular, se inscreveu no Curso de Artes Plásticas. No entanto, desde sua entrada, já planejava concentrar-se na área de história da arte. O professor da disciplina no momento era Walter Zanini, diretor do MAC-USP entre 1963 e 1978. Chiarelli inspirou-se em sua figura, pretendendo seguir na área teórica e curatorial. Conseguiu uma Bolsa de Iniciação Científica, um primeiro incentivo para prosseguir na carreira acadêmica. O seu projeto baseava-se na Escola de Artes Plásticas de Ribeirão Preto, onde havia estudado. Formado na graduação, encaminhou-se para o mestrado, que concluiu em 1989, pelo Departamento de Artes Plásticas da Universidade de São Paulo. Sua <a href="http://books.google.com.br/books?id=aqOMuCON5PwC&amp;printsec=frontcover&amp;dq=um+jeca+nas+vernissages&amp;source=bl&amp;ots=4wOE_6Yipn&amp;sig=5KVYMxm4NbxCPIjG9VjNVs2GfDg&amp;hl=pt-BR&amp;ei=U6ztS8GSN9CEuAfBxeiiBg&amp;sa=X&amp;oi=book_result&amp;ct=result&amp;resnum=4&amp;ved=0CCcQ6AEwAw#v=onepage&amp;q&amp;f=false" target="_blank">dissertação abordava a crítica de arte de Monteiro Lobato</a> (<em>Um Jeca nos Vernissages: Monteiro Lobato e o desejo de uma arte nacional no Brasil (1850-1919).<br />
</em></p>
<p>Esse trabalho já refletia a sua preocupação com os paradoxos da crítica de arte brasileira e as falhas históricas produzidas pelo movimento modernista, que acabaram por desconsiderar a crítica da arte de Monteiro Lobato, reduzindo-o a um escritor de literatura infantil, apenas. A dissertação de Chiarelli realiza esse resgate histórico, recolocando Lobato em seu devido lugar no âmbito artístico. Coincidentemente, seu orientador, professor Teixeira Coelho, da ECA,  seria diretor do MAC-USP anos depois.</p>
<p>No doutorado, também realizado pela Universidade de São Paulo, Chiarelli focou-se na crítica de arte a partir dos estudos de Mário de Andrade, já inserido no movimento modernista de 1922. Teve orientação de Annateresa Fabris. É importante ressaltar que desde 1983 Chiarelli leciona no Departamento de Artes Plásticas da USP, onde é responsável, atualmente, pelas disciplinas Evolução das Artes Visuais IV e História da Arte no Brasil II.</p>
<p><a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/06/perfil-MAC_-Fto-Cecilia-Bastos-1.jpg"><img class="alignleft size-medium  wp-image-10346" title="Cecilia Bastos" src="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/06/perfil-MAC_-Fto-Cecilia-Bastos-1-300x198.jpg" alt="" width="300" height="198" /></a>É casado com Silvia Chiarelli há 30 anos, com quem teve duas filhas, Luanna, 28, e Stella, 21. “Como pai coruja, diria que são lindas e inteligentes”, comenta. A caçula acaba de ingressar na faculdade de arqueologia de Istambul, enquanto Luanna realiza projetos na área de pedagogia e educação infantil, tendo também trabalhado como atriz.</p>
<p>Sua trajetória profissional na área de museologia iniciou-se em 1996, quando se tornou curador chefe do Museu de Arte Moderna de São Paulo, o MAM, instituição da qual participou ativamente durante anos, exercendo cargos de administração e curadoria. “O MAM e o MAC-USP possuem uma mesma origem: o antigo Museu de Arte Moderna de São Paulo, também raiz da Fundação Bienal de São Paulo”, comenta Chiarelli, que acredita que as duas instituições possuem problemas comuns, apesar de “o MAC se diferenciar do MAM por ser um museu universitário, em que a pesquisa sobre o acervo é um eixo fundamental para as atividades do museu”.</p>
<p>Por essa característica, Chiarelli aposta na mudança da sede principal do MAC, da Cidade Universitária para a antiga sede do Detran, ao lado do parque Ibirapuera. “Num edifício emblemático da arquitetura da primeira metade do século passado, com espaços generosos, o MAC, além de exibir parte significativa de seu acervo, certamente voltará a ser a bússola para a arte contemporânea no País”, afirma.</p>
<p>O prédio que abrigou o Detran por mais de meio século faz parte do conjunto de edifícios projetados por Niemeyer para o parque Ibirapuera, em 1954, nas comemorações de 50 anos da cidade de São Paulo. O novo diretor aponta duas tendências para o Museu de Arte Contemporânea: a preservação e divulgação do acervo e polo de difusão do debate sobre a arte contemporânea na cidade. Nesse sentido, a nova sede será útil, pois ampliará as possibilidades de exposição, devido a suas dimensões abrangentes e às melhores condições físicas. Além disso, o próprio espaço é propositivo.</p>
<p>“Em conjunto com a equipe de curadoras do museu, estruturo neste momento as diretrizes para os próximos quatro anos, que deverão estar centradas em dois polos: um retrospectivo, centrado na exposição/valorização do acervo do museu, e outro prospectivo, centrado na detecção dos novos valores da arte atual, brasileira e internacional.”</p>
<p>Todo o trabalho será desenvolvido com os quadros de curadoria já formados no museu, estabelecendo novos parâmetros para as mostras, resgatando o passado e captando o presente.</p>
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		<title>O poder das ideias</title>
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		<pubDate>Wed, 05 May 2010 19:36:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Revista Espaço Aberto</dc:creator>
				<category><![CDATA[comunidade usp]]></category>
		<category><![CDATA[Caverna Digital]]></category>
		<category><![CDATA[Marcelo Zuffo]]></category>
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		<description><![CDATA[“Tenho 25 anos de carreira na USP e vou ter mais 25” Por Márcia Scapaticio O poder das ideias: Marcelo Zuffo usa a tecnologia como ferramenta para transformar a realidade Ser visionário não precisa significar necessariamente uma utopia, mas sim olhar para o cenário, refletir e concretizar suas ideias colocando-as no preto e no branco. [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/05/Marcelo-Zuffo-na-Caverna-Digital-fe.jpg"><img class="size-full wp-image-9813 alignnone" title="Francisco Emolo" src="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/05/Marcelo-Zuffo-na-Caverna-Digital-fe.jpg" alt="" width="516" height="115" /></a></p>
<p><em>“Tenho 25 anos de carreira na USP e vou ter mais 25”</em></p>
<p>Por Márcia Scapaticio</p>
<p>O poder das ideias: Marcelo Zuffo usa a tecnologia como ferramenta para transformar a realidade</p>
<p>Ser visionário não precisa significar necessariamente uma utopia, mas sim olhar para o cenário, refletir e concretizar suas ideias colocando-as no preto e no branco.</p>
<p>Esse é um dos pensamentos que podemos ter quando conhecemos a trajetória do professor da Escola Politécnica da USP, Marcelo Knörich Zuffo. Ele se define como um uspiano “puro sangue”. Nascido em São Paulo, graduou-se na USP e seguiu carreira na Universidade, até chegar ao cargo de professor titular. Filho de João Antônio Zuffo, docente aposentado da Poli, sempre conviveu no meio acadêmico e menciona que o mesmo acontece com seu filho, que o acompanha em algumas viagens e congressos. “Fui um garoto de feira de ciências e através delas me apaixonei pela área; o Laboratório de Sistemas Integráveis (LSI) hoje realiza a Febrace, uma das maiores feiras científicas do País.”</p>
<p>Mesmo com oportunidade de trabalhar no exterior, o professor optou por ficar no Brasil. Em seu tempo de estudante de graduação, chegou a ser diretor do Centro Acadêmico da Poli. “Essa fase foi importante, pois a consciência política de um estudante muitas vezes se constrói no ambiente universitário”, completa. Hoje entre outras atividades, é coordenador do Grupo de Computação Visual e Meios Eletrônicos Interativos do Laboratório de Sistemas Integráveis (LSI). “Sempre pensei que poderia fazer mais e melhor no Brasil do que em outros países, então resolvi voltar e montar laboratórios.</p>
<p>A curiosidade e vontade de transformar o conhecimento em prática são de grande importância quando vemos seus projetos, como o Laboratório de sistemas Integráveis da Poli (LSI), a realização do modelo digital de televisão brasileiro e o uso de sistemas eletrônicos na oncologia pediátrica. Este último teve muito destaque na imprensa, pois reuniu em cadastro pacientes com câncer em 1 7 estados brasileiros. Tal iniciativa organizou um banco de dados, no qual pesquisadores e médicos podem trocar informações sobre a doença.</p>
<p>Aspectos familiares da vida de Zuffo o influenciaram na construção desse projeto, realizado em parceria com a Faculdade de Medicina da USP. O professor passou por um momento difícil, quando a sua irmã foi diagnosticada com um linfoma grave. Durante o período de tratamento, realizado pela Medicina da USP, o médico contou a Zuffo que nos Estados Unidos havia um banco de troca de informações, em tempo real, sobre a doença. Desde então, empenhou-se na concretização desse projeto, que atualmente é gerido pela Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica e ajuda pessoas em todo o País.</p>
<p>Ao contar sua trajetória, o professor não deixa de mencionar que seu trabalho e sua carreira são seu modo de expressão: “Me expresso como engenheiro desenvolvendo tecnologias inovadoras, acreditando em sua aplicação na vida prática. Como professor, trabalho para desengavetar o conhecimento, que por muitas vezes fica preso à Universidade”, explica.</p>
<p>Não há dúvidas que Zuffo caminha lado a lado com suas palavras e o destaque de seus projetos, que tornam a tecnologia um conhecimento aplicado na sociedade,é um eficaz exemplo de sua postura. Em 2008, o professor recebeu a Medalha Mérito Tamandaré pela Marinha brasileira e, em 2009, foi condecorado com a Medalha da Vitória pelo Ministério da Defesa.﻿</p>
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		<title>Entre a sala de aula e a mesa de cirurgia</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Apr 2010 13:58:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Revista Espaço Aberto</dc:creator>
				<category><![CDATA[comunidade usp]]></category>
		<category><![CDATA[Centrinho]]></category>
		<category><![CDATA[cirurgião]]></category>
		<category><![CDATA[Faculdade de Medicina]]></category>
		<category><![CDATA[fissura labiopalatal]]></category>
		<category><![CDATA[Hospital das Clínicas]]></category>
		<category><![CDATA[Nivaldo Alonso]]></category>
		<category><![CDATA[Operação Sorriso do Brasil]]></category>

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		<description><![CDATA[Alguns meses antes da viagem, no entanto, Nivaldo Alonso passou em um concurso para médico assistente do Serviço de queimados no Hospital das Clínicas (HC). “Trabalhei lá por dois meses e depois pedi afastamento.” Sem nenhuma ligação com pós-graduação e com uma publicação científica muito restrita, o médico chegou à França. “Foi na França que [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_8823" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/03/Nivaldo-Alonso-é-professor-doutor-e-livre-docêncte-pela-FMUSP.jpeg"><img class="size-medium wp-image-8823" title="Francisco Emolo" src="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/03/Nivaldo-Alonso-é-professor-doutor-e-livre-docêncte-pela-FMUSP-300x198.jpg" alt="Nivaldo Alonso é professor, doutor e livre docente pela FMUSP" width="300" height="198" /></a></dt>
</dl>
</div>
<p><em>“Analisando retrospectivamente sempre participei da vida acadêmica”</em></p>
<p><strong>Por Roberta Figueira</strong></p>
<p>Um médico cirurgião plástico determinado que sempre manteve uma relação paradoxal com a Universidade. Esse é Nivaldo Alonso, professor, doutor e livre-docente pela Faculdade de Medicina da USP. Ele também é presidente da Operação Sorriso do Brasil, instituição sem fins lucrativos que opera crianças com fissura labiopalatal (lábio leporino), e ganhador de diversos prêmios como o de melhor profissional de saúde do ano pelo International Biographical Centre, Inglaterra.</p>
<p>Nivaldo Alonso nasceu em Santos e lá permaneceu até os 18 anos. Em 1973 ingressou na Escola Paulista de Medicina (Unifesp). “O curioso é que passei seis anos na Escola Paulista ouvindo falar mal da USP”, brinca se referindo à conhecida rivalidade esportiva entre a Pinheiros (FMUSP) e a Paulista (Unifesp). Depois de formado, fez residência em cirurgia geral em hospitais públicos ligados ao Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social (Inamps), atual Sistema Único de Saúde (SUS). Foi apenas quando decidiu seguir a carreira de cirurgião plástico que chegou à USP, prestando nova residência especializada nessa área.</p>
<p>No quarto ano de residência começou, por iniciativa pessoal, a atender pacientes com trauma facial no pronto-socorro. “Quando acabei a residência fui convidado para supervisionar e orientar os médicos residentes da cirurgia plástica e surgiu uma oportunidade de estudar no exterior”, conta. Ele se inscreveu para uma bolsa do consulado alemão. “Também tinha escrito para um professor na França chamado Paul Tessier, muito famoso na época, que sempre dizia que eu era bem-vindo”, completa.</p>
<p>Um fator importante para a trajetória da viagem foi a decisão de se casar. “Minha noiva conseguiu uma bolsa para França, então resolvemos que iríamos passar seis meses lá e depois iríamos para a Alemanha. Eu estava no começo da minha vida e ir para o exterior para aprender uma coisa nova era uma aventura”, explica.</p>
<div class="mceTemp">
<dl id="attachment_8824" class="wp-caption alignright" style="width: 310px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/03/Nivaldo-Alonso-foi-convidado-para-organizar-a-área-de-cirurgia-crânio-facil-no-Centrinho.jpeg"><img class="size-medium wp-image-8824" title="Divulgação" src="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/03/Nivaldo-Alonso-foi-convidado-para-organizar-a-área-de-cirurgia-crânio-facil-no-Centrinho-300x198.jpg" alt="" width="300" height="198" /></a><p class="wp-caption-text">Nivaldo Alonso foi convidado para organizar a área de cirurgia craniofacil no Centrinho</p></div>
<p>Alguns meses antes da viagem, no entanto, Nivaldo Alonso passou em um concurso para médico assistente do Serviço de queimados no Hospital das Clínicas (HC). “Trabalhei lá por dois meses e depois pedi afastamento.” Sem nenhuma ligação com pós-graduação e com uma publicação científica muito restrita, o médico chegou à França. “Foi na França que minha vida mudou, pois entrei em contato com o melhor serviço da época numa área chamada craniomaxilofacial”, afirma.</p>
<p>De volta ao Brasil ele permaneceu na Unidade de Queimados do HC por três anos. “Viajei para aprender sobre uma cirurgia específica de deformidade congênita, mas quando voltei não consegui transferência para cirurgia plástica”, conta. Nessa época além de operar voluntariamente os casos de trauma na face no pronto-socorro, começou a fazer algumas cirurgias de deformidades congênitas e fez doutorado. “Eu queria mudar para a área de plástica, queria montar um grupo, então resolvi fazer doutorado para ter titulação para ser transferidp”, explica.</p>
<p>Foi apenas em 1991 que o médico ingressou na plástica para trabalhar com a cirurgia craniomaxilofacial. “Foi nesse momento que começamos a estruturar melhor esse serviço que antes não existia no HC”, afirma. Dentro da disciplina de cirurgia plástica passou a cuidar dos traumas de face, politraumatizados e a fazer as cirurgias de problemas congênitos juntamente com a neurocirurgia.</p>
<p>Em 1997 Nivaldo Alonso teve seu primeiro contato com a Operetion Smile (Operação Sorriso), uma instituição americana que realizava cirurgias de fissura labiopalatal, que veio ao Brasil a procura de apoio da Universidade para conseguir voluntários para projetos. “Estava numa situação particularmente delicada, porque estava me divorciando e acabei viajando muito com eles, fui para o Quênia, Filipinas e me engajei muito no projeto”, lembra.</p>
<div id="attachment_8826" class="wp-caption alignleft" style="width: 306px"><a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/03/A-Operação-Sorriso-do-Brasil-realiza-projetos-educacionais-além-da-cirurgia-de-fissura-lábio-palatina1.jpg"><img class="size-medium wp-image-8826" title="Divulgação" src="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/03/A-Operação-Sorriso-do-Brasil-realiza-projetos-educacionais-além-da-cirurgia-de-fissura-lábio-palatina1-296x300.jpg" alt="" width="296" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">A Operação Sorriso do Brasil realiza projetos educacionais além da cirurgia de fissura labiopalatal</p></div>
<p>Enquanto isso o grupo que estava se formando no HC começou a ter uma representatividade nacional maior. “Participei muito na criação das normas e regras de cirurgia craniomaxilofacial”, conta. Em 1994 se tornou um dos criadores do que, hoje, se chama Associação Brasileira de Cirurgia Craniomaxilofacial.</p>
<p>“De 1995 a 2001 comecei a ter uma produção maior, uma representatividade internacional, recebi alguns convites para o exterior e aí surgiu a ideia de seguir uma carreira universitária”, explica. Nivaldo Alonso decidiu então fazer livre-docência, que era algo raro na cirurgia plástica. “Aí realmente iniciou minha carreira acadêmica. Posso dizer então que tenho oito anos de carreira na USP. As portas se abriram, tive acesso a uma série de coisas.” O grupo passou a ter uma linha e há quatro anos realiza cirurgia de fissura labiopalatal com características de um centro de fissurados.</p>
<p>Paralelamente à carreira universitária, o professor criou a Operação Sorriso do Brasil, foi eleito presidente e diretor em 2004 e mudou o trabalho da instituição. Antes a Operação agia pontualmente em lugares carentes e operava crianças que não tinham condição de ir aos grandes centros. Sob sua direção o projeto deixou de ter um cunho unicamente assistencial e se tornou educacional, incluindo também fonoaudiólogos, psicólogos, governo e prefeitura. “Queríamos mostrar para os órgãos governamentais que a responsabilidade pelo tratamento dessas crianças era de todos nós”, explica.</p>
<p>Dos diversos prêmios que já ganhou, destaca como o mais importante para ele o Gilberto Mariño Contreras International Medical Volunteer Awards de melhor médico voluntário pelo trabalho desenvolvido na Operetion Smile Prêmio, que recebeu em 2006 na Irlanda.</p>
<p>Nivaldo Alonso começou a ter contato com a genética e criou uma parceria com o Instituto de Biociências para estudar melhor os problemas de fissura. Recentemente prestou concurso para se tornar professor MS3 na Faculdade de Medicina. “Analisando retrospectivamente sempre participei da vida acadêmica, pois já estava na carreira docente há muito tempo, desde quando ficava operando de graça no pronto-socorro do HC”, lembra.</p>
<p>Em 2008 houve uma reestruturação do Centrinho, em Bauru, e o professor foi convidado a organizar a parte de cirurgia craniofacial, deficiência congênita e fissura labiopalatal. “Para mim esse convite foi muito honroso. No início fui sozinho, ia por alguns dias e depois voltava para São Paulo. Agora já tem mais pessoas e as coisas estão caminhando de forma muito promissora. Uma grande satisfação que tenho é de que existem muitas pessoas formadas por mim e dentro desse serviço”, afirma.</p>
<p>Atualmente opera no ambulatório de cirurgia craniofacial, ministra aulas na cirurgia plástica da Faculdade de Medicina, faz parte da Liga de Cirurgia Plástica da faculdade, desenvolve linhas de pesquisa e é presidente dos cirurgiões plásticos da USP, além de dirigir a Operação Sorriso do Brasil. “E hoje ainda estamos fazendo uma pesquisa que vai permitir que coloquemos células-tronco no fissurado”, conta. Um homem de muitas funções, que trabalha um pouco pelo pão e muito por paixão, assim se pode definir o doutor e professor Nivaldo Alonso.</p>
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		<title>Alegria e disposição: A vida sob o olhar especial de Diana Pozzi</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Mar 2010 12:34:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Revista Espaço Aberto</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Diana Pozzi]]></category>
		<category><![CDATA[Faculdade de Medicina]]></category>
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		<description><![CDATA[“Pequenas descobertas impulsionam construções diárias e se prevenir também é aprender a viver” Por Márcia Scapaticio Professora da Faculdade de Medicina, Diana Helena de Benedetto Pozzi trabalha na área de imunologia e oncologia. O contato direto com os pacientes a fez repensar sua relação com as ciências médicas, despertando o seu interesse pelas chamadas terapias [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_8312" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/03/diana-helena-pozzi-002-10-cbr64.jpeg"><img class="size-medium wp-image-8312" title="Cecília Bastos Pofessora Diana em sua sala na FMUSP" src="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/03/diana-helena-pozzi-002-10-cbr64-300x198.jpg" alt="" width="300" height="198" /></a><p class="wp-caption-text">Pofessora Diana em sua sala na FMUSP</p></div>
<p><em>“Pequenas descobertas impulsionam construções diárias e se prevenir também é aprender a viver”</em></p>
<p><strong>Por Márcia Scapaticio</strong></p>
<p><strong></strong></p>
<p>Professora da Faculdade de Medicina, Diana Helena de Benedetto Pozzi trabalha na área de imunologia e oncologia. O contato direto com os pacientes a fez repensar sua relação com as ciências médicas, despertando o seu interesse pelas chamadas terapias alternativas.</p>
<p>Mas, para conhecer a trajetória dessa paulistana que demonstra forte ligação com a história da cidade, é preciso recorrer à memória, tarefa fácil para a professora, que se recorda de muitos detalhes sobre a infância e juventude: “Nasci em 1941 numa maternidade localizada na alameda Campinas. Quando criança brincava nas encostas do Museu do Ipiranga, atual Museu Paulista. Era um mundo diferente de hoje, corríamos, andávamos de bicicleta à vontade. Essa liberdade e descobertas da infância me influenciaram muito, pois exercitei a imaginação e a criatividade, relembra Diana.</p>
<div id="attachment_8315" class="wp-caption alignleft" style="width: 224px"><a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/03/diana-helena-pozzi-002-10-foto-acervo-pessoal-71.jpeg"><img class="size-medium wp-image-8315 " title="Acervo Pessoal" src="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/03/diana-helena-pozzi-002-10-foto-acervo-pessoal-71-214x300.jpg" alt="" width="214" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Na época de estudante de Medicina</p></div>
<p>Na época em que era estudante de graduação em Medicina pela USP, nos anos 60, participou de atividades culturais e sociais, trabalhou em associação com o Centro Acadêmico e em comunidades carentes. O atendimento foi suspenso, pois era considerado esquerdista, e passou a ser feito pelo governo, na chamada operação Rondon. Nesse período, Diana relata com humor o início da repressão militar: “Tudo que tinha capa vermelha era considerado comunista”, brinca a professora. “Já nos anos 70, me formei com residência em pediatria e, mais tarde, me transferi para a área de clínica médica, como onco-hematologista.”</p>
<p>Diana realizou o seu pós-doutorado nos Estados Unidos, onde ficou por três anos como professora visitante. “Lá aprendi muito sobre a área de pesquisa, além do que está escrito nesse quadro (aponta para o quadro em que lemos “A grama do vizinho é sempre mais verde”. “Entretanto, o importante foi conversar com a turma que realiza o trabalho em grupo e não apenas com o supergrupo de médicos, que, por vezes, preocupa-se apenas com os resultados das pesquisas, sem escutar o que o paciente tem a dizer”, completa.</p>
<div id="attachment_8317" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/03/diana-helena-pozzi_-50c2aa-marajo-002-10-fto-acervo-pessoal-672.jpg"><img class="size-medium wp-image-8317" title="Acervo Pessoal" src="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/03/diana-helena-pozzi_-50c2aa-marajo-002-10-fto-acervo-pessoal-672.jpg" alt="50º Marajó" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">Em viagem com os amigos de Faculdade</p></div>
<p>Tal observação ajudou Diana a reforçar uma de suas características ou qualidades, como ela mesma diz: “Sempre me preocupei com as ideias dos pacientes , o que tinham a dizer sobre a vida, a doença,e comecei a relacionar os fatos. A partir dos anos 80 começamos a ver que não somos os únicos a perceber essas coincidências, além de recorrer à literatura médica, na qual já se mencionava a relação do estado emocional com a doença, indicando que pessoas felizes não ficavam doentes, por exemplo”.</p>
<p>Com o passar do tempo, pesquisas sobre esse tema foram realizadas em países do exterior, como os Estados Unidos, mas, segundo Diana, ficaram um pouco de lado, pois faltava o caráter científico. “Através dos pacientes eu percebia que os procedimentos antigos, como a Medicina Tradicional Chinesa, que não recorriam apenas aos medicamentos, mas considerava o estado emocional, físico e mental eram eficazes e, quem desejava vencer a enfermidade, já tinha um grande aliado, que era a vontade de superar os próprios problemas”, afirma a doutora.</p>
<div id="attachment_8316" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/03/diana-helena-pozz_-show-fm-1967-002-10-foto-acervo-pessoal-69.jpg"><img class="size-medium wp-image-8316" title="Acervo Pessoal" src="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/03/diana-helena-pozz_-show-fm-1967-002-10-foto-acervo-pessoal-69-300x190.jpg" alt="Show fm 1967" width="300" height="190" /></a><p class="wp-caption-text">Show fm 1967</p></div>
<p>O avanço das pesquisas e do próprio caráter da medicina estimulou Diana em novas práticas, como apoiar a prevenção das doenças através de uma vida mais saudável, associada a bons pensamentos e energias, não apenas tratá-las quando já aconteceram. “Hoje em dia nós acompanhamos os benefícios de uma alimentação mais equilibrada e de momentos de lazer, acredito que pequenas descobertas impulsionam a nossa evolução como ser humano e procuro construir essa filosofia não só em minha vida, mas em minha profissão”, ressalta.</p>
<p>Com certeza, não há como separar a sua vida da medicina e, prestando atenção em suas palavras, em nenhum momento os dois lados se distanciam, ao contrário, a medicina e a dedicação aos pacientes estão logo ali, no olhar especial que conduz Diana em sua atividade humanística e profissional.</p>
<p>A professora já recebeu três prêmios em reconhecimento ao seu trabalho. Em 1966, o Prêmio Flaminio Favero, do Centro de Estudos Oscar Freire; vcem 1999, da Associação Paulista de Medicina e, no ano de 2002, a medalha de Reconhecimento Franco Americano, do Conselho Nacional do Instituto Humanista da Unesco.</p>
<p><a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/?p=7796&amp;preview=true" target="_blank">Saiba mais sobre o trabalho das terapias alternativas, desenvolvido por Diana Pozzi.</a></p>
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		<title>Grandino Rodas, um novo tom na Reitoria</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Feb 2010 13:54:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Revista Espaço Aberto</dc:creator>
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		<category><![CDATA[João Grandino Rodas]]></category>
		<category><![CDATA[reitor USP]]></category>
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		<description><![CDATA[Por Cinderela Caldeira No final de dezembro a reportagem da revista Espaço Aberto foi recebida pelo professor João Grandino Rodas em sua casa, no bairro do Morumbi. Numa ampla sala de dois ambientes, decorada com algumas obras de arte e um piano de cauda, um exemplo concreto de sua paixão pela música, o novo reitor [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_7783" class="wp-caption alignleft" style="width: 168px"><a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/01/capa-rodas-cbr.jpg"><img class="size-medium wp-image-7783 " title="Cecília Bastos" src="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/01/capa-rodas-cbr-226x300.jpg" alt="" width="158" height="210" /></a><p class="wp-caption-text">Grandino Rodas com as vestes talares</p></div>
<p>Por Cinderela Caldeira<br />
No final de dezembro a reportagem da revista Espaço Aberto foi recebida pelo professor João Grandino Rodas em sua casa, no bairro do Morumbi. Numa ampla sala de dois ambientes, decorada com algumas obras de arte e um piano de cauda, um exemplo concreto de sua paixão pela música, o novo reitor concedeu entrevista durante duas horas. Ele definiu assim sua trajetória profissional: “Sempre me dediquei à magistratura e ao direito em vários aspectos. Fui advogado de empresa, juiz do Trabalho e juiz federal, grande tempo na primeira instância e depois na segunda instância como desembargador. Depois passei a trabalhar com o direito internacional, no setor público”.<span id="more-7780"></span></p>
<p>João Grandino Rodas nasceu há 64 anos na capital paulista. A família paterna tem ramos espanhóis e portugueses e há várias gerações estava estabelecida no estado de Alagoas. De lá seu pai veio para São Paulo, onde se casou. Os avós maternos vieram da Itália, e sua mãe nasceu no Brasil.</p>
<div id="attachment_7784" class="wp-caption alignright" style="width: 177px"><a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/01/rodas2.jpg"><img class="size-medium wp-image-7784" title="Cecília Bastos" src="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/01/rodas2-238x300.jpg" alt="" width="167" height="210" /></a><p class="wp-caption-text">novo reitor em sua casa</p></div>
<p>Grandino Rodas cursou o primário no Externato São José do Belém e o colegial no Colégio São Bento, no Centro. A música faz parte de sua vida desde os cinco anos de idade. “Aprendi as notas musicais antes de aprender as letras do alfabeto. Sempre gostei muito de música”, comenta o professor, que toca piano e órgão clássico.</p>
<p>No colégio São Bento fez o antigo clássico e no final do curso se inscreveu para o vestibular da Faculdade de Direito (FD) e da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (FFCL), ambas da USP. “Passei primeiro no curso de Educação e me matriculei no período noturno. Algumas semanas depois me matriculei no curso de Direito, pela manhã”, conta. “Depois do vestibular é que eu soube que o curso de Educação era na Cidade Universitária.”</p>
<p>Rodas morava no bairro do Belém. O acesso ao campus, na época ainda no início da implantação, era feito por um ônibus da própria Universidade que saía da rua Araújo, na região da Praça da República, e no final das aulas trazia os estudantes de volta. Para ele, essa condução era de grande ajuda. “Não havia metrô nem grandes construções viárias que ligavam os bairros ao Centro. Quando estava no segundo ano, meu pai decidiu mudar de bairro para facilitar um pouco meu acesso aos cursos e mudamos para uma casa próximo ao início da avenida Santo Amaro”, conta.</p>
<p>Rodas começou os dois cursos em 1965, um período de grande efervescência política no País, e terminou em 1969. Alguns momentos vividos na Cidade Universitária marcaram o professor. Muitos dos alunos que faziam o curso de Educação moravam no Conjunto Residencial da USP (Crusp). Numa noite, ao chegar para as aulas, Rodas encontrou as salas vazias. “Soubemos que grande parte dos alunos do Crusp havia sido levada pela polícia e voltou vários dias depois”, relata.<br />
Outro momento, mais agradável, foi a criação da Escola de Comunicações e Artes (ECA), em 1966, que na época chamava-se Escola de Comunicações Culturais. “Como eu sempre estive ligado à música, embora não tivesse seguido profissionalmente essa aptidão, fiquei muito animado. Esta iniciativa trazia para a Universidade uma série de cursos que até então não haviam encontrado guarida na USP, por não serem aqueles cursos tradicionalmente oferecidos há décadas. A USP ganhou muito com a criação da ECA”, enfatiza.</p>
<div id="attachment_7785" class="wp-caption alignleft" style="width: 173px"><a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/01/cbr_0113.jpg"><img class="size-medium wp-image-7785 " title="Cecília Bastos" src="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2010/01/cbr_0113-218x300.jpg" alt="" width="163" height="227" /></a><p class="wp-caption-text">&quot;Aprendi as notas musicais antes de aprender as letras do alfabeto&quot;</p></div>
<p>Enquanto cursava Direito e Educação, o professor resolveu fazer um curso para se aperfeiçoar em francês. Nesse momento encontrou um antigo colega de escola que havia entrado no curso de Letras, na Faculdade de Filosofia Nossa Senhora Medianeira dos Padres Jesuítas, e resolveu fazer também o curso de Letras em vez do francês. Em 1968 e 69, Rodas lecionou Literatura Brasileira no Colégio Estadual Firmino de Proença, no bairro da Mooca.</p>
<p>Terminados os cursos de graduação, dedicou-se ao mestrado e doutorado. Rodas é mestre em Ciências Político-Econômicas pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra (1970), doutor em Direito pela USP (1973), livre-docente pela USP (1976), mestre em Direito pela Harvard University (1978) e mestre em Diplomacia pela Fletcher School Of Law and Diplomacy (1985), nos Estados Unidos.</p>
<p>O novo reitor iniciou sua vida profissional como advogado de uma empresa privada e depois prestou concurso para a carreira de juiz. Foi juiz do Trabalho no início de carreira, passando depois a desembargador. Com o tempo passou a exercer funções na área de direito internacional público, na graduação da FD, no Ministério das Relações Exteriores e no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Atualmente é professor da FD – onde foi eleito diretor em 2006 –, membro colaborador do Tribunal Permanente da Revisão do Mercosul, da Comissão para o Intercâmbio entre Estados Unidos e o Brasil-Fulbright e da Organização dos Estados Americanos.<br />
Nas horas de folga, Rodas gosta de ler e tocar música. Seu livro predileto é Os Sertões, de Euclides da Cunha. Outros autores de que gosta são Machado de Assis, Eça de Queiroz e Émile Zola. Na música, seus compositores favoritos são Johann Sebastian Bach, Claude Debussy e Sergei Rachmaninov. Rodas é viúvo e pai de um filho que morreu num acidente de carro quando estudava nos Estados Unidos.</p>
<p>De acordo com Grandino Rodas, o direito está muito ligado à solução de litígios, quer de forma jurídica ou diplomática. “Participei de muitas delegações. Numa delas chefiei a delegação brasileira para os trabalhos que prepararam o projeto de um tribunal internacional. Era um grande trabalho diplomático que envolveu mais de 150 países durante quase quatro anos, para formular o que veio a ser o Tribunal Penal Internacional. A segunda vertente que eu chefiei foi a delegação brasileira na Comissão das Nações Unidas para o Comércio Internacional”.</p>
<p>No âmbito do Mercosul, Rodas foi o primeiro árbitro brasileiro de um tribunal internacional. Até o final do ano, atuará como juiz do Tribunal Permanente de Revisão do Mercosul. O professor também participou como consultor jurídico, durante cerca de seis anos, da Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos Políticos criada pelo governo federal. O objetivo da comissão era dar o reconhecimento da morte das pessoas desaparecidas por questões políticas durante a ditadura militar.<br />
“Foram 172 casos analisados. Muitos sequer tinham um atestado de óbito, o que significa dizer que a comissão trabalhava analisando provas para o reconhecimento da morte da pessoa. Sem esse atestado, ela era apenas um desaparecido”, lembra.</p>
<p>O professor pretende continuar dando aulas na FD. “Sempre dei aulas de graduação, e na medida do possível continuarei. É óbvio que agora é mais difícil em razão da agenda do reitor. Mas eu acho que pelo menos a presença dentro da minha matéria deveria ser feita e eu gostaria de continuar”, diz.<br />
Grandino Rodas já possuía um site (http://grandinorodas.com.br/) com currículo, artigos e entrevistas, no qual foram adicionados suas propostas e os apoios que recebeu na campanha para reitor. Um microblog no twitter (http://twitter.com/GrandinoRodas) foi criado especialmente para a época da campanha. O reitor pretende continuar trabalhando com as duas ferramentas online durante a gestão. Nelas, abrirá espaço para sugestões e perguntas da comunidade. “Vou continuar gerenciando pessoalmente o site e o twitter. Não quero me distanciar das pessoas”, afirma.</p>
<p>Ouça a <a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/?p=6676">mensagem</a> do professor Rodas, gravada logo após sua posse, para servidores e docentes. Assista, também, a um <a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/?p=7823">compacto</a> do evento, produzido pela TV USP, e algumas <a href=" http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/?p=7825">entrevistas</a> com as autoridades presentes na posse, que aconteceu dia 25 de janeiro na Sala São Paulo, centro da capital paulista. A íntegra do evento pode ser assistida pelo <a href=" http://www.iptv.usp.br/portal/VisualizarVideo.do?_InstanceIdentifier=0&amp;_EntityIdentifier=uspsw_cQ57VsDCvTdDJ-bXmzrnoiHzfmj-RTUq1VUVMveQ.&amp;">IPTV USP</a> .</p>
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		<title>Gratidão, esforço e humildade</title>
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		<pubDate>Mon, 11 Jan 2010 11:17:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Revista Espaço Aberto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[“Nunca fui inteligente, mas era esforçado. Se aqueles meninos não me gozassem, falaria errado até hoje.” Por Mariana Franco Kokei Uehara, Professor Emérito da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, conta com alegria sua vida, expressando a todo momento sua gratidão pelo Brasil, país que o acolheu, e pela USP. Aos recém-completos 82 anos, [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_7402" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2009/12/kokei-uehara-em-sua-casa-no-butanta.jpeg"><img class="size-medium wp-image-7402" src="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2009/12/kokei-uehara-em-sua-casa-no-butanta-300x198.jpg" alt="Kokei Uehara em sua casa no Butantã" width="300" height="198" /></a><p class="wp-caption-text">Kokei Uehara em sua casa no Butantã</p></div>
<p><em>“Nunca fui inteligente, mas era esforçado. Se aqueles meninos não me gozassem, falaria errado até hoje.”</em></p>
<p><strong>Por Mariana Franco</strong></p>
<p>Kokei Uehara, Professor Emérito da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, conta com alegria sua vida, expressando a todo momento sua gratidão pelo Brasil, país que o acolheu, e pela USP. Aos recém-completos 82 anos, o professor se recupera de um acidente acontecido no ônibus, dentro da Cidade Universitária. “Um milagre!”, afirma ele, andando novamente pela casa, sem maiores sequelas, ao relembrar que durante os meses anteriores chegou-se mesmo a considerar a necessidade de amputação das pernas.</p>
<p>Aposentado desde 1997, Uehara continuou lecionando e trabalhando em outros órgãos da Universidade, como a Comissão de Cooperação Internacional (CCInt), tudo gratuitamente. Atualmente dá aulas apenas para uma turma da pós-graduação. No ano 2000, por decisão da Congregação da Poli, recebeu o título de Professor Emérito, concedido até hoje a apenas 15 professores. “Alguns jovens dizem que sou maluco por trabalhar de graça, mas o faço por gratidão, para devolver ao Brasil e à USP, um pouquinho do muito que me deram”, explica.</p>
<p>Uehara nasceu no ano de 1927, em Okinawa, província no extremo sul do Japão. De uma família de oito irmãos, veio para o Brasil em 1936, a bordo do navio Santos Maru, encontrar os quatro irmãos que aqui já estavam, trabalhando na lavoura. “Meus nove anos, completei no Oceano Índico!” Os pais e duas irmãs continuaram no Japão e, infelizmente, seu pai e uma das irmãs foram mortos pela Segunda Guerra Mundial. “Okinawa, acho, era o pior lugar durante a guerra. Minha casa ficava pertinho do aeroporto internacional, era muito visado. Não sobrou nada de lá. Não preciso nem dizer que sou contra a guerra, não é? Quem perde familiares assim não pode se posicionar de outra maneira.”</p>
<p>Uehara morou em Olímpia, interior de São Paulo. “Eu era o caçulinha, e só estudei graças aos meus irmãos, que ficaram puxando enxada.” Relembrando-se dos anos do grupo escolar, expõe também suas raízes caipiras. Morava há 11km da escola e tinha de pegar a jardineira. “Jardineira é uma palavra bonita, e eu procuro manter isso, a minha caipirice. Quando chovia a jardineira não passava e eu ia correndo para a escola. Chegava atrasado, e a dona Maria Aparecida Cardoso, minha professora, colocava a mão no meu peito e falava: ‘Kokei, seu coraçãozinho vai saltar pra fora. Quando estiver chovendo não precisa vir’. Mas com esse incentivo é que eu ia correndo mais animado ainda!”</p>
<p>O português, aprendeu com empenho. Por um mês ficou num internato, estudando para a admissão ginasial. De madrugada, os colegas o acordavam para gozar de seu modo de falar. “Todas as noites eles batiam na minha cama: ‘Japonês, acorda!’. Fiquei com muita raiva mas não podia brigar. Estudei para valer. Na 3ª série ginasial tive minha vingança: tirei a única nota 10 em português de todo o colégio. Nunca fui inteligente, mas era esforçado. Se aqueles meninos não tivessem me gozado, falaria errado até hoje.”</p>
<p>Em 1949, Uehara ingressou na Escola Politécnica. Desde o ano de 1952 já trabalhava como assistente de professores, e assim que terminou o curso, no final de 53, já dava aulas. Foi oficializado professor no ano de 58, e não mais parou de lecionar. Sua área de atuação sempre foi a hidráulica, tornando-se o maior especialista em construção de barragens do País.</p>
<p>Além da carreira acadêmica, trouxe para o Brasil o primeiro modelo reduzido de barragem. Fez todo o estudo hidráulico da construção de Itaipu e projetou muitas outras barragens no País e fora dele, no Peru e Bolívia, muitas vezes gratuitamente. Em uma obra na Amazônia, uma vez, teve de desviar em um quilômetro o curso de um rio. Por esse fato, sua biografia, escrita por Aldo Pereira, foi batizada de Domador de Rios.</p>
<p>Trabalhou ainda, gratuitamente, como consultor técnico de obras da cidade de São Paulo e foi por dez anos, representante do Brasil na Unesco, no Decênio Hidrológico Internacional. É presidente da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social – Bunkyo, e em 2008 foi presidente da comissão das comemorações do Centenário da Imigração Japonesa ao Brasil.</p>
<p>Mesmo detentor de tantos títulos, Uehara é muito humilde. “O que conhecemos da engenharia, medicina, física, química, matemática, tudo – é muito pouco. E vivemos aplicando só este pouquinho. Somos como dom-quixotes. Existem muitas coisas que não entendemos, que a humanidade não entende, mas pensa que sabe. Tem quem pense que sabe tudo e que os outros é que são burros. Por isso provoca-se guerras. É o grande erro da humanidade. Precisamos de humildade diante da natureza para fazer obras. Precisamos de humildade também para evitar guerras, ódio, matanças”, conclui.</p>
<p><strong>Saiba mais sobre a <a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/?p=7404&amp;preview=true" target="_blank">importância da educação na vida de Kokei Uehara</a>.</strong></p>
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		<title>A educação acima do ensino</title>
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		<pubDate>Mon, 11 Jan 2010 11:17:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Revista Espaço Aberto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[“Fico revoltado quando dizem que o Brasil não tem bons professores. Eu tive bons professores.” Por Mariana Franco Desde a infância, a vida de Kokei Uehara foi marcada pela forte presença da educação. Ele recorda-se agradecido dos professores que teve ao longo da vida, principalmente dos primeiros, que o ajudaram quando menino, recém-chegado do Japão. [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2009/12/kokei-uehara.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-7405" src="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2009/12/kokei-uehara.jpg" alt="" width="292" height="280" /></a><em>“Fico revoltado quando dizem que o Brasil não tem bons professores. Eu tive bons professores.”<br />
</em></p>
<p><strong>Por Mariana Franco </strong></p>
<p>Desde a infância, a vida de Kokei Uehara foi marcada pela forte presença da educação. Ele recorda-se agradecido dos professores que teve ao longo da vida, principalmente dos primeiros, que o ajudaram quando menino, recém-chegado do Japão. Reconhece também a importância da família, que sempre o incentivou a estudar e a ter uma rica formação geral.</p>
<p>“Eu não gostava muito de estudar, gostava um pouquinho só. Ir bem nas aulas, tirar nota dez, era obrigação, mas sempre fui orientado a não ficar só no livro da escola. Quando entrei na Poli, não ganhei parabéns dos meus irmãos, mas soube que eles ficaram satisfeitos. Vim para São Paulo estudar e eles disseram: ‘Não fique só estudando engenharia. Não adiantará nada você ser um engenheiro casca-grossa, que ficará desempregado e infeliz em pouco tempo. É preciso ter cultura geral’. Fiquei muito feliz!”</p>
<p>Uehara tinha a obrigação com os irmãos de escrever-lhes cartas todos os domingos – em japonês. “Eu era quase analfabeto em japonês, mas escrevia todo domingo”, relembra. Nas férias entre o 3º e o 4º ano da faculdade, surgiram várias oportunidades de estágios. Pensando em trabalhar para ajudar a família, diminuindo a remessa de dinheiro que lhe enviavam, escreveu aos irmãos pedindo permissão para estagiar. A resposta foi bem diferente do esperado da maioria das famílias. “Logo na primeira linha diziam: ‘Se essa escola te dá a chance de fazer estágio, essa escola não presta. É melhor você voltar a puxar enxada’. Por fim, proibiram-me de estagiar e disseram que se eu realmente tivesse tempo livre, que fosse estudar algum instrumento musical ou filosofia. Muitas horas da minha graduação foram dedicadas ao estudo de coisas que não serviam muito para a engenharia. Mas são as que mais valem para a vida.”</p>
<p>Além de lecionar na USP, deu aulas para a pós-graduação da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), fundou a Fatec São Paulo e o curso de engenharia da Unip. Ao longo de todos esses anos, teve cerca de 7 mil alunos. “A área da educação sempre foi a minha vida. Procurei preparar os meus alunos em nível internacional, e para que fossem cidadãos dignos. Só isso. Fico revoltado quando dizem que o Brasil não tem bons professores. Eu tive bons professores.”</p>
<p>Uehara preocupa-se ao pensar na educação de hoje. O ensino, segundo ele, por vezes é mais valorizado que a educação. Mas esta é a junção de vários fatores, dentre os quais o ensino. “A educação é formada por perninhas. Numa antiga definição chinesa elas eram a ética e a moral, o ensino e o estudo, e a saúde. Hoje temos outras. Eu citaria a sensibilidade ao belo – seja criado pelo homem ou pela natureza, apreciar tanto uma obra de Beethoven ou Bach quanto um chorinho, procurar entender a arte, a literatura.”</p>
<p>“Então eu diria a interação entre o indivíduo, a família e a sociedade, e essa perninha me preocupa. A família tem que estar unida, ter conversa, é preciso haver respeito. Depois, um indivíduo não pode ficar ilhado – ele está dentro da sociedade. Nós vivemos num conjunto, um depende do outro e ninguém é mais importante que ninguém – seja lixeiro, deputado, professor. A outra perninha para mim é o meio ambiente, e depois você cria outras que julgar necessárias.”</p>
<p>“Por isso tudo, não adianta só estudar. Cultura, respeito, integrar-se à sociedade, isso não se aprende ao fim de um curso de jornalismo, engenharia ou medicina. Temos de ir estudando e tentando fazer nossa análise interna antes de julgar os outros. Aprendemos pela vida toda”, conclui.</p>
<p><strong>Leia mais sobre a <a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/?p=7401&amp;preview=true" target="_blank">trajetória e a vida de Kokei Uehara</a>.</strong></p>
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		<title>A ciência na vida de Bagnato</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Dec 2009 13:10:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Revista Espaço Aberto</dc:creator>
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		<category><![CDATA[física são carlos]]></category>
		<category><![CDATA[vanderlei bagnato]]></category>

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		<description><![CDATA[“Desde o primário, já percebia que a vida dos cientistas me fascinava” Por Amanda Previdelli Vanderlei Salvador Bagnato foi um dos 50 novos membros eleitos neste ano para a Academia de Ciências para o Mundo em Desenvolvimento (TWAS). A organização tem como um dos seus principais objetivos reconhecer, apoiar e promover a excelência em pesquisas [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_6943" class="wp-caption alignleft" style="width: 228px"><a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2009/11/f1.jpg"><img class="size-medium wp-image-6943" title="Arquivo Pessoal" src="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2009/11/f1.jpg" alt="O professor Bagnato quando criança" width="218" height="299" /></a><p class="wp-caption-text">O professor Bagnato quando criança</p></div>
<p><em>“Desde o primário, já percebia que a vida dos cientistas me fascinava”</em></p>
<p><strong>Por Amanda Previdelli</strong></p>
<p>Vanderlei Salvador Bagnato foi um dos 50 novos membros eleitos neste ano para a Academia de Ciências para o Mundo em Desenvolvimento (TWAS). A organização tem como um dos seus principais objetivos reconhecer, apoiar e promover a excelência em pesquisas em países subdesenvolvidos e em desenvolvimento. “É uma grande satisfação ter sido escolhido. Como membro da TWAS, pretendo ser atuante na área de ciência com responsabilidade social”, afirma Bagnato.<br />
<span id="more-6942"></span></p>
<p>O pesquisador e professor do Instituto de Física de São Carlos nasceu nessa cidade em 1958, onde também cresceu e estudou. A ciência sempre foi um assunto que o encantou: “Desde o primário, já percebia que a vida dos cientistas me fascinava”, conta. Seu pai, que tinha uma galvanoplastia (aparelho que possibilita a deposição de um metal sobre o outro para, dentre outros usos, melhorar a aparência de um objeto metálico), o ensinou muito sobre eletroquímica e ciência. “Esta profissão de meu pai certamente foi muito determinante para mim. Sempre trabalhava com ele e usava a oficina dele, no fundo de nossa casa, como meu próprio laboratório”, explica Bagnato.</p>
<div id="attachment_6944" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2009/11/f3.jpg"><img class="size-medium wp-image-6944" title="Arquivo Pessoal" src="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2009/11/f3-300x198.jpg" alt="Com sua esposa e seu primeiro filho" width="300" height="198" /></a><p class="wp-caption-text">Com sua esposa e seu primeiro filho</p></div>
<p>Com o fim do colegial, o pesquisador prestou Física na USP e Engenharia de Materiais na UFSCAR. “Acabei me formando nas duas e a continuidade foi em Física”, diz. Depois da graduação veio o estudo no Massachusetts Institute of Technology (MIT), em Boston, Estados Unidos. O período de doutorado trouxe a especialização em Física Atômica. “Essa área me completou, pois é fundamental à Física e permite aprender coisas todos os dias”, conta o professor. Para ele, também é muito importante que seja uma área atraente para estudantes e novos pesquisadores.</p>
<p>“Sou muito satisfeito com aquilo que faço”, diz Bagnato sobre seu trabalho. A pesquisa do professor conquistou diversas parcerias e as contribuições feitas tanto em física atômica quanto em outras áreas científicas foram as bases para sua eleição como membro da Academia de Ciências.</p>
<div id="attachment_6945" class="wp-caption alignleft" style="width: 272px"><a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2009/11/vander1.jpg"><img class="size-medium wp-image-6945" title="Arquivo Pessoal" src="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2009/11/vander1-262x300.jpg" alt="O professor Vanderlei Bagnato" width="262" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">O professor Vanderlei Bagnato</p></div>
<p>O professor é casado e tem um dois de filhos: Luciano, que estuda publicidade, e Renata, estudante de medicina. Bagnato conta que se casou com a pessoa com quem começou a namorar com 16 anos. E completa: “Minha mulher é certamente a minha maior colaboradora”.</p>
<p>A conquista de uma cadeira na TWAS foi um grande marco na vida desse cientista que já estudou partículas moleculares, Einstein e câncer. “Todo reconhecimento ao nosso trabalho sempre nos dá uma satisfação muito grande”, explica. Bagnato vê a eleição como uma oportunidade de incentivar a ciência no Brasil: “Sou bastante otimista com a ciência brasileira e com o fato de que poderemos criar novas gerações que irão transformar nosso pais naquele que todos sonhamos. Tenho plena convicção que através da ciência é que construiremos uma melhor cidadania”, conclui.</p>
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		<title>Walter Colli e a paixão pela pesquisa</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Nov 2009 11:10:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Revista Espaço Aberto</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Bioquímica]]></category>
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		<description><![CDATA[“O trabalho de pesquisa é um exercício de liberdade” Por Amanda Previdelli Walter Colli é professor e pesquisador no Instituto de Química da USP. Seu vínculo com a Universidade de São Paulo vem desde a década de 1950, quando ingressou no curso de Medicina da Faculdade de Medicina (FMUSP). Recentemente, o professor foi um dos [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_6479" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2009/11/o-pesquisador-em-seu-laboratorio-cica.jpg"><img class="size-medium wp-image-6479" title="Cecília Bastos" src="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2009/11/o-pesquisador-em-seu-laboratorio-cica-300x198.jpg" alt="O pesquisador em seu laboratório" width="300" height="198" /></a><p class="wp-caption-text">O pesquisador em seu laboratório</p></div>
<p><em>“O trabalho de pesquisa é um exercício de liberdade”</em></p>
<p><strong>Por Amanda Previdelli</strong></p>
<p><span id="more-6478"></span></p>
<p>Walter Colli é professor e pesquisador no Instituto de Química da USP. Seu vínculo com a Universidade de São Paulo vem desde a década de 1950, quando ingressou no curso de Medicina da Faculdade de Medicina (FMUSP). Recentemente, o professor foi um dos pesquisadores brasileiros laureados com o Prêmio Scopus, dado em parceria entre a Capes e a Editora Elsevier. São escolhidos aqueles que publicaram trabalhos científicos de relevância e que formaram discípulos ao longo da carreira. “É evidente que fiquei contente”, conta Colli. “Dizem que nós brasileiros somos hipócritas porque fazemos de conta que somos modestos, mas prêmios são importantes como uma forma de incentivo e de reconhecimento”, completa.</p>
<p>Colli nasceu em São Paulo, no bairro do Brás. Sua família, de ascendência italiana, era de baixa renda e vivia em uma casa localizada numa vila, que não tinha banheiro ou chuveiro. Aos nove anos, seu pai faleceu e ele foi morar com sua mãe e a irmã mais nova com um tio materno que lhe pagou um curso de datilografia e o empregou na firma da qual era sócio. Desde os dez anos, Walter Colli trabalhava com o faturamento e pagamento em bancos da cidade para a empresa de seu tio. Nessa época, estudou em colégios públicos de São Paulo. Aos 17 anos entrou na Faculdade de Medicina.</p>
<div id="attachment_6538" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2009/11/walter-colli-nos-ensaios-do-grupo-de-teatro-onde-conheceu-a-esposa-arquivo-pessoal.jpg"><img class="size-medium wp-image-6538" title="Arquivo pessoal" src="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2009/11/walter-colli-nos-ensaios-do-grupo-de-teatro-onde-conheceu-a-esposa-arquivo-pessoal-300x144.jpg" alt="Walter Colli nos ensaios do grupo de teatro onde conheceu a esposa" width="300" height="144" /></a><p class="wp-caption-text">Walter Colli nos ensaios do grupo de teatro onde conheceu a esposa</p></div>
<p>A escolha pela Faculdade de Medicina surgiu de seu apreço pela pesquisa em Genética. “Além disso”, afirma, “se fosse médico tinha a certeza de que não passaria necessidades como tinha passado na minha infância”. Em seu primeiro ano na FMUSP, conheceu o professor Isaías Raw, que deu aulas extracurriculares de Genética para sete alunos interessados. No segundo semestre, Walter Colli passou a trabalhar como bioquímico junto de Isaías Raw – e não parou mais.</p>
<p>No quarto ano da faculdade, Colli montou um grupo de teatro junto com outros alunos. “Eu gostava de teatro. Juntei uns colegas e perguntei ‘vamos fazer teatro?’”, conta. Foi através desse grupo que ele conheceu Anita, sua esposa. “Ela veio juntar-se a nós, muito tímida, talvez para perder a timidez”, diz. Ela era uma caloura na Faculdade de Medicina quando eles se conheceram e se apaixonaram: “Eu me declarei a ela por um estetoscópio. Em uma de nossas peças, usávamos um estetoscópio. Um dia, eu pedi para ela colocá-lo no ouvido e falei ‘eu te gosto’”, conta. Em 1963, os dois estavam casados. Pouco tempo depois, tiveram seus dois filhos: Celso, pai de Joana e Rui, e Eduardo, pai de Lea.</p>
<p>Anita foi com Walter Colli para Nova York, onde o pesquisador e professor passou quatro anos em seu pós-doutoramento e em um estágio de biologia molecular. Quando voltou, no início de 1970, ele decidiu que deveria usar como modelo um parasita pouco estudado e de importância médica no Brasil e na América Latina, o Trypanosoma cruzi, responsável pela doença de Chagas. “São 39 anos de estudo, com algumas descobertas, mas sem ainda entender como o parasita se liga à célula hospedeira e nela penetra.”</p>
<div id="attachment_6539" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2009/11/colli-sua-mulher-e-seus-filhos-cica.jpg"><img class="size-medium wp-image-6539" title="Arquivo pessoal" src="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2009/11/colli-sua-mulher-e-seus-filhos-cica-300x198.jpg" alt="Colli, sua mulher e seus filhos" width="300" height="198" /></a><p class="wp-caption-text">Colli, sua mulher e seus filhos</p></div>
<p>As publicações resultantes desse estudo e os estudantes formados durante ele fundamentaram a concessão do prêmio Scopus.</p>
<p>Atualmente, Walter Colli leciona no Instituto de Química para turmas da graduação e pós-graduação e é pesquisador do instituto. “O trabalho de pesquisa é um exercício de liberdade”, diz, “escolhe-se o tema com base na curiosidade e monta-se uma estrutura para responder às perguntas”. O pesquisador enfatiza o prazer que sente no que faz e fato de poder ensinar jovens enquanto estuda o que tem curiosidade. Ele conta que, apesar de muitos verem a pesquisa científica como algo mecanicista, para ele é muito mais do que isso – é um livre exercício intelectual. “Um jogo de raciocínio que todos os dias se exerce com um grupo de jovens, ensinando e aprendendo em tempo integral. A ciência é parte do universo da cultura”, conclui.</p>
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		<title>Entre a USP e a França</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Oct 2009 15:35:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Revista Espaço Aberto</dc:creator>
				<category><![CDATA[comunidade usp]]></category>

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		<description><![CDATA[“Marca muito o imaginário de uma menina comemorar seus 10 anos em Paris!” Por Mariana Franco Lisbeth Rebollo, professora da Escola de Comunicações e Artes (ECA) e atual diretora do Museu de Arte Contemporânea (MAC), recebeu, em 21/8, do Ministério da Cultura e Comunicação da França, a nomeação de Cavalheiro das Artes e Letras, em [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_5875" class="wp-caption alignleft" style="width: 208px"><a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2009/09/lisbeth-rebolo-goncalves-cbr_0064.jpg"><img class="size-medium wp-image-5875" title="Cecilia Bastos" src="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2009/09/lisbeth-rebolo-goncalves-cbr_0064-198x300.jpg" alt="Lisbeth Rebolo Gonçalves" width="198" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Lisbeth Rebolo Gonçalves</p></div>
<p><em>“Marca muito o imaginário de uma menina comemorar seus 10 anos em Paris!”<br />
</em><br />
<strong>Por Mariana Franco<br />
</strong><br />
Lisbeth Rebollo, professora da Escola de Comunicações e Artes (ECA) e atual diretora do Museu de Arte Contemporânea (MAC), recebeu, em 21/8, do Ministério da Cultura e Comunicação da França, a nomeação de Cavalheiro das Artes e Letras, em reconhecimento às atividades de divulgação da cultura francesa realizadas no MAC sob sua diretoria, durante o Ano da França no Brasil. Sua relação com o país europeu, entretanto, começou muito antes, ainda na infância.</p>
<p>Lisbeth nasceu na década de 40, em São Paulo, filha de Francisco Rebolo e Lisbeth Krombholz Gonsales. Devido à ocupação do pai, pintor, cresceu entre artistas, num meio bastante ativo do panorama cultural da época. Rebolo fora o fundador do Grupo Santa Helena, associação de artistas, em sua maioria descendentes de imigrantes, que se encontravam no Palacete Santa Helena, importante para a consolidação da arte moderna e o movimento pró-criação do Museu de Arte Moderna (MAM).<br />
<span id="more-5874"></span><br />
“A Primeira Bienal de São Paulo visitei nos ombros do meu pai. Lembro-me de passar no meio de muita gente, vendo algumas obras de arte” recorda sobre o evento ocorrido em 1951, do qual o pai foi um dos representantes e expositores.</p>
<p><a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2009/09/em-viagem-na-franca-em-companhia-do-pai.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-5876" title="em-viagem-na-franca-em-companhia-do-pai" src="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2009/09/em-viagem-na-franca-em-companhia-do-pai.jpg" alt="Em viagem na franca em companhia do pai" /></a>Ela e os pais foram os segundos moradores do bairro do Morumbi, habitando uma chácara arrendada. “Nenhum privilégio”, lembra ela, já que “o bairro era só mato e terra”. Na chácara da família hospedaram-se alguns amigos do pai, artistas franceses que passavam por momentos difíceis com a recessão do pós-guerra em seu país. Menina, já apreciava o som da língua.</p>
<p>Entre os anos de 1955 e 1956, graças a um prêmio ganho pelo pai, toda a família passa um ano e meio viajando por diversos países da Europa. Assim, ainda criança, teve o privilégio de conhecer toda a França e parte da Europa. “Foi o primeiro contato direto que tive com a Europa e com a França. Meus 10 anos, comemorei-os em Paris. A festinha foi no hotel em que estávamos hospedados, um hotel pequeno. Estavam lá também o (Mário) Zanini, pintor e decorador brasileiro, e sua mulher. O país ainda se reerguia da guerra, mas era tudo muito impactante. É um fato que marca muito o imaginário de uma menina passar seus 10 anos em Paris!”</p>
<p>Durante a estada na Europa, estudou com professores particulares o necessário para retomar o ginásio (atual ensino fundamental) quando retornasse ao Brasil. “A disciplina obrigatória, porém, era História da Arte”, conta. O pai fazia questão de que ela visitasse museus e monumentos históricos. “Lembro-me de ficar muito impressionada ao entrar na área de exposição da fase negra de Goya, no Museu do Prado, na Espanha. Visitei o Louvre e o túmulo de Napoleão. Imagine o impacto, quando se é pequena, de ver o lugar onde Napoleão estava enterrado!”</p>
<p>Durante a viagem, visitaram o pintor e amigo da família Robert Tatin, que passara uma temporada hospedado na chácara do Morumbi. Para encontrar o amigo, foram à Bretanha (região da França). “Lá as mulheres ainda usavam roupas típicas, com chapeuzinhos altos, de renda branca. Havia também muitos campos de macieiras. As maçãs caíam das árvores e rolavam pela estrada, onde as pegávamos” recorda-se. “Também o sul da França, a Costa Azul, era tudo muito impressionante!”</p>
<p><a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2009/09/na-italia-com-o-pai-e-a-poetisa-lucy-teixeira.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-5877" title="na-italia-com-o-pai-e-a-poetisa-lucy-teixeira" src="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2009/09/na-italia-com-o-pai-e-a-poetisa-lucy-teixeira.jpg" alt="Na Italia com o pai e a poetisa Lucy Teixeira" /></a>Lisbeth entrou na USP em 1967, <a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/?p=5869&amp;preview=true" target="_blank">de onde não mais saiu</a>.  Graduou-se em bacharelado e licenciatura no curso de Ciências Sociais. Seu mestrado e doutorado desenvolveu na área de Sociologia da Arte. Em 1983 passou a trabalhar no MAC e, posteriormente, em 1987, ingressou na carreira docente, na Escola de Comunicações e Artes (ECA).</p>
<p>A professora retornou à França, entre os anos de 1996 a 2000, passando por lá pequenos períodos para desenvolvimento de sua pesquisa, em cooperação Inter-Universitária, sobre a comunicação desenvolvida no espaço de exposições de arte contemporânea, que originou sua livre-docência. “Voltar ao país com preocupações profissionais, para estudar, ver e aprender com uma cultura tão rica, foi como reatar uma ligação com aquele espaço, que me fora importante na primeira infância” pondera.<br />
A condecoração do Ministério da Cultura da França vem graças a exposições, seminários e palestras com especialistas franceses convidados que ocorreram no MAC. Pelo Ano da França no Brasil, quatro exposições foram montadas: “A França no MAC”, “Arte Frágil”, “Renault, uma aventura moderna” e “O Mundo sem medida”.</p>
<p>“Fico muito feliz com o reconhecimento ao trabalho. Este prêmio não é só meu, mas da USP também, pois reconhece a importância da Universidade com a abertura de espaços em seus museus para essas relações internacionais” finaliza.</p>
<p><strong>Leia mais sobre a longa história de Lisbeth na USP <a title="aqui" href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/?p=5869&amp;preview=true" target="_blank">aqui</a>.</strong></p>
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		<title>Uma vida da academia e das artes</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Oct 2009 16:34:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Revista Espaço Aberto</dc:creator>
				<category><![CDATA[comunidade usp]]></category>

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		<description><![CDATA[“Nem sei me imaginar fora da USP.” Por Mariana Franco Desde pequena, Lisbeth Rebollo tinha um gosto espacial pela pesquisa. Mexia nos arquivos do pai, lia documentos e jornais de época, organizava-os. Já naquele tempo gostava de lidar com a informação ainda não sistematizada. Ela cresceu num meio privilegiado, tendo desde cedo contato com o [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_5870" class="wp-caption alignleft" style="width: 351px"><a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2009/09/com-o-pai-em-seu-atelier.jpg"><img class="size-medium wp-image-5870" title="com-o-pai-em-seu-atelier" src="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2009/09/com-o-pai-em-seu-atelier.jpg" alt="Com o pai em seu atelier" width="341" height="245" /></a><p class="wp-caption-text">Com o pai em seu atelier</p></div>
<p><em>“Nem sei me imaginar fora da USP.”<br />
</em><br />
<strong>Por Mariana Franco<br />
</strong><br />
Desde pequena, Lisbeth Rebollo tinha um gosto espacial pela pesquisa. Mexia nos arquivos do pai, lia documentos e jornais de época, organizava-os. Já naquele tempo gostava de lidar com a informação ainda não sistematizada.<br />
Ela cresceu num <a title="num meio privilegiado" href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/?p=5874" target="_blank">meio privilegiado</a>, tendo desde cedo contato com o mundo artístico. Quando chegou a hora de se decidir por uma graduação, queria a área de humanas, mas não tinha certeza quanto ao curso. Na época ainda não existiam os cursos da Escola de Comunicações e Artes.</p>
<p>Em dúvida entre Letras, Filosofia ou Ciências sociais, recebeu orientação de seu pai para que fosse conversar com Sérgio Milliet, crítico de arte, grande humanista e amigo da família. Lisbeth seguiu as palavras que ele então proferiu: “Se você tem dúvida, faça Ciências Sociais, porque assim terá uma formação bastante ampla no campo humanístico e em seguida poderá se direcionar para o campo com o qual tem maior afinidade”.</p>
<p>Assim, ingressou na USP em 1967, onde graduou-se bacharel e licenciada em Ciências Sociais. Chegando ao mestrado, apresentou a seu professor dois projetos, um sobre arte e outro sobre antropologia. O orientador não teve dúvidas: “Nem vou ler o outro para não ficar com remorso”. Faltavam, na época, pesquisas no campo da arte, e foi para o estudo da Sociologia em artes visuais que ela se direcionou.</p>
<div id="attachment_5871" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2009/09/lisbeth-desenhada-pelo-pai.jpg"><img class="size-medium wp-image-5871" title="lisbeth-desenhada-pelo-pai" src="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2009/09/lisbeth-desenhada-pelo-pai-300x254.jpg" alt="Lisbeth desenhada pelo pai" width="300" height="254" /></a><p class="wp-caption-text">Lisbeth desenhada pelo pai</p></div>
<div id="attachment_5872" class="wp-caption alignleft" style="width: 275px"><a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2009/09/com-o-pai-na-chacara-do-morumbi.jpg"><img class="size-medium wp-image-5872" title="com-o-pai-na-chacara-do-morumbi" src="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2009/09/com-o-pai-na-chacara-do-morumbi.jpg" alt="Com o pai na chacara do morumbi" width="265" height="424" /></a><p class="wp-caption-text">Com o pai na chacara do morumbi</p></div>
<p>Trabalhou, em seu mestrado, sobre a contribuição do pintor Aldo Bonadei para a arte brasileira. Graças à sua ligação com o grupo Santa Helena, Lisbeth conseguiu com a família do pintor, então recentemente falecido, toda uma documentação inédita, sobre a qual pode se debruçar.</p>
<p>Lidando com pintura, descobriu muito material sobre crítica de arte. Tendo desde pequena proximidade com o crítico Sérgio Milliet, quis conhecer melhor seu trabalho. Seu doutorado desenvolveu-se então sobre crítica de arte e em torno de Milliet.</p>
<p>Em 1983 passa a trabalhar no MAC, onde dirige a Divisão Científica, lidando com acervo e pesquisa. Não havia então carreira docente nos museus. Desejosa de dar continuidade à carreira e aos estudos, ingressa em 1987 na carreira docente, na Escola de Comunicações e Artes. Dentro da ECA, no Departamento de Comunicações e Artes, desenvolveu diversas disciplinas e linhas de pesquisa, sempre ligadas à crítica de arte e arte contemporânea. Em 1994 foi nomeada para a diretoria do MAC, função que desempenhou até 1998.</p>
<p>Na sua livre-docência, chegou ao campo das exposições de arte, completando com ela os assuntos já abordados em suas teses de mestrado e doutorado. Entre os anos de 1996 e 2000, desenvolve pesquisa sobre a comunicação no espaço das exposições de arte contemporânea, em parceria com uma comissão universitária francesa. Passa pequenos períodos de tempo em pesquisas na França, como que reatando a ligação com um lugar que já lhe era importante na infância.</p>
<p>Agora se encontra na diretoria do MAC novamente, em gestão até 2010. Quando perguntada sobre os motivos de sua ligação tão longa com a Universidade, diz ser o gosto pelo estudo e pesquisa que a mantém aqui. “Estudei e toda minha carreira profissional se desenvolveu aqui. Nem sei me imaginar fora da USP! Sempre me voltei para a vida universitária e acadêmica. A universidade é o campo por excelência para a construção desse projeto: estudo, pesquisa e divulgação para o próximo do que você consegue colher”, declara.</p>
<p><strong>Saiba mais sobre a infância de Lisbeth e de seu vínculo com a França </strong><a title="aqui" href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/?p=5874" target="_blank"><strong>aqui</strong></a><strong>.</strong></p>
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		<title>A trajetória premiada de Wagner Gattaz</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Sep 2009 11:26:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Revista Espaço Aberto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[“Estamos aqui para servir à Universidade, aos pacientes e ao Brasil” Por Márcia Scapaticio Psiquiatra renomado e presidente do Conselho Diretor do Instituto de Psiquiatria (IPq), do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina (HCFM) Wagner Farid Gattaz possui uma trajetória profissional admirável. Só no ano de 2009, foi contemplado com o Prêmio de Pesquisa [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2009/08/wagner-gattaz-234-09-cbr22.jpeg"><img class="alignleft size-medium wp-image-5352" title="wagner-gattaz-234-09-cbr22" src="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2009/08/wagner-gattaz-234-09-cbr22-300x198.jpg" alt="" width="300" height="198" /></a>“Estamos aqui para servir à Universidade, aos pacientes e ao Brasil”</p>
<p><strong>Por Márcia Scapaticio</strong></p>
<p>Psiquiatra renomado e presidente do Conselho Diretor do Instituto de Psiquiatria (IPq), do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina (HCFM) Wagner Farid Gattaz possui uma trajetória profissional admirável. Só no ano de 2009, foi contemplado com o Prêmio de Pesquisa da Word Federation of the Societies of the Biological Psichiatry, que faz referência ao desenvolvimento de seu trabalho no decorrer dos anos na área de neurociência e doenças neuropsiquiátricas, como esquizofrenia e depressão, e com o Prêmio Internacional de Epidemiologia e Psiquiatria Clínica, oferecido pela Universidade de Zurique.</p>
<p>Gattaz nasceu em São José do Rio Preto em 1951, mudou-se para São Paulo, onde realizou o ensino médio no Colégio Bandeirantes e, em 1975, formou-se em Medicina na Faculdade do ABC. O apreço pelas ciências humanas despertou a vontade de especializar-se em psiquiatria. Inspirado pelo médico e filósofo alemão Karl Jaspers, Gattaz dedicou-se ao seu ofício de forma integral, tanto que em outra mudança, viajou para a Alemanha. Em contato com o país e, mais ainda, com o estimado pensamento filosófico de seus autores prediletos, passou por uma fase altamente produtiva.</p>
<p>A dificuldade encontrada na transição entre os países foi sentida na língua alemã. “Sempre lembro de meu professor de filosofia, que costumava dizer ‘Para aprender a filosofar, é necessário aprender a pensar em alemão’ tal comparação ajudou na adaptação à língua e motivou o aprendizado.”<br />
Na Universität Heidelberg, completou seu doutorado em Psiquiatria. “Após essa passagem, fui professor na mesma universidade.” A trajetória se fazia rica em conquistas. Além do aspecto profissional, Wagner Gattaz constituiu família no país, casando-se com Gabrielle, mãe de seus dois filhos, Leonardo e Moritz.</p>
<p><a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2009/08/gabriele_-wagner_-moritz_-leonardo-234-09-div01.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-5353" title="gabriele_-wagner_-moritz_-leonardo-234-09-div01" src="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2009/08/gabriele_-wagner_-moritz_-leonardo-234-09-div01-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a>A cada momento, o país se mostrava menos estrangeiro e a sensação de acolhimento e prosperidade era nítida, porém, em 1996, a aprovação no concurso para professor titular do Departamento de Psiquiatria do IPq provocou o retorno de Gattaz ao Brasil. Não mais um estudante, munido de expectativas renovadas, o professor trouxe na bagagem os ensinamentos de 18 anos vividos na Alemanha e a vontade de encaminhar projetos em seu próprio país.</p>
<p>Empenho e dedicação o conduziram à presidência do Conselho Diretor do IPq. “Como presidente do Conselho Diretor do Instituto de Psiquiatria do HCFM, trabalho em conjunto com a minha equipe em muitas direções, englobando a divulgação das informações científicas, a fim de diminuir o preconceito sobre as doenças psiquiátricas. No caso específico do IPq, as mudanças ocorridas nas últimas décadas reafirmam a nossa busca pela excelência em pesquisas e, principalmente, no caráter assistencial da instituição.”</p>
<p>Quando o assunto é a formação de profissionais, representada pela nova geração de médicos, há motivo para orgulho, pois a oportunidade de residência em psiquiatria é uma das mais concorridas do complexo hospitalar, fato que reflete na excelência e no ensino. “Auxiliar os ingressantes também é algo que me dá muito prazer”, diz o professor.</p>
<p>O trabalho de Wagner Gattaz é reconhecido em suas áreas de atuação, neurociência e doenças neuropsiquiátricas, a esquizofrenia e a depressão. As homenagens reluzem a sua trajetória profissional. No dia 18 de setembro, o professor receberá o Prêmio Internacional de Epidemiologia e Psiquiatria Clínica, oferecido pela Universidade de Zurique, na Suíça.</p>
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		<title>A força feminina em destaque na música clássica</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Aug 2009 11:34:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Revista Espaço Aberto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Perfil “Quando as portas se abrem, através da arte, é possível acreditar em algo melhor” Por Márcia Scapaticio A música falou ao coração desde cedo, tanto que aos seis anos de idade já tinha intimidade com o piano. Influência materna confirmada, Lígia Amadio, nova regente da Orquestra Sinfônica da USP, diz que sua mãe a [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #000000;"><strong>Perfil</strong></span></p>
<p><em>“Quando as portas se abrem, através da arte, é possível acreditar em algo melhor”</em></p>
<div id="attachment_4916" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2009/08/regendo_osn_orquestra-sinfonica-nacional.jpg"><img class="size-medium wp-image-4916" title="regendo_osn_orquestra-sinfonica-nacional" src="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2009/08/regendo_osn_orquestra-sinfonica-nacional-300x200.jpg" alt="Lígia regendo a Orquestra Sinfonica Nacional" width="300" height="200" /></a><p class="wp-caption-text">Lígia regendo a Orquestra Sinfônica Nacional</p></div>
<p><strong>Por Márcia Scapaticio</strong></p>
<p>A música falou ao coração desde cedo, tanto que aos seis anos de idade já tinha intimidade com o piano. Influência materna confirmada, <a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/?p=4919&amp;preview=true" target="_blank">Lígia Amadio, nova regente da Orquestra Sinfônica da USP</a>, diz que sua mãe a encantava com o seu canto: “Acompanhava minha mãe nos ensaios do coral, ela sempre esteve envolvida com música e, com certeza, foi a minha primeira referência”.</p>
<p>Nascida na capital paulista, Lígia percorreu vários lugares do mundo em busca de sua realização profissional, mas voltando à adolescência, quem a fez mudar o caminho? A musicista sempre gostou da área de exatas e se formou em Engenharia de Produção na Escola Politécnica, tal escolha leva a seu pai, autodidata, muito interessado em engenharia, chegando a desenvolver ferramentas e máquinas que o ajudassem no dia a dia.</p>
<p>A vivência acadêmica acabou por aproximá-la da música. Entre números e projetos, participou do coral da Poli, o que criou um desejo de se aprofundar na área cultural. Amante do cinema europeu e da música popular brasileira, Lígia se envolvia ainda mais com as atividades do coral e buscava conciliar a faculdade aos ensaios, porém, o passar do tempo confirmou a música clássica como prioridade.</p>
<p>Após o término de Engenharia, era a vez da regência. Prestou vestibular e iniciou nova carreira na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), optando pelo Bacharelado em Música. O a aperfeiçoamento acadêmico ocorreu em seu mestrado em Artes, também pela Unicamp.</p>
<p>Em sua trajetória, a maestrina aprendeu as escolas musicais de diferentes países, percebendo as particularidades de cada uma. Já se apresentou na Itália, Japão e Alemanha; quem agora é tomada como modelo não se esquece dos mestres: “Estudei com excelentes professores, que me apoiaram em toda minha trajetória profissional”.</p>
<div id="attachment_4917" class="wp-caption alignright" style="width: 255px"><a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2009/08/liginha-5-anos-2.jpg"><img class="size-medium wp-image-4917" title="liginha-5-anos-2" src="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2009/08/liginha-5-anos-2-245x300.jpg" alt="Aos cinco anos" width="245" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Aos cinco anos</p></div>
<p>A formação ampla é enriquecedora, ainda mais quando se fala da atividade musical, que exige uma prática diária. Lígia afirma que rege todos os dias, pois um dia sem exercícios causa um grande impacto no aprendizado. O reconhecimento e o desenvolvimento de um bom trabalho estão relacionados, diretamente, com a disciplina.</p>
<p>“Podemos entender a música ocidental como universal, mas com filosofias distintas.” Especificamente, no caso do Brasil, a regente destaca a importância dos valores humanos agregados pela música: “Problemas sociais devem ser combatidos através da educação e da arte, que é uma atividade não alienada, enriquecendo o cotidiano e as expectativas das pessoas”. Esta afirmação é feita com conhecimento de causa, pois Lígia trabalhou com jovens carentes por dez anos em Osasco, no Conservatório Musical Villa- Lobos.</p>
<p>A importância do ensino da música atinge vários aspectos do convívio social. Mesmo não se tornando, no futuro, um profissional da área, os valores desse aprendizado sempre permanecerão. Essa relação entre a força da arte e a vivência humana são os norteadores da carreira da regente, agora em nova fase, representando a USP com o desenvolvimento de novas ideias e projetos.</p>
<div id="attachment_4923" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2009/08/fabrica_do_pai_c-maquina_projetada_por_ele-jpg.jpg"><img class="size-full wp-image-4923" title="fabrica_do_pai_c-maquina_projetada_por_ele-jpg" src="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2009/08/fabrica_do_pai_c-maquina_projetada_por_ele-jpg.jpg" alt="Na fábrica do pai, com máquina projeta por ele" width="500" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">Na fábrica do pai, com máquina projeta por ele</p></div>
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		<title>A Osusp sob nova batuta</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Aug 2009 11:34:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Revista Espaço Aberto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Perfil &#8211; Expectativas Com a nomeação de Lígia Amadio, intensifica-se o desejo de aproximar os diferentes setores musicais e acadêmicos Por Márcia Scapaticio Nascida na capital paulista, Lígia Amadio, nomeada regente da Orquestra Sinfônica da USP na primeira quinzena de julho, não esconde a satisfação da recém nomeação, ainda mais quando esta se deu por [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Perfil</strong><em> &#8211; Expectativas </em></p>
<p><em>Com a nomeação de Lígia Amadio, intensifica-se o desejo de aproximar os diferentes setores musicais e acadêmicos<br />
</em></p>
<p><a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2009/08/regendo_osn_teatro-municipal_rjcarmina-212.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-4920" title="regendo_osn_teatro-municipal_rjcarmina-212" src="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2009/08/regendo_osn_teatro-municipal_rjcarmina-212-300x201.jpg" alt="" width="300" height="201" /></a>Por Márcia Scapaticio</p>
<p>Nascida na capital paulista, Lígia Amadio, nomeada regente da Orquestra Sinfônica da USP na primeira quinzena de julho, não esconde a satisfação da recém nomeação, ainda mais quando esta se deu por desejo dos próprios músicos: “Eles indicaram meu nome para a Pró-Reitoria de Cultura e Extensão. Recebi uma ligação informando sobre a escolha e me senti lisonjeada, aceitando prontamente o convite.”</p>
<p>A maestrina já possuía uma história com a Universidade. Formou-se em Engenharia de Produção na Escola Politécnica, contudo, a música que fez parte de sua vida, desde a infância, foi privilegiada e se tornou muito mais que um prazer, mas sua profissão. A vivência acadêmica acabou por aproximar Lígia da música, tanto que, quando acompanhou uma amiga para um teste do coral da Poli, também participou e, claro, foi aprovada. Durante esse período, concluiu o curso de engenharia, contudo a aridez da profissão a incomodava um pouco: “ A música também tem seu lado exato e me satisfazia plenamente, então prestei vestibular novamente e escolhi a Regência.”</p>
<div id="attachment_4921" class="wp-caption alignright" style="width: 199px"><a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2009/08/premio_tokyo_international_music.jpg"><img class="size-medium wp-image-4921" title="premio_tokyo_international_music" src="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2009/08/premio_tokyo_international_music-189x300.jpg" alt="Prêmio Tokio Internacional Music" width="189" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Prêmio Tokio Internacional Music</p></div>
<p>Além do aspecto estrutural, Lígia, em contato com a pró-reitoria, ressalva a necessidade de aproximar a Osusp, a Orquestra Juvenil da Escola de Comunicações e Artes e o coral. “Nosso objetivo é unir os departamentos, mantendo a identidade de cada um, assim é possível aumentar a troca de conhecimento e o aprendizado dos músicos e dos alunos.”</p>
<p>Outro projeto mostra-se uma necessidade contemporânea, que é a digitalização do acervo musical da Osusp e posterior disponibilização na internet. Lígia afirma que a execução da ideia ainda está em discussão com os departamentos responsáveis, mas que “o primeiro passo é em direção à preservação do acervo, visto que, a partir da transcrição dos arquivos para o digital os músicos poderão fazer novos arranjos nas canções já existentes.”</p>
<p>Levar ao entendimento do público que a Orquestra também é parte integrante da academia é um dos enfoques deste período de renovação, pois o trabalho será realizado pelos pesquisadores e estudantes, confirmando um dos papeis da extensão universitária, que é a realização da pesquisa e a abertura de oportunidades para músicos e pós- graduandos.<br />
Lígia se mostra disposta a abraçar o novo desafio de dirigir a Osusp e aplicar a sua diversificada trajetória para, através dos concertos, mostrar o potencial humano da USP, promovendo a integração com os campi do interior, além de mencionar a importância de agregar os valores da educação à sociedade brasileira: “Além de reger músicos de outros países,trabalhei por dez anos com crianças carentes no Conservatório Villa-Lobos, em Osasco e aprendi como a música é capaz de mudar a vida dos jovens, inserindo um modelo educacional. Vejo a Orquestra como um cartão de visita da Universidade e, a cada concerto exibiremos o resultado do nosso trabalho.”</p>
<p>Através de seus novos projetos, reafirmando a associação entre educação e cultura, a Osusp caminha em direção à renovação, tendo na figura da nova regente um estímulo para promover a integração universitária por meio da música.</p>
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		<title>Homenagem a Ernesto Paterniani</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Jul 2009 14:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Revista Espaço Aberto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O pesquisador foi reconhecido em vida como um dos maiores estudiosos brasileiros na área de seleção e melhoramento genético do milho. Falecido em 18 junho de 2009, a trajetória de Ernesto Paterniani revela uma vida e uma carreira de empenho e paixão pela pesquisa. As últimas e importantes homenagens recebidas pelo geneticista foram o Prêmio [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2009/07/foto3.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-4568" title="foto3" src="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2009/07/foto3-225x300.jpg" alt="" width="225" height="300" /></a>O pesquisador foi reconhecido em vida como um dos maiores estudiosos brasileiros na área de seleção e melhoramento genético do milho.</p>
<p>Falecido em 18 junho de 2009, a trajetória de Ernesto Paterniani revela uma vida e uma carreira de empenho e paixão pela pesquisa. As últimas e importantes homenagens recebidas pelo geneticista foram o Prêmio da Fundação Bunge 2005, na área de Agronegócio, categoria Vida e Obra, o mais respeitado estímulo àqueles que estão construindo um Brasil melhor. Em 2008 recebeu o Prêmio Conrado Wessel, concedido à personalidade ou entidade de reconhecimento nacional nos campos da Arte, Ciência, Cultura e Medicina, pela Fundação que leva o mesmo nome.</p>
<p>Abaixo apresentamos um perfil de Paterniani realizado em 2007 e que traz trechos de entrevista com o também docente da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz”. O texto faz parte do Projeto Memória e foi escrito pela equipe da Assessoria de Comunicação (Acom) da Esalq.</p>
<p>&#8220;Pode existir quem acredite na seleção genética tanto quanto eu. Mais, não!”</p>
<p>A frase sintetiza a obra de Ernesto Paterniani, engenheiro agrônomo formado pela Esalq, e um dos mais respeitados pesquisadores brasileiros na área de seleção e melhoramento genético em milho. “Hoje, nem mesmo os geneticistas têm uma adequada percepção do real potencial da seleção para modificar, geneticamente, plantas e animais”, afirma o cientista que nos últimos anos vem participando ativamente dos debates sobre organismos geneticamente modificados.</p>
<p>Paulistano, filho de italianos oriundos de uma leva de imigrantes que desembarcou no Brasil para trabalhar nas lavouras de café, Paterniani chegou cedo a Piracicaba, quando os pais vieram à cidade para assumir o comando de um armazém de secos e molhados da família.</p>
<p>Inclinado a estudar engenharia civil, optou pela agronomia pela situação familiar da época. “Tinha facilidade em matemática e álgebra. Mas, ao ingressar na Esalq, em 1947, me interessei por genética, apesar do professor Friedrich Gustav Brieger ser alemão e falar um português quase incompreensível”, diz se referindo ao fundador do Departamento de Genética da Escola.</p>
<p>Posteriormente, já proprietária de um posto de gasolina e uma oficina mecânica na Vila Rezende, a família tinha um carro, coisa rara naquela época. “Eu era um privilegiado. Após o período de trotes, vinha para a Escola guiando um Chevrolet 1928”, diz ao recordar que no desfile dos ingressantes saiu vestido de Corcunda de Notre Dame.</p>
<p><a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2009/07/foto2.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-4569" title="foto2" src="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2009/07/foto2-224x300.jpg" alt="" width="224" height="300" /></a> Da turma de 1950, de apenas 36 alunos (entre os quais uma única mulher, Maria de Lurdes do Canto), ingressou na faculdade e se formou com a mesma classificação, ficando atrás apenas de José Romano Gallo. “No quarto ano, procurei um estágio e me colocaram na citologia. Em apenas um dia no laboratório percebi que meu negócio era outro, queria trabalhar no campo.”</p>
<p>Ao final do curso, foi contemplado com uma bolsa pela Fundação Rockefeller para agrônomos recém-formados estagiarem no Programa Agrícola Mexicano, que visava a aumentar a produção de alimentos. “Com os resultados obtidos com melhoramento de milho e trigo, em menos de dez anos, o México passou de importador a autossuficiente nesses cereais.” Na ocasião, conheceu e tornou-se amigo de Norman Borlaug, o pai da Revolução Verde.</p>
<p>Ao voltar do México, ingressou na Esalq para gerenciar um banco de germoplasma e percorreu grande parte da América Latina, coletando variedades locais das mais diversas raças de milho. “Após 17 anos recolhendo sementes, cerca de três mil amostras de todo o acervo do banco foram transferidas para a recém-criada Embrapa.”</p>
<p>Ao longo da carreira, desenvolveu estudos sobre descrição e classificação de raças de milho, conduziu pesquisas relacionadas à Genética Aplicada ao melhoramento de plantas, sempre buscando aumentar a eficiência e maior simplicidade na execução. Produziu inúmeras populações melhoradas usando a “seleção entre e dentro de famílias de meios-irmãos”, e criou um novo método de seleção de plantas prolíficas (mais de uma espiga por planta), antes do florescimento.</p>
<p>“Sinto me gratificado pela minha contribuição para a melhora das populações de milho, por meio dos programas de melhoramento, inclusive do exterior, que deram origem a novas variedades e híbridos de alta produtividade.”</p>
<p><strong>Fonte: Assessoria de imprensa da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq)</strong></p>
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		<title>O pioneirismo de Riva Moscovici da Cruz</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Jun 2009 16:29:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Revista Espaço Aberto</dc:creator>
				<category><![CDATA[comunidade usp]]></category>
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		<category><![CDATA[Rita Moscovici]]></category>

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		<description><![CDATA[“O destino das pessoas é a própria vida” Por Gustavo Paiva No ano de 1963, a professora Riva Moscovici da Cruz foi a primeira mulher a se doutorar pelo que, na época, era a Faculdade de Odontologia e Farmácia da Universidade de São Paulo. Sua tese, na qual trabalhou com síntese de alcapironas para serem [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em>“O destino das pessoas é a própria vida” </em></p>
<p><strong>Por Gustavo Paiva</strong></p>
<div id="attachment_4122" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2009/06/riva-att00050.jpg"><img class="size-medium wp-image-4122" title="riva-att00050" src="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2009/06/riva-att00050-300x191.jpg" alt="Riva ainda pequena, com a mãe e a irmã" width="300" height="191" /></a><p class="wp-caption-text">Riva ainda pequena, com a mãe e a irmã</p></div>
<p>No ano de 1963, a professora Riva Moscovici da Cruz foi a primeira mulher a se doutorar pelo que, na época, era a Faculdade de Odontologia e Farmácia da Universidade de São Paulo. Sua tese, na qual trabalhou com síntese de alcapironas para serem empregadas em medicina, rendeu-lhe o título de doutora em Química Orgânica e introduziu no Brasil o método microanalítico, que permitiu a descoberta do princípio ativo de muitas plantas utilizadas pelos índios para fins medicinais, além de permitir grandes avanços na ciência brasileira.<br />
<span id="more-4121"></span></p>
<p>“Eram plantas que os índios usavam para determinado fim e diziam, isso é bom para uma determinada coisa. A gente extraía a substância da planta e depois começava a fracionar até encontrar o princípio ativo, aquele que atuava em determinada doença. Não era sempre de acordo com o que os índios pensavam, mas era um ponto de partida.”</p>
<p>Riva nasceu na Romênia, fronteira com a Rússia. Com três anos de idade, mudou-se com a família para o Brasil. Os pais, de origem judia, buscavam trabalho e melhores condições de vida para criarem Riva e seus outros dois filhos. Ao chegar em São Paulo, a família mudou-se para o Bom Retiro, onde se concentrava a colônia judaica. “Meu pai e minha mãe foram muito bem recebidos e acolhidos para procurar o que fazer e aprender a língua. É verdade que o romeno é uma língua latina, de modo que não é difícil.”</p>
<div id="attachment_4123" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2009/06/riva-att00053.jpg"><img class="size-medium wp-image-4123" title="riva-att00053" src="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2009/06/riva-att00053-300x211.jpg" alt="Professores Quintino Mingóia (sentado), Paulo Carvalho  Ferreira (segundo da direita para a esquerda) Riva e colegas, no Laboratório  Paulista de Biologia" width="300" height="211" /></a><p class="wp-caption-text">Professores Quintino Mingóia (sentado), Paulo Carvalho  Ferreira (segundo da direita para a esquerda) Riva e colegas, no Laboratório  Paulista de Biologia</p></div>
<p>Os pais encontraram emprego. Os sonhos de melhores condições de vida, porém, se frustraram: “Eles continuaram pobres até morrer”. A professora conta que, “mesmo pertencendo a uma família de classe média, pelos costumes, e classe média baixa, pelo poder econômico, meus pais queriam que os filhos tivessem um bom nível cultural, pelo menos”.</p>
<p>Foi assim que Riva concluiu o ensino médio e buscou uma profissão. “Com 16 anos, raras são as pessoas que sabem o que vão querer fazer na fase adulta. Assim, a decisão baseou-se nas possibilidades que eu teria para conseguir uma profissão. Isso significa que a escolha já veio pronta. Não se cogitou a vocação. Cursando a Faculdade de Farmácia da USP, haveria a possibilidade de enfrentar o custo &#8211; era gratuita &#8211; e o tempo necessário &#8211; curto, cinco anos &#8211; para realizá-la, a fim de logo poder ganhar a vida.”</p>
<p>“Apesar de tudo, fiquei muito contente de cursar Farmácia. Gostei e me interessei pelo que estava fazendo. Ainda mais porque as férias eram grandes e permitiriam que eu pudesse ter algum rendimento para ajudar em casa, trabalhando como secretária ou dando aula para estudantes com menos preparo. Foi o que eu fiz.” À época a Faculdade de Farmácia era no Bom Retiro, perto de sua casa, o que diminuía gastos com condução e, embora não pudesse comprar livros, isso não atrapalhou sua formação: “Usava-se muita apostila, a gente fazia muita anotação na aula e tinha biblioteca”.</p>
<div id="attachment_4124" class="wp-caption alignright" style="width: 304px"><a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2009/06/03-riva-moscovici-da-cruz_-fto-arq-part-riva.jpg"><img class="size-medium wp-image-4124" title="03-riva-moscovici-da-cruz_-fto-arq-part-riva" src="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2009/06/03-riva-moscovici-da-cruz_-fto-arq-part-riva-294x300.jpg" alt="Amigos fazendo pesquisa em Chamonix" width="294" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Amigos fazendo pesquisa em Chamonix</p></div>
<p>Nas férias e nas horas vagas, Riva aproveitou para estudar línguas, como o francês, que lhe seria muito útil no futuro. “Fui uma aluna razoavelmente boa. Tive bons professores na sua maioria e o ambiente escolar, juntamente com os colegas, era bom. Durante o curso, alguns professores me conheceram melhor.”  Foi por intermédio de um deles, Quintino Bingóia, que ela conseguiu seu primeiro trabalho como farmacêutica em um laboratório.</p>
<p>Após alguns anos, o mesmo professor, então diretor do laboratório da faculdade, lhe deu a chance de fazer um curso que não era ministrado no Brasil. “Achei que estava com muita sorte e vencendo obstáculos. Poder fazer, em 1952, mulher, em condições desfavoráveis, um curso na Europa.” Riva ingressou como aluna da Universidade de Genebra, na Suíça, onde começou a estudar a microanálise e publicou alguns trabalhos sobre o assunto em revistas nacionais e estrangeiras.</p>
<p>No final dos anos 50, já de volta ao Brasil, foi convidada para ser professora assistente no Instituto de Química da Universidade de São Paulo e com isso veio a ideia de fazer um doutorado. A professora partiu para um novo curso em Genebra, onde desenvolveu o tema de sua tese. O trabalho foi realizado com o Instituto de Química Agrícola do Rio de Janeiro e em seguida nos Estados Unidos, na Universidade Stanford, na Califórnia, e Universidade de Urbana, em Illinois.</p>
<p>“Neste ínterim, passei a trabalhar com o enfoque mais preciso em microanálise quantitativa. Com isso, abriu-se o caminho para essa prática em outros laboratórios brasileiros, estudando substâncias desconhecidas, para elucidar suas estruturas, tendo em vista seu emprego na medicina. Por aí verifica-se que o destino das pessoas é a própria vida. O doutoramento realizou-se a contento de todos e conquistei o cargo de doutora em química orgânica.”</p>
<div id="attachment_4125" class="wp-caption alignleft" style="width: 212px"><a href="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2009/06/05-riva-moscovici-da-cruz_-fto-arq-part-riva.jpg"><img class="size-medium wp-image-4125" title="05-riva-moscovici-da-cruz_-fto-arq-part-riva" src="http://espaber.uspnet.usp.br/espaber/wp-content/uploads/2009/06/05-riva-moscovici-da-cruz_-fto-arq-part-riva-202x300.jpg" alt="Professora Riva e o Marido já na aposentadoria" width="202" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Professora Riva e o Marido já na aposentadoria</p></div>
<p>A prática da microanálise difundiu-se em vários centros universitários brasileiros e também em laboratórios farmacêuticos particulares. Riva lembra como era improvisado e requisitado o primeiro equipamento que montaram aqui no Brasil. Algum tempo depois descobriram que o aparelho era fabricado por uma empresa americana e o Instituto de Pesquisas Tecnológicas também montou um. “Hoje o equipamento tornou-se bem mais sofisticado”, conta.</p>
<p>Riva casou-se em 1964 com Henrique Júlio Moscovici da Cruz, com quem teve um filho. “Sou avó de duas crianças com quem alegremente vivencio o resto da minha vida.” A professora aposentou-se da USP aos 77 anos, buscando, então, desenvolver alguns interesses deixados em segundo plano. Foi assim que por algum tempo trabalhou num antiquário e começou a fazer aulas de piano. “Tenho muitos interesses por música, artes. Procuro manter-me viva, física e mentalmente.”</p>
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